terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

BOTIJÃO DE GÁS FICA MAIS CARA A PARTIR DE HOJE.

Reajuste vai variar entre 0,5% e 1,4%, de acordo com o polo de suprimento.
A partir de hoje (5/2), o botijão de até 13 quilos de gás liquefeito de petróleo (GLP) residencial ficará mais caro. O novo preço médio do produto, anunciado hoje pela Petrobras, será de R$ 25,33*

No último ajuste, feito em novembro do ano passado, o preço determinado foi de R$ 25,07. O produto tem reajustes trimestrais. 

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou, em nota, que o reajuste vai variar entre 0,5% e 1,4%, de acordo com o polo de suprimento. O Sindigás calcula que o valor do GLP empresarial está 13,4% acima do GLP para embalagens até 13 quilos. Com informações da Agência Brasil. 
* Esse valor é para as distribuidoras de gás.
Fonte: Notícias ao Minuto.

CARUARU-PE: MULHER FOI SEQUESTRADA.

VÍTIMA DO SEQUESTRO
Foto: Divulgação Blog do Adielson Galvão.
O crime aconteceu na tarde desta segunda-feira (4/1). 
Segundo as informações, a costureira Nadja Kátia Lima Ribeiro de 53 anos estava em sua casa que fica no bairro José Oliveira, quando chegou um carro de cor prata de modelo não informado, com dois ocupantes se passando por policiais civis, falaram para o filho da mulher que estava cumprindo um mandato de prisão, e levaram a costureira com eles.

A família da mulher procuraram a delegacia, informaram o ocorrido, os policiais fizeram a consulta, e nada constava em desfavor da costureira.

Foi registrado um Boletim de Ocorrência por sequestro.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

PACOTE DE MORO ALTERA 14 LEIS E MIRA ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS: ENTENDA.

Projeto será anunciado pelo ministro nesta segunda-feira (4/1).
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anuncia nesta segunda-feira (4/2) seu pacote de projetos que busca alterar pelo menos 14 leis em vigor e mira, entre outras coisas, organizações criminosas..

A proposta envolve os códigos penal, processual e eleitoral (neste terceiro item, incluindo a criminalização do caixa dois. Atinge ainda as leis de execução penal e crimes hediondos. 

O pacote aborda, por exemplo, o combate a organizações criminosas, citando nominalmente exemplos como PCC, Comando Vermelho e milícias. 

Esses grupos seriam oficialmente citados em lei como exemplos para que uma organização criminosa desse porte seja entendida em termos de estrutura e força econômica. 

Uma ideia, por exemplo, é a possibilidade do uso de agentes policiais disfarçados dentro desses grupos. 

O texto preparado pela equipe de Moro foi enviado à Casa Civil na última sexta-feira (1º) para ajustes finais e será apresentado nesta segunda a governadores e secretários de Segurança Pública. 

No campo penal, o texto prevê, em linhas gerais, a execução provisória para condenados em segunda instância e o aumento da efetividade dos tribunais de júri, como a execução imediata da pena em casos de homicídios. 

As medidas a serem apresentadas visam também o endurecimento do cumprimento de penas e sua elevação para crimes ligados a armas de fogo. Inclui também legislação para permissão do uso de bens apreendidos. 

Em vídeo gravado neste domingo (3) e divulgado pelo Ministério da Justiça, Moro classificou seu projeto como "simples, com medidas bastante objetivas" e destacou que elas buscam combate à corrupção, ao crime organizado e aos crimes violentos. 

"Bem fáceis de serem explicadas ponto a ponto, para poder enfrentar esse três problemas", disse o titular da pasta. 

"O crime organizado alimenta a corrupção, que alimenta o crime violento. Boa parte dos homicídios estão relacionados à disputa por tráfico de drogas ou dívida de drogas. Por outro lado, a corrupção esvazia os recursos públicos que são necessários para implementar políticas de segurança públicas efetivas." 

O pacote aborda ainda mecanismos para evitar a prescrição e reformar o chamado crime de resistência. 

Há um capítulo sobre os presídios, sugerindo alterações em interrogatórios por videoconferências, no regime jurídico das penitenciárias federais e nas regras de soltura de criminosos habituais. 

Segundo Moro, o projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL) é de interesse de toda sociedade. "É desejo do brasileiro poder viver em um país mais seguro. É, portanto, papel da sociedade demandar essa resposta por parte do governo. Esse governo está apresentando uma resposta, que é uma proposta sólida", afirmou. 

Além da criminalização do caixa dois, revelada pela Folha, a proposta de Moro discute alterar a competência para facilitar o julgamento de crimes complexos que tenham efeitos em eleições. 

O ministro quer fazer com que a lei eleitoral seja mais clara e objetiva e que tenha uma pena maior para a prática de uso de dinheiro não declarado por candidatos em campanhas. A proposta que tem sido preparada por Moro não daria anistia a fatos passados.

Uma preocupação de Moro é que a legislação não tenha mais brechas e que permita, enfim, que pessoas sejam condenadas por usar dinheiro por fora nas campanhas eleitorais.
Fonte: Notícias ao Minuto.

BRUMADINHO-MG: AOS POUCOS, A LAMA VAI MATANDO O RIO PARAOPEBA.

A morte do rio é a consequência imediata do desastre ambiental provocado pelo rompimento da barragem.
Em um dos locais mais simbólicos da tragédia de Brumadinho - onde o pontilhão da ferrovia sobre o Córrego do Feijão foi rompido ao meio pela força da onda de lama de rejeitos da Vale e o que restou é uma terra arrasada que mais lembra um cenário de guerra -, os passarinhos ainda cantam. Ali já não existem mais peixes. Nas bordas tampouco se sentem os insetos. Mas quatro, cinco, meia dúzia de espécies de aves - encarapitadas na mata que testemunhou o desastre - ainda cantarolam como se a natureza não tivesse sido alterada. 

O cenário foi observado pela reportagem neste e em outros pontos ao longo do curso do Rio Paraopeba de quinta-feira a domingo. Pode ser apenas uma questão de tempo, porém, para que tudo ali silencie. Foi assim há cerca de três anos na Bacia do Rio Doce, atingida pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana. A morte do rio é a consequência imediata do desastre ambiental. Algum tempo depois, outros bichos vão desaparecendo ou migrando para outras regiões. 

"Um ano depois do desastre, não se ouvia mais nada. A gente via aves com o papo vazio, morrendo de fome. Aqui pode ser que ocorra algo semelhante. Espero estar errada", comenta a bióloga Marta Marcondes, pesquisadora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, enquanto monitora com sondas e outros instrumentos indicadores como o nível de oxigenação, em um ponto a cerca de 80 km de Brumadinho. Marta acompanha uma expedição da Fundação SOS Mata Atlântica, que começou na quinta-feira a monitorar a qualidade da água em diversos trechos do rio, seguindo seu rumo em direção ao encontro do São Francisco, por 356 quilômetros. 

O trabalho partiu do chamado "marco zero", um ponto imediatamente anterior ao local onde a onda de rejeitos que desceu na barragem rompida encontrou o Paraopeba. Ali a água não estava tomada pela lama, mas já começava a ficar comprometida, com nível ruim. Uma medida anterior ao acidente dava o local como regular. Quase todos os demais pontos analisados, porém, já apareciam como péssimos, com exceção de apenas dois locais. A reportagem acompanhou a expedição até a altura de Juatuba e se deparou o tempo todo com uma imagem marrom-avermelhada, densa, que em nada se parece com um rio que possa suportar alguma vida. Nas palavras de Malu Ribeiro, coordenadora do projeto, a água virou uma espécie de chocolate derretido ou ferro líquido. 

Em um dos poucos pontos em que a qualidade foi identificada como ruim, em Juatuba, a equipe chegou a se empolgar com a presença de alevinos e alguns insetos. Parecia que a vida não tinha sido tão afetada. Mas foi uma falsa impressão. Nas margens do rio, nascentes limpas protegidas por uma fina faixa de mata ciliar serviam de proteção aos bichos. Mais no meio do corpo d'água, os indicadores não deixavam dúvida. "A turbidez está em 5.510, quando o máximo aceitável é 100. Não tem como chegar luz, não tem como ter vida", afirmou Malu diante dos resultados. 

Em um outro ponto, no município de São Joaquim de Bicas, onde vive um grupo indígena "desgarrado" dos Pataxós da Bahia, o cheiro de peixe podre prenuncia metros antes o cenário de devastação. "A meu ver, isso aqui não é lama, rejeito, nada, é sangue", disse, chorando, a agricultora familiar Antonia Aguilar Santos, de 61 anos, em alusão às 121 vítimas do desastre. "Este rio significava muito. É onde a gente toma banho no calor. No almoço de domingo, quando os amigos vêm visitar, descia com as comidas para a beira do rio e ficávamos lá. Fora a pesca…" 

Tahhão, de 55 anos, que faz as vezes de guarda indígena, conta que o rio é fonte de peixes para a tribo. A prainha do local acabou se tornando um local de celebrações e já é considerada sagrada para eles, apesar de ocuparem a região há apenas dois anos. "É que sem água não existe vida, então virou sagrado para a gente", conta, quando nos aproximamos do local. Pelos seus cálculos, uns 300 quilos de peixes mortos já foram retirados da região desde que o rio foi contaminado pela lama. 

Em seus mais de 500 quilômetros, o Rio Paraopeba esconde mais de 120 espécies de peixes, agora ameaçadas pela lama. Como afluente do São Francisco, recebe muitos animais na piracema, período de reprodução dos peixes. "Algumas espécies podem se deslocar até 200 quilômetros", explica o biólogo e consultor na área ambiental Carlos Bernardo Mascarenhas Alves. 

A mancha de lama ainda seguia meio devagar pelo Paraopeba e os pesquisadores ainda não se arriscavam a dizer se vai mesmo chegar ao São Francisco, o maior temor do grupo. Mas nesta semana estão previstas pancadas de chuva todos os dias em Brumadinho e isso tende a acelerar o processo de dispersão. 

Por causa do rompimento da barragem em Brumadinho, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) já alertou que a água não deve ser usada para consumo, o que impede a pesca também. Em alguns trechos atingidos pela lama, os órgãos ambientais já verificaram quantidades de metais como manganês, ferro e mercúrio acima das aceitáveis.
Fonte: Notícias ao Minuito.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

PRODUÇÃO INDUSTRIAL TEM ALTA DE 1,1% EM 2018, DIZ O IBGE.

O dado é da  Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF)
A produção industrial brasileira fechou 2018 com um crescimento de 1,1%.

O dado é da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), divulgada hoje (1/2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 

Em dezembro, a produção industrial cresceu 0,2% na comparação com novembro. Na média móvel trimestral, também houve alta de 0,2%. Já na comparação com dezembro de 2017, houve uma queda de 3,6%. Com informações da Agência Brasil.  
Fonte: Notícias ao Minuto.