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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

IVETE SANGALO É DENUNCIADA AO MINISTÉRIO PÚBLICO.


A cantora Ivete Sangalo foi denunciada ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) após dançar e cantar a música "Vampirinha" num show ao lado de uma criança no palco. Procurada, a assessoria de imprensa da cantora diz que ela não se pronunciar.

A canção lançamento para o carnaval, tem trechos com teor sexual, e a coreografia também remete a isso. Em imagens nas redes sociais, é possível ver a artista fazendo a dança com uma menina. Não há informações sobre o local da apresentação.

O ministério público afirma que tomou conhecimento de caso e apura a situação e quaisquer questões envolvendo os direitos de crianças e adolescentes. "Esses procedimentos, conforme dispositivos legais, tramitam sob sigilo por envolver menores de 18 anos de idade", diz o comunicado.

Não informações sobre o autor da denúncia, já que a representação pode ser feita por qualquer cidadão e tem como objetivo a coleta de informações iniciais. Caso haja indícios, o Ministério Público dá prosseguimento ao caso.
Fonte: Notícias ao Minuto.

BOLSONARO SERÁ TRAÍDO?

CAIADO TROCA O UNIÃO BRASIL PELO PSD E ENTRA NO JOGO PRESIDENCIAL.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou nesta terça-feira (27/1) a sua filiação ao PSD, após deixar o União Brasil. A mudança amplia o número de governadores da legenda com projeção nacional e coloca o partido no centro das articulações para a disputa presidencial.

Ao anunciar a filiação em um vídeo ao lado dos governadores Ratinho Junior e Eduardo Leite, Caiado afirmou que sua decisão foi tomada "com total desprendimento pessoal" e ressaltou que o PSD ainda vai definir qual dos três será o candidato ao Palácio do Planalto. "Aqui não tem interesse individual. O que sair candidato terá o apoio dos demais e levará uma bandeira de projeto para o Brasil", declarou.

Segundo Caiado, a saída do União Brasil foi motivada pelo fechamento de espaço para o debate nacional dentro da antiga legenda. "Eu buscava uma oportunidade para contribuir com a discussão nacional, e essa porta se fechou no meu antigo partido", afirmou.

Eduardo Leite deu as boas vindas ao governador goiano e destacou o caráter coletivo da movimentação. "Antes da aspiração individual, como agentes políticos, vem a nossa aspiração como brasileiros. Será um prazer trilhar esse caminho ao lado de vocês", disse. Ratinho Junior classificou a filiação como parte de um "projeto de união pelo Brasil".

Mais cedo, em entrevista a uma rádio de Goiânia, Caiado já havia confirmado que comunicou à direção do União Brasil sua intenção der deixar a sigla. Nos bastidores, a avaliação predominante era de que o partido não lançaria candidatura própria à Presidência, priorizando manter margem de negociação no cenário nacional. Internamente, o desempenho de Caiado em pesquisar presidenciais era visto como limitado.

No PSD, Ratinho Junior é apontado como o nome mais bem posicionado até o momento, embora a direção evite antecipar definições. O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, afirmou que os três govenadores passam a atuar juntos na construção de uma candidatura. "Vamos trabalhar por um projeto de futuro para o país, sem disputas pessoais", disse Kassab ao comentar a nova filiação.

Caiado reforçou o discurso de unidade ao afirmar que o grupo pretende apresentar uma alternativa capaz de dialogar com a sociedade. "Quem foi escolhido vai representar um projeto de esperança e de resgate daquilo que o povo espera", afirmou o governador. 
Fonte: Notícias ao Minuto.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

TARCÍSIO BATE MARTELO SOBRE ELEIÇÃO E FAZ REVELAÇÕES ENVOLVENDO BOLSONARO:


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (27/1) que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) está "se consolidando rapidamente". Segundo ele, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem ocupado um espaço político relevante e conta com um trunfo decisivo: o peso do sobrenome Bolsonaro no cenário nacional.

A declaração foi dada em uma entrevista à rádio Jovem Pan de Sorocaba, após visita à fábrica da Toyota, no interior paulista. Na coletiva, Tarcísio reforçou que não acredita em mudanças no cenário atual e que a decisão já estaria praticamente definida.

Durante a entrevista, o governador foi direto ao ser questionado sobre a possibilidade de substituir Flávio nas urnas, caso fosse convidado pelo ex-presidente. "Isso não vai acontecer, mas eu diria não", afirmou, deixando claro que não pretende disputar a Presidência.

Tarcísio ressaltou que seu foco segue sendo São Paulo e que mantém coerência com o projeto de longo prazo que assumiu ao se eleger governador.

O govenador também confirmou que visitará Jair Bolsonaro na próxima quinta-feira (28/1), na chamada "Papudinha", em Brasília. Segundo ele, o encontro será marcado por um tom pessoal e de apoio, sem discussões políticas ou eleitorais.

Por fim, Tarcísio negou qualquer atrito com Flávio Bolsonaro e classificou como mentiras os rumores de frustrações de empresários e líderes políticos. Para ele, antecipar uma candidatura presidencial poderia gerar rupturas (algo que afirma não querer repetir em São Paulo).

POLÍCIA FEDERAL APREENDE 219 MIL EM INVESTIGAÇÃO DE FRAUDES NA SAÚDE NO RIO GRANDE DO NORTE.


Você já deve ter ouvido falar em dinheiro na cueca, em malas, em apartamentos, armários, agora dinheiro em isopor, com certeza é a primeira vez.

Dinheiro, veículos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos durante a OPERAÇÃO MEDERI, deflagrada nesta terça-feira (27/1), pela Polícia Federal (PF) em conjunto como a Controladoria-Geral da União (CGU), no Rio Grande do Norte. A investigação revelou suspeitas de um esquema estruturado para desviar recursos públicos destinados à área da Saúde em municípios do estado.

Durante cumprimento de mandados judiciais, agentes federais recolheram R$ 219 mil Reais em espécie, além de veículos, 20 aparelhos celulares e outras 17 mídias digitais, entre computadores e pen drives. O material será analisado para aprofundar as apurações sobre o fluxo financeiro e a atuação dos envolvidos.

Em imóveis ligados a sócios da empresa farmacêutica investigada, a Polícia Federal encontrou dinheiro em espécie armazenado dentro de caixas de papelão e isopor. Nos mesmos locais, também foram apreendidos caixas de medicamentos.

A investigação teve início a partir de auditorias que apontaram inconsistência na contratação de empresas responsáveis pelos fornecimento de insumo à rede pública de saúde. Segundo a PF, há indícios de que contratos firmados por prefeituras apresentavam execução irregular, com suspeitas de entregas incompletas, materiais fora das especificações e valores acima dos praticados no mercado.

As empresas investigadas estão sediadas no Rio Grande do Norte, mas teriam atuado junto a administrações municipais de outros estados, o que ampliou o alcance da apuração e demandou atuação conjunta de diferentes órgãos de controle.

Ao todo, 35 mandatos de busca e apreensão foram cumpridos com a mobilização de 163 policiais federais e cinco auditores da CGU. A Justiça também autorizou medidas cautelares e patrimoniais para resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Entre os alvos da operação está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). A Polícia Federal não detalhou, até o momento, o grau de envolvimento de cada investigado.

Em nota a PF informou que os investigados poderão responder por crimes ligados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas. As investigações continuam.

PETROBRAS REDUZ PREÇO DA GASOLINA EM 5,2% APARTIR DESTA TERÇA.


A Petrobrás anunciou nesta segunda-feira (26/1) que vai reduzir em 5,2% o preço da gasolina "A" vendida às distribuidoras. O novo preço passa a valer a partir desta terça-feira (27/1).

A gasolina "A" é o combustível puro que sai das refinarias e é misturado ao etanol pelas distribuidoras, para que possa ser vendido ao consumidor final dos postos.

Com a redução, o preço médio de venda de Petrobras para distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14.

No comunicado que anunciou a mudança de valores, a empresa informa que, desde dezembro de 2022, a queda no preço da gasolina chega a R$ 0,50? um recuo de 26,9% já considerado a inflação do período.

A última mudança no preço do combustível havia sido em 21 de outubro de 2025, quando ficou 4,9% mais barata.

O movimento da Petrobras deve representar alívio na inflação do país, uma vez que a gasolina é o produto com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que apura a inflação oficial.

Apesar de a Petrobras ser a maior produtora do combustível no país, o preço da gasolina nas bombas não depende apenas da estatal. Após o produto ser vendido às distribuidoras, sofre influência de outros custos, como o frete, a mistura com o etanol, cobrança de impostos e a margem de lucro dos postos.

A Petrobrás informou que o preço do diesel vendido às distribuidoras não sofrerá alteração. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada no preço do óleo combustível vendido às distribuidoras é de 36,3%, considerando a inflação do período. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

ALEXANDRE DE MORAES AUTORIZA E BOLSONARO SERÁ CIRURGIADO DIA DE NATAL.


O ministro Alexandre de Moraes autorizou nesta terça-feira (23/12), que Jair Bolsonaro seja internado e passe por uma cirurgia na quinta-feira (25/12), dia de Natal, para tratar um quadro de hérnia inguinal. Bolsonaro será internado nesta quarta-feira (24/12), dia em que fará exames para passar pelo procedimento no dia seguinte.

O ministro determinou que o transporte e a segurança de Bolsonaro deverão ser feitos pela Polícia Federal, de maneira discreta, com o desembarque sendo realizado nas garagens do hospital.

Ainda segundo Moraes, está vedado, no quarto hospitalar, de "comutadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a Polícia Federal assegurar o cumprimento da restrição".

Na decisão, Moraes também autorizou a presença de Michele Bolsonaro como acompanhante durante toda a internação. As demais visitas, segundo Moraes, somente poderão ocorrer com prévia autorização judicial. A defesa de Bolsonaro havia solicitado que os filhos também pudessem visitá-lo no hospital.

A cirurgia para a correção de uma hérnia inguinal bilateral foi indicada pela equipe médica de Bolsonaro e confirmada por uma perícia da Polícia Federal,

Nesta terça-feira (23/12), por questões de saúde, o ex-presidente cancelou a entrevista que daria ao portal Metrópoles na tarde desta terça-feira (23/12). A entrevista seria a primeira desde a sua prisão domiciliar, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no início de agosto.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

PROFESSORAS E PROFESSORES AGORA PODEM TER DOIS EMPREGOS.


Os professores da educação pública brasileira já podem acumular outro cargo público de qualquer natureza se não houver conflito de horários. O Congresso Nacional promulgou na sexta-feira (19/12) a novidade na Constituição em sessão solene.

"A nova regra traz tranquilidade e segurança jurídica às professoras e aos professores de todo o país". disse o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP).

A emenda constitucional 138/2025 aprovada altera o artigo 37 da carta Magna. Com a promulgação, a aplicação é imediata. Durante a solenidade, Alcolumbre afirmou que a alteração elimina insegurança jurídicas e corrige uma distorção que levava docentes a enfrentar ações judiciais ou até a abandonar a sala de aula após aprovação em concurso para outros cargos.

"Melhorar a qualidade de vida do professor por sua remuneração e suas condições de trabalho é um dever de todos nós. Legisladores e governadores, a alteração do artigo 37 da Constituição que hoje promulgamos contribui de maneira concreta neste sentido", afirmou.

O senador afirmou que a redação anterior era restritiva e imprecisa, ao limitar o acúmulo a cargos técnicos ou científicos. Para ele, a emenda amplia possibilidades profissionais e reafirma o compromisso do Estado com a valorização do magistério.

"Valorizar o magistério é investir no futuro do país. Este emenda amplia direito, corrige uma distorção jurídica e fortalece a educação brasileira".

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comentou que, com a aprovação da nova regra, o Congresso reconheceu a importância dos profissionais do magistério.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

SENADO APROVA PROJETO DE LEI QUE DIMINUI A PENA DE JAIR BOLSONARO E OUTROS CONDENADOS PELO 08 DE JANEIRO.


O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (17/12) a proposta que reduz as penas de Jair Bolsonaro e de outros condenados por atos golpistas, conhecido como PL da Dosimetria. Foram 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção.

Pela manhã, o texto recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 8 de dezembro, o projeto segue para sanção do presidente Lula.

Pelas regras atuais, Jair Bolsonaro terá direito a pedir a progressão após cumprir cerca de sete anos no regime fechado. A previsão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal é de que o ex-presidente possa progredir ao semiaberto em 23 de abril de 2033.

A proposta estabelece:
• Um mecanismo para tornar mais rápida a progressão do regime de pena (quando um condenado sai de uma modalidade mais severa e passa para um regime mais brando) para quem cumpre pena por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
• redução de até 2/3 da pena imposta aos vândalos comuns dos ataques de 8 de janeiro de 2023.
• que o crime de tentativa de golpe de Estado (com penas maiores) vai absorver o de tentativa de abolição do Estado, em caso de condenação simultânea.

Relator do texto, o senador Esperdião Amin utilizou manobra para evitar a volta do projeto à Câmara. O parlamentar mudou o conteúdo da proposta e direcionou a nova progressão de pena apenas para aqueles que cometeram crimes contra o Estado Democrático de Direito.

A medida foi uma resposta às duras críticas da opinião pública, de juristas e de parlamentares a brechas criadas pelos deputados que permitiram que outros criminosos também fossem beneficiados pelo mecanismo.

No domingo (14/12), manifestantes realizaram atos pelo país contra a anistia e envolvidos no 8 de janeiro e o PL da Dosimetria. Houve manifestações em todas as capitais, de tamanhos diferentes.

MUDANÇA NO TEXTO DAS CÃMARA
Ao longo da semana, senadores cogitaram adiar o tema. o tema. Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolimbre, repetiam, porém, que o senado queria encerrar 2025 com o texto aprovado.

Amin disse aos parlamentares que as mudanças de seu parecer restringem os benefícios apenas aos atos golpistas de 8 de janeiro. O parlamentar também defendeu que a discussão do tema era urgente.

"Embora não configure a desejada anistia, busca corrigir distorções, a mão pesada. Há um consenso de que a mão foi pesada", afirmou.

A sugestão de mudança no texto acatada pelo relator, dada pelo senador Sérgio Moro, restringe o projeto aos crimes contra a democracia.

Amin e Moro afirmaram que a proposta que saiu da Câmara poderia diminuir a pena de condenados pelos crimes de favorecimento da prostituição sexual, coação (ameaça) durante o processo e até de obstrução de ações contra o crime organizado.

O texto aprovado estabelece que os condenador por envolvimento com os ataques de 8 de janeiro de 2023 terão direito a progredir ao regime semiaberto após o cumprimento de 16% da pena no fechado.

A legislação atual prevê que esses criminosos precisam cumprir aos menos 25% na modalidade mais severa para pleitear uma progressão.

A proposta também determina que:
• Em caso de condenação simultânea pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e de tentativa de abolição do Estado, prevalecerá a pena mais gravosa - e não mais a soma das penas.

• nos crimes de tentativa de golpe de Estado e de tentativas de abolição do Estado cometidos em contexto de multidão (entendimento aplicado aos condenados de 8 de janeiro), haverá redução de pena de 1/3 a 2/3, desde que o criminoso não seja uma liderança ou um financiador;

• o tempo de estudo e trabalho em prisão domiciliar também sirva para reduzir a pena de condenados.

O relator do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados, deputado Paulinho da Força, afirmou que o projeto levaria Bolsonaro a cumprir apenas 2 anos e quatro meses em regime fechado.

O cálculo, segundo ele, também contabiliza reduções por estudo e o abatimento do período no qual o ex-presidente ficou preso em casa.

Pelas regras em vigor antes da aprovação do projeto, Jair Bolsonaro tem direito a pedir a progressão após cumprir cerca de sete anos no regime fechado. A previsão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal é de que o ex-presidente possa progredir ao semiaberto em 23 de abril de 2033.

O chamado PL da Dosimetria foi a saída encontrada pelas cúpulas da Câmara e do Senado e por líderes partidários para responder à pressão de aliados de Bolsonaro por um perdão integral das penas - a anistia..

Ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, narrou nesta quarta que uma proposta de revisão de penas era discutida desde o começo do ano por Alcolumbre e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

Pacheco afirmou que á um entendimento, em diversos setores do Congresso, de que é necessário adequar a pena dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro. "Para se evitar uma anistia", disse.

Parlamentares governistas e de oposição acusaram lideranças do Planalto de mudar a orientação ao longo dos últimos dias e se esquivar do embate contra o PL da Dosimetria para permitir o avanço de uma proposta que reduz benefícios tributários.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, negou qualquer tipo de acordo e ainda disse que Lula vai vetar o PL da Dosimetria.

Jaques Wagner, que lidera a bancada governista no Senado, reconheceu, porém, ter feito um acordo de procedimento para que o projeto fosse votado ainda hoje. Jaques negou ter feito qualquer "troca" de apoio.

"Assumo aquilo que fiz, que é de acordo de procedimento. Acho que não tinha mais como empurrar a votação. O presidente Lula tomará a sua decisão depois (sancionar ou vetar). Não fiz troca alguma. No mérito, não fiz troca alguma. Meu partido fechou questão apra votar contra", declarou o senador baiano.

MANOBRA DO RELATOR
Para evitar a volta do projeto à Câmara em caso de aprovação pelo plenário, Amin acolheu como um ajuste somente da redação a emenda apresentada por Moro para limitar o alcance da nova progressão de pena aos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Pelas regras do parlamento, se um projeto sobre mudanças na Câmara ou no Senado, a palavra final é da Casa onde o texto foi proposto inicialmente, ou seja, onde começou a tramitar. Neste caso, a Casa iniciadora é a Cãmara.

Na prática, porém, há casos em que o senadores mexem no conteúdo e isso é interpretado somente como mudança de redação, a depender da vontade política para levar a matéria de forma mais rápida para sanção presidencial.

Essa manobra de Amin foi questionada por parlamentares da base durante a votação na CCJH, mas a maioria dos senadores aceitaram a estratégia do relator. E o projeto depois foi aprovado.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

COMO VOTARAM OS DEPUTADOS PERNAMBUCANOS NO PROJETO DE LEI QUE DEMINUI O TEMPO DE PENA DE JAIR BOLSONARO E OUTROS CONDENADOS.


A Câmara dos Deputados aprovaram na madrugada desta quarta-feira (10/12), o texto base do chamado PL da Dosimetria, projeto que reduz as penas de condenados por tentativa de golpe de estado. A medida patrocinada pelo centrão e pilotada por Hugo Motta, abre caminho para que Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por comandar a trama golpista, deixe a prisão em cerca de 2 anos e 4 meses. 

Dez deputados pernambucanos votaram a favor e 13 foram contrários a PL da Dosimetria. Outros dois parlamentares do estado estavam ausentes. 

Veja como votaram os deputados de Pernambuco:

VOTARAM SIM (A favor do PL)
• André Ferreira (PL)
• Clarissa Tércio (PP)
• Coronel Meira (PL)
• Eduardo da Fonte (PP)
• Fernando Coelho (União Brasil)
• Fernando Rodolfo (PL)
• Mendonça Filho (União Brasil)
• Ossesio Silva (Republicanos)
• Pastor Eurico (PL)
• Waldemar Oliveira (Avante)

VOTARAM NÃO (Contra o PL)
• Augusto Coutinho (Repuplicanos)
• Carlos Veras (PT)
• Clodoaldo Magalhães (PV)
• Eriberto Medeiros (PSB)
• Felipe Carreras (PSB)
• Fernando Monteiro (PSD)
• Iza Arruda (MDB)
• Lucas Ramos (PSB)
• Luciano Bivar (União Brasil)
• Maria Arraes (Solidariedade)
• Pedro Campos (PSB)
• Renildo Calheiros (PCdoB)
• Túlio Gadêlha (Rede)

NÃO VOTARAM (AUSENTES)
Guilherme Uchoa (PSB)
• Lula da Fonte (PP)

O projeto agora segue para o Senado. O presidente da casa já informou que será votado na próxima quarta-feira dia 17 de dezembro.


sábado, 6 de dezembro de 2025

BOLSONARO ESCOLHEU E O PL ACEITOU FLÁVIO BOLSONARO COMO CANDIDATO PARA 2026.


Nem Tarcísio, nem Ratinho Junior, nem Michele, o escolhido para ser candidato a presidente por Jair Bolsonaro é seu filho o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O próprio Flávio afirmou nesta sexta-feira (5/12) ter sido escolhido pelo seu pai o ex-presidente Jair Bolsonaro como candidato do grupo para disputar a Presidência da República nas eleições do ano que vem.

Ele avisou aos aliados e o governador de São Paulo, antes do anúncio, consolidando após visita ao pai na prisão na terça-feira (2/12), na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Os dois conversaram por cerca de meia hora.

O senador viajou para São Paulo nesta quinta-feira (4/12) para informar a decisão de Bolsonaro ao governador de São Paulo.

O senador publicou um texto em suas redes sociais dizendo que não vai ficar de braços cruzados.

"É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação", escreveu.

A escolha de Flávio mantém o sobrenome Bolsonaro em evidência, atenuando o receio do ex-presidente de ser esquecido pelo centrão enquanto cumpre pena em regime fechado por tentativa de golpe de Estado.

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, divulgou nota informando que Flávio é o nome indicado por Bolsonaro para representar o partido na disputa presidencial.

"Flávio me disse que o nosso capitão confirmou sus pré-candidatura. Então, se Bolsonaro falo, está falado", publicou.

Em uma entrevista e junho deste ano, o senador afirmou que, para receber apoio de Bolsonaro nas eleições de 2026, o candidato à Presidência deveria não só conceder indulto ao pai dele, mas brigar com o Supremo por isso, se for preciso.

"Estou fazendo uma análise de cenário. Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto ou faz a composição com o Congresso para aprovar a anistia, em três meses isso está concretizado, aí vem o Supremo e fala: é inconstitucional, volta todo mundo para a cadeia. Isso não dá. Declarou, na ocasião.

O anúncio desta sexta também mantém a extrema direita e a direita sob o comando da família Bolsonaro, em um momento em que parte dos governadores busca protagonismo junto a esse eleitorado.

Na Saída da Polícia Federal, na terça, o senador disse que pediu desculpas para a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), pela briga envolvendo o palanque do PL no Ceará e explicou ao pai a situação. O senador também atribuiu o episódio a um "ruído de comunicação" e disse que Michelle estava no núcleo duro do PL.


quarta-feira, 26 de novembro de 2025

PRISÃO DEFINITIVA DE BOLSONARO EMBARALHA PLANOS DA DIREITA PARA 2026.


A direita fez planos para organizar sua articulação política e definiu que o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria o de regente oculto da dança das cadeiras das candidaturas de 2026. Mas no meio do caminho houve uma tentativa de rompimento de tornozeleira eletrônica, que dificultará a superação da prisão do líder conservador em regime fechado. Com "o capitão" isolado, o grupo teme se perder em disputas internas e colher revezes no próximo pleito.

Aliados sabiam que Bolsonaro seria preso em regime fechado, mas apostavam que conseguiriam demonstrar ao ministro Alexandre de Moraes,, com comportamento e problemas de saúde compatíveis somente com a prisão domiciliar. No roteiro dos caciques da direita, o ex-presidente ficaria uma semana numa cela e depois voltaria para a residência, em Brasília.

De casa, o ex-presidente continuaria inelegível e impedido de fazer campanha, mas ainda daria ordens à oposição e facilmente exerceria influência em conflitos sobre a candidatura ao Planalto e chapas nos estados. Mas Bolsonaro foi preso preventivamente no sábado (22/11), antecipando em alguns dias sua ida para um regime fechado, por causa de um suposto surto que o levou a tentar romper sua tornozeleira eletrônica com ferro de solda.

Agora, as chances de Bolsonaro sair do regime fechado diminuíram drasticamente. Se não conseguir convencer Moraes, o ex-presidente pode passar sete anos nessa condição e terá um escolhido como porta-voz, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), consiga fazer a palavra do pai se ouvida sobre a próxima eleição, levando a direita a uma processo de autofagia.

Além da corrida para saber quem será se sucessor como candidato da direita à Presidência, há disputas abertas sobre candidaturas conservadoras em diversos estados, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Há pelo menos cinco nomes em avaliação para candidatura da direita em 2026 com o apoio do Centrão. São eles os governadores: Eduardo Leite (PSD-RS), Ratinho Júnior (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Era uma disputa a olhos visto, mas sem maiores caneladas, até então. Esperava-se que Bolsonaro escolhesse um desses nomes para representá-los até março do ano que vem.

Mas a prisão como se deu, avaliam aliados do ex-presidente, colocará em evidência o senador Flávio Bolsonaro. Como a vigília convocada por ele foi um dos motivos citados na decisão de Moraes pela prisão, espera-se que o parlamentar seja colocado de vez como presidenciável. Até o momento, ele foi o filho que mais se preservou no embate com o STF.

No mínimo, dizem lideranças do PL, caberia a Flávio o papel de vice numa chapa que queira amarrar o eleitorado bolsonarista. No entanto, tal composição não é benquista pelo Centrão (que, para embarcar na chapa, também exige um representante como vice e não quer herdar a rejeição que o sobrenome Bolsonaro carrega no eleitorado.

O temor entre os caciques da direita é que, sem a possibilidade de maiores intervenções ou apelos de Jair Bolsonaro, seu filho 03, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), crie mais atritos com os candidatos à sucessão do pai.

Recentemente, ele trocou farpas públicas com Tarcísio por entender que o governador de São Paulo se aproveitava do mau momento do ex-presidente para se cacifar como presidenciável em 2026. No ápice da disputa, Eduardo se colocou como candidato na ausência de Bolsonaro.
Fonte: Metrópoles.

sábado, 22 de novembro de 2025

BOLSONARO FOI PRESO PELA POLÍCIA FEDERAL EM BRASÍLIA.


O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22/11) em Brasília, por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, e a pedido da Polícia Federal. A corporação alegou risco de fuga do ex-presidente durante a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro para frente do condomínio do Pai.

A prisão foi confirmada pelo diretor geral da PF, Andrei Rodrigues, e pelo advogado Celso Villardi, que atua na defesa do ex-presidente na trama golpista.

Segundo Andrei Rodrigues, Bolsonaro foi levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal, localizada no Setor Policial, em Brasília.

Na decisão em que autorizou a prisão, Moraes cita que Bolsonaro violou a tornozeleira eletrônica que usa por volta das 0 horas deste sábado, de acordo com monitoramento.

"O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h8min do dia 22/11/2025. A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho", argumentou Moraes na decisão.

No mandato em que mandou a Polícia Federal prender Bolsonaro, Moraes manda os policiais cumprirem a ordem "sem a utilização de algemas e sem qualquer exposição midiática".

"A autoridade policial responsável deverá cumprir o mandato no dia 22/11/2025, no período da manhã, observando que a medida deverá ser cumprida com todo o respeito à dignidade do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro, sem utilização de algemas e sem qualquer exposição midiática; ficando a seu critério a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem", escreveu Moraes na decisão, à qual a coluna teve acesso.

Bolsonaro já estava em prisão domiciliar desde o início de agosto. A detenção, contudo, não tinha a ver com o inquérito do golpe, mas, sim, com outra investigação.

COMO FOI A PRISÃO
Conforme as informações, os agentes da Polícia Federal chegaram aos Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, por volta das 6 horas e o levaram o ex-presidente para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.

O comboio que transportava o ex-presidente chegou à sede da Polícia Federal às 6h35min. Após os trâmites iniciais, Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal.

As informações iniciais dão conta de que Moraes mandou prender Bolsonaro preventivamente, antes do cumprimento da pena à qual o ex-presidente foi condenado no inquérito do golpe. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

A primeira Turma do STF rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa de Bolsonaro.

Na decisão, o relator da ação, Moraes declarou que não havia contradição no acórdão.

Jair Bolsonaro é o único alvo da decisão de prisão preventiva. Os outros condenados no núcleo crucial da trama golpista não foram alvo de mandados semelhantes.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

CÂMARA APROVA PL ANTIFACÇÃO, MAS SEM TIPIFICAR TERRORISMO



A Câmara dos Deputados aprovou, na noite deste terça-feira (18/11) o projeto de Lei Antifacção, uma das pautas prioritárias da segurança pública. Com 370 votos a favor, 110 contra e três abstenções, o texto segue agora para análise do Senado Federal.

A votação foi marcada por uma intensa disputa política entre o governo federal e a oposição. O ponto central da discórdia foi a tentativa de equiparar as facções criminosas ao crime de terrorismo. Governadores como Ronaldo Caiado (GO) e Cláudio Castro (RJ) chegaram ir a Câmara pressionar pela inclusão do termo.

No entanto, após uma ofensiva no Palácio do Planalto e negociações de última hora, o relator Guilherme Derrite (PP-SP) recuou e retirou a tipificação de terrorismo da versão final. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), blindou o acordo, impedindo que o tema fosse votado separadamente.

"Nós vamos lutar para retomar esse texto original. Vamos modificar no Senado para recuperar o propósito do governo de combate à facção criminosa", disse o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

O parlamentar destacou que o projeto foi elaborado depois de mais de seis meses de estudo.

A deputada Jandira Feghali (PDdoB) argumenta que o texto de Derrite acaba protegendo as organizações criminosas.

"O relatório inova com uma ação civil pública que acaba protelando o confisco de bens do crime organizado", criticou. Para ela, prejudica a investigação da Polícia Federal ao descapitalizar a corporação. No parecer, o relator encaminhou "o quinhão cabível à Polícia Federal ao Fundo Nacional se Segurança Pública".

Outra crítica ao governo federal é que o parecer de Derrite só permitia ao Estado assumir o patrimônio do crime após o término da ação penal,  o que poderia levar anos.

O deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) concordou com o texto de relator de que a ação é necessária para recuperar os bens a serem apreendidos pela Polícia Federal. "A gente ainda escuta discurso aqui de que nós estamos defendendo corruptos de colarinho branco, de que nós estamos defendendo o banqueiro", criticou.

O texto aprovado prevê a apreensão prévia de bens do investigado em certas circunstâncias, com a possibilidade de perdimento dos bens antes da decisão final da Justiça.

Por outro lado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), argumentou que o texto seria a resposta" mais dura" da história da Câmara dos Deputados no enfrentamento ao crime organizado.

"Nós estamos dizendo que chefes de facções criminosas agora irão direto para os presídios federais, que os encontros com advogados serão gravados, que não terão visitas íntimas" exemplificou.

Motta afirmou que o projeto original do governo federal trouxe pontos positivos, mas que foram necessários mais olhares de outros setores e bancadas.

Apesar da exclusão do terrorismo, o projeto cria mecanismos rigorosos de punição. O texto institui o conceito de "organização criminosa ultraviolenta", definido como grupos que utilizam violência ou grave ameaça para exercer controle territorial.

Uma das principais inovações é a tipificação do crime de "domínio social estruturado". Essa infração abrange condutas como impor controle sobre uma região, atacar forças de segurança ou sabotar serviços públicos e infraestruturas essenciais.

A pena para esse crime será severa: de 20 a 40 anos de prisão.

O projeto aprovado altera o Código Penal para aumentar drasticamente as punições para crimes cometidos no contexto de facções ou milícias. Entre as mudanças estão:

• AMEÇA QUALIFICADA - Pena de prisão de um a três anos:
LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE - pena de prisão de 20 a 40 anos:
• LESÃO CORPORAL - (três meses a um ano) em 2/3 da pena:
• SEQUESTRO OU CÁRCERE PRIVADO - pena de prisão de 12 a 20 anos:
• FURTO - pena de prisão de quatro a dez anos e multa:
• ROUBO - aumento da pena para esse crime (quatro a dez anos) em três vezes.
• LATROCÍNIO - pena de prisão de 20 a 40 anos, e multa:
• EXTORSÃO - aumento da pena para esse crime:
• EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO - aumento da pena para esse crime (8 a 15 anos) em dois terços:
• RECEPTAÇÃO - aumento da pena para esse crime (um a quatro anos, e multa) e dois terços:
• TRÁFICO DE DROGAS - aumento da pena (5 a 15 anos e multa, no caso de tráfico, e dois a seis anos, também com multa, na situação de colaboração em grupos) no dobro:
• POSSE E PORTE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO OU RESTRITO - aumento da pena em 2/3 (nesses três crimes as penas variam entre o mínimo de um ano e o máximo de seis anos de prisão), se praticado em concurso ou ligado ao tráfico de drogas.

Na sexta e última versão do relatório, apresentado pouco antes da votação, Derrite inseriu novas regras.

Foi criado um agravante de pena quando o crime tiver como finalidade obter vantagem econômica com a extensão ilegal de recursos minerais (garimpo) ou exploração econômica não autorizada.

O texto também regulamentou as audiências de custódia, permitindo que, para presos em flagrantes ou por mandato provisório, o procedimento seja realizado por videoconferência. O projeto obriga que os estabelecimentos prisionais tenham salas equipadas para essa finalidade.

Por fim, o relator cedeu em relação ao destino dos bens apreendidos. As competências da Receita Federal e do Banco Central foram mantidas, e os recursos confiscados irão para o Fundo Nacional de Segurança Pública, e não mais exclusivamente para a Polícia Federal, atendendo a uma demanda do governo para não desequilibrar o orçamento.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

EX-PRESIDENTE DO INSS É PRESO EM OPERAÇÃO DA DE FRAUDE DA POLÍCIA FEDERAL.


O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stafanutto, foi preso na manhã desta quinta-feira (13/11) durante uma operação da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes no órgão, como esquemas de descontos ilegais em aposentadoria e pensões.

Alessandro Stefanutto, que é um dos alvos, teve um mandado de prisão preventiva cumprida nesta quinta-feira (13/11). Essa prisão faz parte de uma nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga fraudes em descontos de aposentadoria do INSS. Ao todo, foram emitidos dez mandatos de prisão.

Alessandro havia sido afastado do cargo quando as notícias sobre fraudes no INSS vieram à tona. Em abril, ele foi demitido da função.

Na época, as investigações apontaram um esquema criminoso voltado à realização de descontos irregulares nos valores recebidos por aposentados e pensionistas do órgão, ocorridos entre 2019 e 2024. Os desvios podem chegar a R$ 6,3 bilhões, segundo a PF.

Ao todo, as forças de segurança cumprem 63 mandados de busca e outras medidas cautelares no Distrito Federal e em 14 estados: Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS VOTA HOJE PROJETO QUE CLASSIFICA PCC E CV COMO TERORISTAS.


A comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deve votar, nesta terça-feira (4/10), um projeto de lei que classifica facções criminosos e milícias como organizações terroristas. A proposta busca endurecer a legislação contra grupos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O debate sobre o tema ganhou força e urgência em Brasília apôs a megaoperação policial no Rio de Janeiro, na semana passada, que resultou em 121 mortes (Segundo a contagem oficial do governo estadual).

O projeto e de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE) e tem o parecer favorável do relator na CCJ, deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Se for aprovado na comissão, o texto segue pra a análise do plenário da Câmara.

Se o projeto for aprovado, ele altera a Lei Antiterrorismo (nº 13.260/216) e cria a figura da "organização criminosa qualificada". 

Na lei atual, para um ato ser considerado terrorismo, a lei exige uma motivação ideológica, como xenofobia, discriminação ou preconceiro de raça, cor, etnia ou religião.

Na lei que vai ser votada permite que grupos criminosos e milícias que pratiquem atos violentos de domínio territorial sejam enquadrados como terroristas, independentemente da motivação ideológica.

A principal consequência seria o aumento das penas. A punição máxima para os integrantes desses grupos passaria a ser de 15 anos de prisão, podendo chegar a 30 anos casa haja envolvimento em homicídios.

Ao reiterar sua defesa de que facções criminosas sejam enquadradas como organizações terroristas, o governador se São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta segunda-feira (3/10) uma manobra política para acelerar a pauta no Congresso.

Segundo Tarcísio, seu secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (Progressistas), "vai ser liberado agora" do cargo estadual para reassumir seu mandato de deputado federal e "tomar conta desse projeto", atuando como relator na Câmara.

A ideia, segundo Tarcísio, é analisar o projeto do governo federal (que não classifica as facções como terroristas) e o projeto do deputado Danilo Forte (União-CE) para "fazer o melhor texto".

"Quem põe terror à sociedade, quem queima ônibus, que não deixa o Estado funcionar - porque esses caras afastam o Estado do cidadão - precisa ser punido com toda severidade" enfatizou.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

MENSAGENS COM ADVOGADO DE TRUMPE MOSTRAM SUBORDINAÇÃO DE BOLSONARO.


O ex-presidente Jair Bolsonaro e o advogado Martin de Luca, que representa as empresas Rumble e Trump Media & Technology, mantiveram diálogos constantes sobre a ofensiva de Donald Trump contra o Brasil. Segundo relatório da Polícia Federal, divulgado nesta quarta-feira (20/8), as conversas apontam que o ex-mandatário teria atuado "de forma subordinada às pretenções de grupo estrangeiro" para obter apoio a causas pessoais.

Como prova da subordinação do ex-presidente, a Polícia Federal revelou que Bolsonaro chegou a pedir auxílio do advogado de Trump na elaboração de um texto para as redes sociais sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Na mensagem de áudio, o ex-presidente pede que Luca o oriente em uma nota, na qual pretendia agradecer a Trump após o anúncio da tarifa de 50% contra os produtos brasileiros. Bolsonaro pediu que a mensagem contivesse elogios ao presidente norte-americano e citasse que a "liberdade está muito acima da questão econômica".

Em outras mensagens, Bolsonaro e de Luca trocam links de declaração na mídia, com ataques contra o judiciário brasileiro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em determinado momento, durante a troca de mensagens, Bolsonaro disse ao advogado de Trump que poderia entra em contato "quando desejar". Os dois chegaram a conversar por mias de oito minutos no dia 15 de julho.

Para a Polícia Federal, o contexto dos diálogos entre o ex-presidente e Martins de Luca demonstra a subordinação de Bolsonaro para tentar escapar do julgamento referente à tentativa de golpe de Estado em 2022.

"Foi identificado que o ex-presidente Jair Bolsonaro atuou em período de tempo relevante para o contexto investigativo, de forma subordinada as pretensões de grupo estrangeiro, com finalidade de obter o apoio a pretensões pessoais, no sentido de implementar ações criminosas de coação a membros da Suprema Corte, visando impedir o pleno exercício do Poder Judiciário Brasileiro nas ações penais em curso que apuram os atos de tentativa de golpe de Estado", afirma a Polícia Federal. 

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

POLÍCIA FEDERAL INDICIA JAIR E EDUARDO BOLSONARO EM AÇÃO PENAL DO GOLPE.

A Polícia Federal indiciou, nesta quarta-feira (20/8), o ex-presidente Jair Bolsonaro e o seu filho o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por tentativa de obstrução de Justiça no inquérito que investiga a trama golpista no país, em curso no STF (Supremo Tribunal Federal).

O relatório final da investigação, entregue ao tribunal na sexta-feira (15/8), diz que os dois cometeram crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito.

A decisão do relatório enviado ao Supremo também incluiu medidas contra o pastor Silas Malafaia, que foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve o passaporte retido.

Segundo a Polícia Federal, agentes cumpriram busca pessoal contra Malafaia, com apreensão de celular e de outros materiais. O pastor retornou ao Brasil vindo de Lisboa e, ao desembarcr no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, foi levado para prestar depoimento.

O relatório da Polícia Federal aponta que do celular de Jair Bolsonaro foram recuperados áudios e mensagens com Eduardo Bolsonaro e Malafaia que haviam sido apagados. O material reforçaria, segundo os investigadores, tentativas de intimidação a autoridades brasileiras e de interferência nos inquéritos que apuram os atos golpistas.

A Polícia Federal também identificou conversas em que Jair Bolsonaro teria discutido com aliados a possibilidade de solicitar asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei. O inquerito foi aberto em maio, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), após indícios de que Eduardo Bolsonaro buscava apoio do governo dos Estados Unidos para sanções contra ministros do STF.

Jair Bolsonaro já cumpre prisão domiciliar por descumprimento de ordens judiciais. Em julho, o ministro Alexandre de Moraes prorrogou a investigação por mais 60 dias.

Eduardo Bolsonaro encontra-se atualmente no Estados Unidos, morando com a família no Texas, mas segue no centro da trama golpista investigada pelo STF. Ele é alvo de apurações sobre seu envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e está envolvido em polêmica internacional após suspeitas de ter articulado para que o ministro Alexandre de Moraes fosse incluído em uma lista de sanções da Lei Magnitsky.

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

OPOSIÇÃO CONSEGUE 41 ASSINATURAS PROL IMPEACHMENT DE ALEXANDRE DE MORAES.


A oposição conseguiu as 41 assinaturas necessárias e entrou no Senado com um pedido de impechament contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em um esforço concentrado após Moraes determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a oposição buscou nos últimos dias as assinaturas necessárias para protocolar o pedido. O 41º a concordar foi o senador Láercio Oliviera (PP-SE), que assinou nesta quinta-feira (7/8).

Com isso, os líderes da oposição anunciam nesta manhã o fim da obstrução aos trabalhos do Senado e da ocupação da Mesa Diretora; Agora, os parlamentares ligados a Bolsonaro vão se concentrar em pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a iniciar esse processo de impeachment contra Moraes. A decisão cabe a ele.

Caso o senador Davi Alcolumbre aceite iniciar o processo de impeachment de Moraes, para que o impedimento ocorra de fato, são necessários os votos de 54 senadores, dois terços do total de 81.

ABAIXO A LISTA DOS SENADORES QUE ASSINARAM O PEDIDO DE IMPEACHMENT DE ALEXANDRE DE MORAES.

1. Alan Rick (União Brasil - AC)
2. Alessandro Vieira (MDB-SE)
3. Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
4. Carlos Portinho (PL-RJ)
5. Carlos Viana (Podemos-MG)
6. Cleitinho (Republicanos-MG)
7. Damares Alves (Republicanos-DF)
8. Dr. Hira (Progressistas-RR)
9. Eduardo Girão (Novo-CE)
10. Eduardo Gomes (PL-TO)
11. Efraim Filho (União Brasil-PB)
12. Esperdião Amin (Progressistas-SC)
13. Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
14. Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
15. Ivete da Silveira (MDB-SC)
16. Izalci Lucas (PL-DF)
17. Jaime Bagattoli (PL-RO)
18. Jayme Campos (União Brasil-MT)
19. Jorge Kajuru (PSB-GO)
20. Jorge Seif (PL-SC)
21. Laécio Oliveira (PP-SE)
22. Luis Carlos Heinze (Progressistas-RS)
23. Lucas Barreto (PSD-AP)
24. Magno Malta (PL-ES)
25. Márcio Bittar (União Brasil-AC)
26. Marcos do Val (Podemos-ES)
27. Marcos Rogério (PL-RO)
28. Mecias de Jesus (Republicanos-RR)
29. Margareth Buzetti (PSD-MT)
30. Nelsinho Trad (PSD-MS)
31. Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)
32. Pedro Chaves (MDB-GO)
33. Plínio Valério (PSDB-AM)
34. Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO)
35. Rogério Marinho (PL-RN)
36. Sergio Moro (União Brasil-PR)
37. Styvenson Valentim (Podemos-RN)
38. Tereza Cristina (Progressistas-MS)
39. Wellington Fagundes (PL-MT)
40. Wilder Morais (PL-GO)
41. Zequinha Marinho (Podemos-PA)

Fonte: Metropoles.

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

BOLSONARO TEM PRISÃO DOMICILIAR DECRETADA.

Na tarde desta segunda-feira (4/8), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), justificando o descumprimento das medidas cautelares imposta a ele.

Na decisão, o ministro cita que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados - incluindo seus três filho parlamentares - para divulgar mensagens com "claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro".

Durante atos pró-Bolsonaro neste domingo (3/8), Flávio subiu em um trio-elétrico fez uma chamada com o pai, que fez um discurso para apoiadores. Instantes depois, o filho do ex-presidente publicou a mensagem com vídeo nas redes sociais.

Para o ministro, a atuação do ex-presidente, mesmo sem o uso direto de seus perfis, burlou de forma deliberada a restrição imposta anteriormente. "Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro", destacou Moraes.

Com isso, Moraes determinou que Bolsonaro cumpra a prisão domiciliar em seu endereço residencial. A decisão inclui: uso de tornozeleira eletrônica, proibição de visitas (salvo por familiares próximos e advogados) e recolhimento de todos os celulares disponíveis no local. 

quinta-feira, 17 de julho de 2025

LULA VETA AUMENTO DE NÚMERO DE DEPUTADOS NA CÂMARA.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto de lei que aumenta o número de deputados federais de 513 pra 531. O despacho foi publicado, nesta quinta-feira (17/7), no Diário Oficial da União.

Em mensagem ao Congresso, Lula justificou o veto por contrariedade ao interesse público e por inconstitucionalidade. Os ministérios da Justiça e Segurança Pública, da fazenda, do Planejamento e Orçamento e a Advocacia-Geral da União manifestaram-se contrários à medida, citando diversos dispositivos legais, como a Lei de Responsabilidade Fiscal.

"Ao prever a ampliação do número de parlamentares, a medida acarreta aumento de despesas obrigatórias, sem a completa estimativa de impacto orçamentário, de previsão de fonte orçamentaria e de medidas de compensação, onerando não apenas a União, mas também entes federativos (Constituição Federal, art. 27, caput). Ademais, o art. 6º, parágrafo único, do Projeto Lei Complementar está em dissonância com o art. 131, IV, da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 20225, já que prevê a possibilidade de atualização monetária de despesa pública", diz a mensagem da Presidência.

O texto foi aprovado pelos parlamentares no fim de junho à um exigência do Supremo Tribunal Federal (STF). A corte julgou uma ação do governo do Pará que apontou missão do Legislativo em atualizar o número de deputados de acordo com a mudança populacional, atualizada pelo senso demográfico a cada dez anos. O Pará argumentou que teria direito a mais quatro deputados desde 2010. A última atualização foi em 1993.

O STF, então, determinou que o Congresso votasse uma lei para redistribuir a representação de deputados federais em relação à proporção brasileira em cada estado e no Distrito Federal. A Constituição determina que nenhuma unidade da Federação tenha menos de outo ou mais de 70 deputados.

Na ocasião, os deputados não quiseram reduzir o número de parlamentares de algumas unidades da Federação seguindo o critério proporcional. Se essa regra fosse seguida, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Alagoas poderiam perder cadeiras.

No lugar, o projeto aprovado na Câmara aumenta o número de vagas para os estados que tenham apresentado crescimento populacional e poderia gerar um custo de R$ 65 milhões por ano com novas estruturas. Outro impacto seria de emendas parlamentares que os novos representantes passam a ter direito de indicar no âmbito do Orçamento da União.

Além disso, com o aumento no número de deputados federais, a quantidade de deputados estaduais também teria alterações, de acordo com a previsão constitucional. As assembleias legislativas dever ter o triplo da representação do estado na Câmara dos Deputados, com uma trava de 36. Com isso, o impacto nos orçamentos estaduais seria de R$ 2 milhões a R$ 22 milhões anuais.

A partir do veto do presidente Lula, os parlamentares terão 30 dias para analisar a medida, podendo manter ou derrubar o veto. Caso seja mantido, a redistribuição das vagas será feita pelo Tribunal Superior Eleitoral, até 1° de outubro, conforme decisão do STF.

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