Você já deve ter ouvido falar em dinheiro na cueca, em malas, em apartamentos, armários, agora dinheiro em isopor, com certeza é a primeira vez.
Dinheiro, veículos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos durante a OPERAÇÃO MEDERI, deflagrada nesta terça-feira (27/1), pela Polícia Federal (PF) em conjunto como a Controladoria-Geral da União (CGU), no Rio Grande do Norte. A investigação revelou suspeitas de um esquema estruturado para desviar recursos públicos destinados à área da Saúde em municípios do estado.
Durante cumprimento de mandados judiciais, agentes federais recolheram R$ 219 mil Reais em espécie, além de veículos, 20 aparelhos celulares e outras 17 mídias digitais, entre computadores e pen drives. O material será analisado para aprofundar as apurações sobre o fluxo financeiro e a atuação dos envolvidos.
Em imóveis ligados a sócios da empresa farmacêutica investigada, a Polícia Federal encontrou dinheiro em espécie armazenado dentro de caixas de papelão e isopor. Nos mesmos locais, também foram apreendidos caixas de medicamentos.
A investigação teve início a partir de auditorias que apontaram inconsistência na contratação de empresas responsáveis pelos fornecimento de insumo à rede pública de saúde. Segundo a PF, há indícios de que contratos firmados por prefeituras apresentavam execução irregular, com suspeitas de entregas incompletas, materiais fora das especificações e valores acima dos praticados no mercado.
As empresas investigadas estão sediadas no Rio Grande do Norte, mas teriam atuado junto a administrações municipais de outros estados, o que ampliou o alcance da apuração e demandou atuação conjunta de diferentes órgãos de controle.
Ao todo, 35 mandatos de busca e apreensão foram cumpridos com a mobilização de 163 policiais federais e cinco auditores da CGU. A Justiça também autorizou medidas cautelares e patrimoniais para resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Entre os alvos da operação está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). A Polícia Federal não detalhou, até o momento, o grau de envolvimento de cada investigado.
Em nota a PF informou que os investigados poderão responder por crimes ligados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas. As investigações continuam.

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