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sexta-feira, 6 de março de 2026

GERALDO ALCKMIN CONFIRMA SAÍDA DO GOVERNO LULA.


GERALDO ALCKMIN confirmou durante coletiva de imprensa, nesta última quinta-feira 5 de março, que deixará o Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O vice-presidente projetou sua saída da pasta para o início de abril.

Na coletiva, Alckmin falou a imprensa: "A data da lei (de desincompatibilização) é até 4 de abril", afirmou Geraldo Alckmin, sobre a balança comercial brasileira. Embora o político confirme que será candidato, há dúvidas sobre se o vice-presidente vai, novamente, compor a chapa do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou se vai representar o petista no pleito para governador de São Paulo ou para o Senado.

Na conversa com a imprensa, Geraldo reforçou que continuará no cargo de vice-presidente de Lula até o fim do mandato. "A vice-presidência não tem desincompatibilização, só o ministério", pontuou.

Pesquisas eleitorais nas últimas semanas mostrando uma consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e um afunilamento no segundo turno da disputa com Lula ligaram o alerta dos estrangeiros de campanha e São parte do argumento para levar Haddad a concorrer.

Mesmo com o favoritismo do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), integrantes do núcleo próximo próximo ao presidente veem Fernando Haddad como o nome que pode diminuir a diferença e trazer votos essenciais para Lula no estado. Alckmin, por sua vez, seria um segunda opção. 

terça-feira, 3 de março de 2026

PRESIDENTE DA CÂMARA DE VEREADORES DO RECIFE ARQUIVA PEDIDO DE CPI CONTRA JOÃO CAMPOS.


O presidente da Câmara Municipal do Recife, Romerinho Jatobá (PSB), arquivou o pedido de instalação da CPI que iria investigar a nomeação do advogado Lucas Vieira Silva no cargo de procurador do Recife através de concurso público, o presidente disse nesta terça-feira (3/3) "que não há fato determinado" para apuração, Sua decisão foi publicada no Diário Oficial do Município.

"A alegação não se sustenta. Não houve prejuízo ao munícipio e nem para os candidatos. O processo foi concluído sem prejuízo", garante Romerinho".

Thiago Medina, por ser o autor, tem prazo de cinco sessões ordinárias para solicitar que o pedido de CPI seja votado em plenário. A base governista, porém, tem a grande maioria dos vereadores.

Na avaliação do presidente, a decisão do então vereador Osmar Ricardo (PT) de assinar o pedido de CPI feito por Thiago Medina (PL), "foi pessoal". "Ele sempre foi um aliado e ocupava o mandato porque o prefeito João Campos colocou o vereador Marco Aurélio Filho na Secretária de Direitos Humanos e Juventude. Foi uma mudança repentina que causou surpresa. Mas cada um toma uma decisão que lhe convêm", disse.

Sobre a possibilidade de Osmar Ricardo retorna à Câmara, após voltar à suplência hoje, Romerinho Jatobá avalia ser "um caminho natural a governadora Raquel Lyra cumprir o compromisso com ele", 

Osmar deixa o Legislativo hoje com o retorno de Marco Aurélio Filho, numa decisão conjunta com João Campos. O suplente da Federação PT-PCdoB-PV admitiu, ontem, que a vereadora Flávia de Nadegi (PV) poderá ser nomeada secretária estadual.

44% DOS ENTREVISTADOS APROVAM O TRABALHO DO PRESIDENTE LULA, DIZ PESQUISA.


Pesquisa Rela Time Big Data divulgada nesta terça-feira (3/3), avaliou o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do governo federal. De acordo com a mostra, 26% consideram o trabalho do petista ótimo/bom, 27% consideram regular e 46% ruim/péssimo. De acordo com a mostra, 44% aprovam o trabalho do presidente Lula e 51% desaprovam.

A pesquisa Realtime Bigdata foi realizada com dois mil eleitores em todo o território nacional, a margem de erro é de 2 ponto percentuais para mais e para menos e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada de 28 de fevereiro a 2 de março. E a pesquisa está registrada sob protocolo BR-09353/2026.

PRESIDENTE DO PRD EM PERNAMBUCO CONFIRMA SAÍDA DE MARÍLIA ARRAES DA FEDERAÇÃO COM O SOLIDARIEDADE.

A definição da ex-deputada federal Marília Arraes de disputar o Senado em 2026 ganhou um novo desdobramento político após a confirmação de que ela não integra mais a federação formada entre PRD e Solidariedade.

A informação foi confirmada pelo presidente estadual do PRD,o prefeito de São Caetano, Josafá Almeida. Segundo ele, a saída foi acertada em um articulação nacional na última sexta-feira (27/2), durante reunião em São Paulo com o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força e dirigente partidários.

"Como presidente estadual do PRD, informo que Marília não faz mais parte da nossa federação com o Solidariedade. Isso ficou acertado sexta-feira, em conversa em São Paulo com Paulinho da Força e demais membros", afirmou.

A mudança reorganiza o tabuleiro partidário em Pernambuco e abre caminho para a filiação de Marília ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), movimento que já vinha sendo articulado nacionalmente. A ex-deputada mantém conversas frequentes como o presidente da legenda, Carlos Lupi, e a expectativa é que a filiação seja oficializada ainda em março.

No último domingo (1/3), Marília confirmou publicamente que disputará o Senado. Em publicações nas redes sociais, afirmou que a decisão é irreversível. "Não tem volta atrás", declarou, citando pesquisas eleitorais que apontam sua candidatura a frente de outros postulantes, como um dos fatores para entrar na disputa.

A decisão antecipa a formação das chapas majoritárias em Pernambuco e reposiciona Marília no centro da disputa por uma das duas vagas ao Senado. A ex-deputada também reforçou o apoio ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), que deve disputar o Governo do Estado contra a governadora Raquel Lyra (PSD).

Nos bastidores, a leitura é que o movimento tenta consolidar espaço antes do fechamento das alianças e influenciar diretamente a montagem das chapas. Marília já vinha percorrendo o interior e reunindo apoios políticos, inclusive de nomes fora do seu campo tradicional, como o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvoro Porto (PSDB).

A ex-deputada disputou o Governo do Estado em 2022, quando deixou o PT e se filiou ao Solidariedade. Na ocasião, chegou ao segundo turno, mas foi derrotada por Raquel Lyra.

A entrada formal de Marília na corrida amplia a disputa dentro do campo aliando a João Campos, onde já há múltiplos interessados. O senador Humberto Costa (PT) deve tentar a reeleição e é tratado como nome prioritário dentro da  aliança entre PT e PSB.

Outros nomes também que movimentam para ocupar a segunda vaga, como o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil).

No caso de Miguel, o cenário ficou mais incerto após ele ser um dos alvos de uma operação da Polícia Federal na última semana, que investiga suspeitas de desvios de emendas parlamentares envolvendo também o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado federal Fernando Filho (UB). A repercussão do caso pode influenciar o desenho final das alianças.

A saída da federação PRD - Solidariedade e a provável filiação ao PDT dão mais autonomia política a Marília para negociar alianças e consolidar seu projeto ao Senado. Ao mesmo tempo, o movimento tende a aumentar a pressão sobre a formação das chapas majoritárias em Pernambuco, especialmente no campo liderado por João Campos.

A reportagem procurou a assessoria de Marília Arraes e aguarda posicionamento oficial sobre a saída da federação e os próximos passos partidários. O texto será atualizado assim que houver retorno.

segunda-feira, 2 de março de 2026

MARÍLIA ARRAES GARANTE CANDIDATURA AO SENADO, MESMO SEM DEFINIÇÃO DA CHAPA: "NÃO VOLTO ATRÁS".


A ex-deputada federal Marília Arraes confirmou, neste domingo (1/3), que será candidata ao Senado nas eleições de 2026 afirmou que a decisão é irreversível.

A declaração encerra especulações sobre uma possível desistência para abrir espaço em eventual composição  política e reforça a disputa pelas duas vagas que devem compor a chapa majoritária encabeçada por João Campos ao Governo de Pernambuco.

Embora João seja tratado como pré-candidato ao Palácio do Campo das Princesas, a formação da chapa ainda não foi oficializada.

Hoje, diversos nomes disputam esse espaço, entre eles o ministro Silvio Costa Filho, o ex-prefeito Miguel Coelho e o senador Humberto Costa, que tenta a reeleição, além da própria Marília.

Havia dúvidas sobre a permanência de Marília na corrida, sobretudo diante das articulações para acomodar diferentes forças políticas. Nos últimos dias, porém, aliados já indicavam que ela manteria o projeto.

"Hoje assumo a responsabilidade, não volto atrás. Eu não tenho direito de fazer isso com mais de 40% da população pernambucana que quer que a gente esteja no Senado" disse Marília ressaltando que candidatura é uma resposta ao bom desempenho nas pesquisa recentes.

Marília também reforçou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a João. "Meu governador é João Campos, meu presidente e Lula. A gente precisa ter força, força para aguentar a pressão, e quem não tiver essa força, fique em casa", afirmou.

Com a declaração, a ex-deputada indica que deve manter a candidatura ao Senado mesmo que não seja escolhida para integrar a chapa do prefeito e primo.

Como apontou a jornalista Terezinha Nunes, do Blog Dellas, a avaliação é de que ela poderá disputar de forma avulsa ou em outra composição, sem romper politicamente com o projeto do socialista.

A ex-deputada conta ainda com o apoio do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, que já defendeu publicamente seu nome.

"Quero que minhas três filhas escutem mais na frente que a mãe delas foi e é uma política que tem posicionamento", concluiu Marília Arraes.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

PP APOIA REELEIÇÃO DE RAQUEL LYRA E DIZ QUE CONSTRUÇÃO DA CHAPA SERÁ FEITA EM PARCERIA COM A LEGENDA.


"Raquel venceu mais essa"
comentou nesta segunda-feira (23/2) uma liderança política muito vinculada à governadora Raquel Lyra, após divulgação do apoio do PP à reeleição da governadora. Na verdade, o ambiente político passou o dia em suspense pois, embora o PP seja da base do Governo desde o início da administração, ainda havia dúvidas sobre isso, sentimento que aumentou por conta da Federação União Progressiva que une o PP e partido União Brasil, onde está o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que até agora apoia o prefeito João Campos e espera disputar o Senado.

Mas nem precisou haver a anunciada reunião do partido para reafirmar o apoio. Por telefone, desde o período da manhã, o deputado federal Eduardo da Fonte consultou todos os parlamentares da legenda, prefeitos e demais lideranças e a resposta foi unânime. Todos defenderam o apoio a Raquel.

Por trás dessa unanimidade, além do fato do partido ter grandes espaços no Governo, prevaleceu o trabalho de formiguinha da governadora junto a todos os deputados e prefeitos progressistas. "Ela criou um vínculo com todos nós" (comentou um prefeito do PP espelhando o sentimento que dominou a legenda sobretudo nos últimos dias quando a governadora teve dois encontros com Eduardo da Fonte solicitando uma definição o mais rápido possível.

Apesar disso uma coisa ainda será pendente que é a confirmação da candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado, que não foi garantida na nota. Ele quer mais tempo para resolver mas deixou explícita sua intenção quando autorizou a colocação no texto que a construção da reeleição de Raquel será feita a quatro mãos, em parceria com a legenda. Eduardo deseja também ser ouvido sobre o companheiro do senado e aguarda a homologação da Federação que acorrerá no mês de março quando será o dirigente estadual, como consta no Estatuto, e passarão por ele todas as composições sobre o grupo.

A governadora já teria oferecido as duas vagas do Senado à Federação, incluindo Miguel Coelho que disputaria também uma vaga na Câmara Alta mas antes da homologação do grupo nada pode ser encaminhado. O senador Ciro Nogueira também já teria garantindo a Eduardo da Fonte o apoio ao seu nome para a disputa do Senado pela Federação e o incentivado a aceitar o convite da governadora chegando a adiantar que na sua opinião ela vence a eleição e Eduardo também.

A seguir nota do Partido Progressistas na integra:

O Partido Progressistas (PP) em Pernambuco reafirmou, nesta segunda-feira (23/2), seu apoio à governadora Raquel Lyra e destacou que a construção da sua reeleição será feita a quatro mãos, em parceria com a legenda. O partido integra a base de apoio da atual governadora desde o segundo turno das eleições de 2022, quando esteve ao lado da gestora no momento decisivo da disputa estadual.

A federação, formada pelo Partido Progressistas e pela União Brasil, tem previsão de homologação pelo TSE, ainda em março, quando passará a se chamar União Progressista. A nova composição se consolidará como a maior força partidária do país, com 109 deputados federais, 14 senadores e 1.300 prefeitos. Em Pernambuco, a presidência da Federação ficará sob comando do deputado federal Eduardo da Fonte, o que foi previamente colocado no estatuto. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

LULA CHEGA A PERNAMBUCO NESTA SEXTA-FEIRA (13/02).


O presidente Lula, que já havia confirmado presença no desfile do Galo da Madrugada, no próximo sábado (14/2), antecipou a vinda a Pernambuco e desembarca no Estado nesta sexta-feira (13/2) para fazer uma visita ao Complexo Industrial e Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, onde visitará uma fábrica de medicamentos ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Em Suape, a comitiva presidencial visitará as dependências da Aché Laboratórios Farmacêuticos, que anunciou um investimento para expansão da fábrica em 2025. A agenda está marcada para as 15 horas. A agenda integra o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), inserida no contexto da Nova Indústria Brasil (NIB). O objetivo é aumentar a produção nacional de medicamentos, vacinas e equipamentos médicos, reduzindo a dependência do mercado internacional.

Coma antecipação da vinda ao Estado, Lula agora é esperado no tradicional café da manhã do Galo da Madrugada, realizado antes do desfile, no Forte das Cinco Pontas. Esta agenda, porém, não foi confirmada pelo Palácio do Planalto, O que se sabe é que o presidente assistirá aos desfile no camarote oficial.

Na última quarta-feira (11/2) equipes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) estiveram no Recife ajustando o esquema de deslocamento do presidente até o camarote do Galo e alinhando o planejamento de segurança.

Após acompanhar o Galo da Madrugada, Lula deve seguir para Salvador, onde assistirá ao desfile de trios elétricos em uma camarote ao lodo do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), já confirmara presença na agenda desta sexta-feira.

Cotados como possíveis adversários na disputa pelo Governo de Pernambuco, Raquel e João também dividirão espaço ao lado do presidente no desfile do Galo, e tendem a disputar a atenção do petista na ambiente pré-eleitoral.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

KASSAB DESCARTA APOIAR REELEIÇÃO DE LULA E MANTÉM PLANO DE CANDIDATURA PRÓPRIA DO PSD.


O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira (9/2) que já comunicou ao presidente Lula (PT) que a sigla não apoiará sua candidatura à reeleição neste ano. Segundo Kassab, a decisão já foi apresentada diretamente ao petista em conversas anteriores.

Apesar de o PSD comandar três ministérios no governo - Pesca, Minas e Energias e Agricultura, Kassab já afirmou em algumas ocasiões que o PSD não integra formalmente a base governista. Segundo ele, as indicações para as pastas foram feitas por quadros do partido, sem compromisso político com o Planalto.

"Nunca fechamos questão em relação a nenhum tema, mas nós não vamos caminhar com ele (Lula). Eu entendo que nossa proposta é diferente", disse Kassab. "Tem o nosso respeito essa vontade dele, mas ele sabe, porque eu mesmo já disse a ele, que nós não caminharíamos juntos. Nós vamos ter o nosso caminho", afirmou o presidente do PSD.

A declaração ocorre num momento em que o PSD já tem três nomes colocados para a disputa presidencial: os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Junior (Paraná). Kassab tem reiterado que o partido não pretende integrar uma frente de apoio ao projeto de reeleição de Lula.

A estratégia nacional do PSD, no entanto, convive com divisões internas. Parte dos diretórios estaduais, especialmente no Nordeste, já sinalizou apoio à reeleição de Lula, mesmo diante da intenção do partido de lançar candidatura própria. Dirigentes reconhecem que, ainda que o PSD leve um nome ao primeiro turno, não há hoje unidade nacional em torno de um projeto presidencial único.

Na sexta-feira, (6/2), em evento com o presidente Lula, na Bahia, o senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que o PSD apoiará a reeleição do presidente.

"O PSD da Bahia tem 115 prefeitos, mais de 50 vice-prefeitos, vários vereadores. Tem muito PSD aqui, eu não sei quantos vieram. Mas os que vieram aqui, sem dúvida nenhuma, e os que não estão aqui, podem levantar para dizer, nós estamos com o Lula", disse.

Kassab afirmou que a última conversa com Lula ocorreu durante um almoço, do qual participaram Otto e Antônio Preto, ex-deputado português do PSD. Segundo Kassab, o presidente convidou para o encontro os três ministros indicados pelo partido, além do senador Jaques Wagner (PT-BA) e da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. De acordo com ele, a reunião transcorreu de forma "muito respeitosa".

Também o secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Kassab voltou a citar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como uma liderança nacional relevante no centro-direita. O governador já descartou concorrer ao Planalto em 2026 e tem reafirmado que buscará a reeleição em São Paulo.

O dirigente partidário explicou que sua preferência por Tarcísio se baseia no fato de ele ser chefe do Executivo paulista, o que lhe confere uma "presença nacional muito mais forte", o que garante uma 'velocidade inicial' mais alta na corrida eleitoral.

De acordo com ele, as pesquisas refletem essa diferença: enquanto leite, Caiado e Ratinho aparecem com percentuais entre 5% e 13%, em razão da menor visibilidade nacional. Tarcísio largaria em torno de 25%, o que classificou como um diferencial muito expressivo.

O líder do PSD ressalvou, no entanto, que o momento para uma candidatura presidencial do governador pode passar. Ele é o melhor candidato, o mais bem preparado, governador de São Paulo, faz um excelente gestão. E, muito possivelmente, o PSD é o único partido que está firme com ele desde o primeiro momento, seja como candidato a a governador, seja como candidato a presidente", continuou Kassab, "É melhor candidato sob todos os aspectos. Mas, não sendo, o tempo trabalha contra, é evidente". 

Kassab afirmou que o partido trabalha com a premissa de que a candidatura presidencial do PSD será definida entre os três governadores da legenda, a partir de critérios como desempenho em pesquisas e viabilidade política. Segundo ele, a definição do nome e da eventual composição da chapa deve ficar para um momento mais adiante do calendário eleitoral.

O presidente do PSD disse ainda que o tempo de televisão deixou de ser um fator decisivo nas campanhas, o que permite ao partido considerar uma candidatura própria, inclusive sem alianças. Uma eventual composição com outras siglas, acrescentou, seria uma novidade para o partido.
Fonte: Jornal do Commercio.

RAQUEL PEDE NEUTRALIDADE A LULA PARA APOIÁ-LO, E ELE ESTÁ DISPOSTO A ATENDÊ-LA.


Está ficando mais claro porque o presidente Lula, que já tinha decidido não vir a Pernambuco no primeiro turno, resolveu também cancelar sua presença no Carnaval do Recife. O presidente atendeu a pedido feito a ele terça-feira da semana passada pela governadora Raquel Lyra, que prometeu apoiá-lo desde que o mesmo fique neutro na campanha estadual ou adote a tese de dois palanques.

Em vista disso, o presidente disse a ela (Raquel) que mantém a decisão de estar distante do Estado no primeiro turno e comunicou-lhe que estará ausente no Carnaval para não causar dificuldades.

Esta terça-feira quando vai a Brasília se encontrar com o presidente, o prefeito João Campos deve ser comunicado das decisões de Lula, embora sua principal presença no encontro tenha a ver com a vaga de vice-presidente no encontro tenha a ver com a vaga de vice-prefeito que o PSB que ver mantida com Geraldo Alckimin e Lula ensaia uma mudança para colocação de um monte do MDB ou do PSD, embora a mais provável seja uma aliança com o MDB. 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

PESQUISA DATAFOLHA APÓS UM JANEIRO DE GUERRA NA POLÍTICA DE PERNAMBUCO.


O calendário eleitoral de Pernambuco entra em fevereiro sob medição direta de forças entre os dois principais grupos políticos que devem se enfrentar no pleito de outubro.

A primeira pesquisa do Datafolha, prometida para esta quinta-feira (5/2), assume função de marco político do ano. Depois de um janeiro dominado por ataques diários de parte a parte, denúncias cruzadas e disputa permanente nas redes sociais, o levantamento vai colocar as campanhas diante do primeiro teste fora das próprias bolhas.

Quem crescer agrega apoios. Quem perder tração pode perder espaço. A eleição, que meses atrás sugeria vantagem confortável para um lado, agora se apresenta cada vez mais aberta e imprevisível.

João Campos (PSB) iniciou o ciclo como franco favorito, desde 2024. Reuniu patamares próximos de 70 por cento das intenções de voto em alguns levantamentos e conduziu uma estratégia de preservação de vantagem.

Mas a sequência de pesquisas mostrou desaceleração. A liderança permanece e não é pequena, mas a margem escolheu e a hipótese de ficar abaixo de 50% pela primeira vez na estimulada do Datafolha altera o ambiente político.

O candidato já não controla o ritmo da disputa. Aliados calculam riscos. Adversários avançam. Acompanha entra em terreno competitivo. A impressão de que a eleição poderá ser muito mais apertada do que se imaginou lá atrás pode assustar aliados. E não é fácil administrar isso.

Já Raquel Lyra (PSD) percorre trajetória de crescimento, embora não se saiba ainda se a ascensão perdurará. A governadora partiu de um patamar próximo aos 20%, reorganizou a comunicação, concentrou anúncios administrativos no fim do ano passado e transformou a gestão em ativo eleitoral. A curva indica consolidação gradual.

A redução da distância fortalece a percepção de viabilidade e reorganiza o tabuleiro. A governadora amplia presença no centro do eleitorado e assume postura ofensiva, com agenda de contraste direto em relação ao adversário.

Em outubro de 2025 um dado na última pesquisa Datafolha chamou a atenção. Raquel e João apareceram empatados na pesquisa espontânea com 23% x 23%. O indicador mede lembrança real de voto, sem indução por lista de nomes e dá uma ideia do ponto de partida dos postulantes. A curiosidade agora é para saber como esses números estarão na pesquisa desta semana.

Na estimulada, em outubro, o Datafolha apontou uma vantagem de João sobre a atual governadora, 52% x 30%. Nos bastidores, onde tem gente fazendo pesquisa quase diariamente, há quem aposte que ele aparecerá abaixo dos 50% e ela está no patamar de 35%.

Janeiro operou como ensaio geral de confronto. Acusações sobre a gestão municipal, questionamentos ao governo estadual, vazamentos seletivos e embates diários ocuparam blogs e redes sociais. O ambiente produziu engajamento intenso, mas o efeito eleitoral permanece incerto. O ruído digital amplia a militância já convencida e pouco alcança o eleitor comum, que reage a temas concretos como serviços públicos, emprego e segurança.

Pernambuco se encaminha para uma eleição decidida por margens estreitas, com campanhas obrigadas a disputar voto no centro do campo e reduzir a retórica de nicho. O primeiro número do ano tende a confirmar o que os bastidores já registram. A corrida de 2026 será muito mais equilibrada do que se imaginava.
Fonte: Jornal do Commercio

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

BOLSONARO SERÁ TRAÍDO?

CAIADO TROCA O UNIÃO BRASIL PELO PSD E ENTRA NO JOGO PRESIDENCIAL.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou nesta terça-feira (27/1) a sua filiação ao PSD, após deixar o União Brasil. A mudança amplia o número de governadores da legenda com projeção nacional e coloca o partido no centro das articulações para a disputa presidencial.

Ao anunciar a filiação em um vídeo ao lado dos governadores Ratinho Junior e Eduardo Leite, Caiado afirmou que sua decisão foi tomada "com total desprendimento pessoal" e ressaltou que o PSD ainda vai definir qual dos três será o candidato ao Palácio do Planalto. "Aqui não tem interesse individual. O que sair candidato terá o apoio dos demais e levará uma bandeira de projeto para o Brasil", declarou.

Segundo Caiado, a saída do União Brasil foi motivada pelo fechamento de espaço para o debate nacional dentro da antiga legenda. "Eu buscava uma oportunidade para contribuir com a discussão nacional, e essa porta se fechou no meu antigo partido", afirmou.

Eduardo Leite deu as boas vindas ao governador goiano e destacou o caráter coletivo da movimentação. "Antes da aspiração individual, como agentes políticos, vem a nossa aspiração como brasileiros. Será um prazer trilhar esse caminho ao lado de vocês", disse. Ratinho Junior classificou a filiação como parte de um "projeto de união pelo Brasil".

Mais cedo, em entrevista a uma rádio de Goiânia, Caiado já havia confirmado que comunicou à direção do União Brasil sua intenção der deixar a sigla. Nos bastidores, a avaliação predominante era de que o partido não lançaria candidatura própria à Presidência, priorizando manter margem de negociação no cenário nacional. Internamente, o desempenho de Caiado em pesquisar presidenciais era visto como limitado.

No PSD, Ratinho Junior é apontado como o nome mais bem posicionado até o momento, embora a direção evite antecipar definições. O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, afirmou que os três govenadores passam a atuar juntos na construção de uma candidatura. "Vamos trabalhar por um projeto de futuro para o país, sem disputas pessoais", disse Kassab ao comentar a nova filiação.

Caiado reforçou o discurso de unidade ao afirmar que o grupo pretende apresentar uma alternativa capaz de dialogar com a sociedade. "Quem foi escolhido vai representar um projeto de esperança e de resgate daquilo que o povo espera", afirmou o governador. 
Fonte: Notícias ao Minuto.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

TARCÍSIO BATE MARTELO SOBRE ELEIÇÃO E FAZ REVELAÇÕES ENVOLVENDO BOLSONARO:


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (27/1) que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) está "se consolidando rapidamente". Segundo ele, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem ocupado um espaço político relevante e conta com um trunfo decisivo: o peso do sobrenome Bolsonaro no cenário nacional.

A declaração foi dada em uma entrevista à rádio Jovem Pan de Sorocaba, após visita à fábrica da Toyota, no interior paulista. Na coletiva, Tarcísio reforçou que não acredita em mudanças no cenário atual e que a decisão já estaria praticamente definida.

Durante a entrevista, o governador foi direto ao ser questionado sobre a possibilidade de substituir Flávio nas urnas, caso fosse convidado pelo ex-presidente. "Isso não vai acontecer, mas eu diria não", afirmou, deixando claro que não pretende disputar a Presidência.

Tarcísio ressaltou que seu foco segue sendo São Paulo e que mantém coerência com o projeto de longo prazo que assumiu ao se eleger governador.

O govenador também confirmou que visitará Jair Bolsonaro na próxima quinta-feira (28/1), na chamada "Papudinha", em Brasília. Segundo ele, o encontro será marcado por um tom pessoal e de apoio, sem discussões políticas ou eleitorais.

Por fim, Tarcísio negou qualquer atrito com Flávio Bolsonaro e classificou como mentiras os rumores de frustrações de empresários e líderes políticos. Para ele, antecipar uma candidatura presidencial poderia gerar rupturas (algo que afirma não querer repetir em São Paulo).

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

ALEXANDRE DE MORAES AUTORIZA E BOLSONARO SERÁ CIRURGIADO DIA DE NATAL.


O ministro Alexandre de Moraes autorizou nesta terça-feira (23/12), que Jair Bolsonaro seja internado e passe por uma cirurgia na quinta-feira (25/12), dia de Natal, para tratar um quadro de hérnia inguinal. Bolsonaro será internado nesta quarta-feira (24/12), dia em que fará exames para passar pelo procedimento no dia seguinte.

O ministro determinou que o transporte e a segurança de Bolsonaro deverão ser feitos pela Polícia Federal, de maneira discreta, com o desembarque sendo realizado nas garagens do hospital.

Ainda segundo Moraes, está vedado, no quarto hospitalar, de "comutadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a Polícia Federal assegurar o cumprimento da restrição".

Na decisão, Moraes também autorizou a presença de Michele Bolsonaro como acompanhante durante toda a internação. As demais visitas, segundo Moraes, somente poderão ocorrer com prévia autorização judicial. A defesa de Bolsonaro havia solicitado que os filhos também pudessem visitá-lo no hospital.

A cirurgia para a correção de uma hérnia inguinal bilateral foi indicada pela equipe médica de Bolsonaro e confirmada por uma perícia da Polícia Federal,

Nesta terça-feira (23/12), por questões de saúde, o ex-presidente cancelou a entrevista que daria ao portal Metrópoles na tarde desta terça-feira (23/12). A entrevista seria a primeira desde a sua prisão domiciliar, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no início de agosto.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

COMO VOTARAM OS SENADORES PERNAMBUCANOS NO PL DA DOSEIMETRIA.


O senado aprovou nesta quarta-feira (17/12), por 48 votos a favor e 25 contra o Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas de envolvimentos nos atos golpistas do 08 de janeiro.

A proposta também beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, ele pode ter a pena reduzida caso o projeto seja sancionada pelo presidente Lula (PT).

Os três senadores de Pernambuco, Fernando Dueire (MDB-PE); Humberto Costa (PT-PE) e Teresa Leitão (PT-PE0, votaram contra o Projeto.   

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

TRE-PE GARANTE VITÓRIA DO CACIQUE MARCOS E MANTÉM MANDATO EM PESQUEIRA.


O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), decidiu, por 4 votos a 2, reformar a decisão de primeira instância e mantém os mandatos do prefeito de Pesqueira, Marcos Luidson de Araújo, conhecido como Cacique Marquinhos Xucuru, e da vice-prefeita Cilene do Sindicado), eleitos nas eleições municipais de 2024. Cacique Marcos foi mantido como prefeito.

O julgamento ocorreu em sessão realizada nesta quarta-feira (17/12). Analisou o recurso Eleitoral nº 0600530-64.2024.6.17.0055, apresentado no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apurava suposta prática de abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral.

Por maioria, o plenário do TRE-PE entendeu que não ficaram comprovados os elementos necessários para caracterizar abuso de poder. Afastou as acusações relacionadas à execução de obras de asfaltamento na localidade de Baixa Grande durante o período eleitoral. De acordo com o entendimento vencedor, não houve provas suficientes de desvio de finalidade nem de uso irregular da estrutura pública com fins eleitorais.

Com a decisão, o Tribunal afastou a cassação aplicada em primeira instância, garantiu, portanto, a regularidade da chapa eleita e manteve Cacique Marcos e Cilene Martins no exercício dos cargos. Também foi rejeitada a aplicação de qualquer sanção de inelegibilidade.

O voto divergente apresentado pelo desembargador Washington Luiz Macedo de Amorim, foi acompanhado pelos desembargadores Roberta Vianna Jardim, Breno Duarte Ribeiro de Oliveira e Paulo Augusto de Freitas Oliveira. Com o relato, votou o desembargador Fernando Cerqueira Norberto dos Santos. Com a formação da maioria pela divergência, o desembargador Washington Luiz Macedo de Amorim foi designado para a redação do acórdão.

A decisão reforça a legitimidade do resultado das urnas em Pesqueira bem como assegura a continuidade da gestão municipal. Ainda cabe recurso às instâncias superiores, mas, conforme o entendimento do TRE-PE, o prefeito e a vice permanecem no cargo.

SENADO APROVA PROJETO DE LEI QUE DIMINUI A PENA DE JAIR BOLSONARO E OUTROS CONDENADOS PELO 08 DE JANEIRO.


O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (17/12) a proposta que reduz as penas de Jair Bolsonaro e de outros condenados por atos golpistas, conhecido como PL da Dosimetria. Foram 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção.

Pela manhã, o texto recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 8 de dezembro, o projeto segue para sanção do presidente Lula.

Pelas regras atuais, Jair Bolsonaro terá direito a pedir a progressão após cumprir cerca de sete anos no regime fechado. A previsão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal é de que o ex-presidente possa progredir ao semiaberto em 23 de abril de 2033.

A proposta estabelece:
• Um mecanismo para tornar mais rápida a progressão do regime de pena (quando um condenado sai de uma modalidade mais severa e passa para um regime mais brando) para quem cumpre pena por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
• redução de até 2/3 da pena imposta aos vândalos comuns dos ataques de 8 de janeiro de 2023.
• que o crime de tentativa de golpe de Estado (com penas maiores) vai absorver o de tentativa de abolição do Estado, em caso de condenação simultânea.

Relator do texto, o senador Esperdião Amin utilizou manobra para evitar a volta do projeto à Câmara. O parlamentar mudou o conteúdo da proposta e direcionou a nova progressão de pena apenas para aqueles que cometeram crimes contra o Estado Democrático de Direito.

A medida foi uma resposta às duras críticas da opinião pública, de juristas e de parlamentares a brechas criadas pelos deputados que permitiram que outros criminosos também fossem beneficiados pelo mecanismo.

No domingo (14/12), manifestantes realizaram atos pelo país contra a anistia e envolvidos no 8 de janeiro e o PL da Dosimetria. Houve manifestações em todas as capitais, de tamanhos diferentes.

MUDANÇA NO TEXTO DAS CÃMARA
Ao longo da semana, senadores cogitaram adiar o tema. o tema. Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolimbre, repetiam, porém, que o senado queria encerrar 2025 com o texto aprovado.

Amin disse aos parlamentares que as mudanças de seu parecer restringem os benefícios apenas aos atos golpistas de 8 de janeiro. O parlamentar também defendeu que a discussão do tema era urgente.

"Embora não configure a desejada anistia, busca corrigir distorções, a mão pesada. Há um consenso de que a mão foi pesada", afirmou.

A sugestão de mudança no texto acatada pelo relator, dada pelo senador Sérgio Moro, restringe o projeto aos crimes contra a democracia.

Amin e Moro afirmaram que a proposta que saiu da Câmara poderia diminuir a pena de condenados pelos crimes de favorecimento da prostituição sexual, coação (ameaça) durante o processo e até de obstrução de ações contra o crime organizado.

O texto aprovado estabelece que os condenador por envolvimento com os ataques de 8 de janeiro de 2023 terão direito a progredir ao regime semiaberto após o cumprimento de 16% da pena no fechado.

A legislação atual prevê que esses criminosos precisam cumprir aos menos 25% na modalidade mais severa para pleitear uma progressão.

A proposta também determina que:
• Em caso de condenação simultânea pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e de tentativa de abolição do Estado, prevalecerá a pena mais gravosa - e não mais a soma das penas.

• nos crimes de tentativa de golpe de Estado e de tentativas de abolição do Estado cometidos em contexto de multidão (entendimento aplicado aos condenados de 8 de janeiro), haverá redução de pena de 1/3 a 2/3, desde que o criminoso não seja uma liderança ou um financiador;

• o tempo de estudo e trabalho em prisão domiciliar também sirva para reduzir a pena de condenados.

O relator do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados, deputado Paulinho da Força, afirmou que o projeto levaria Bolsonaro a cumprir apenas 2 anos e quatro meses em regime fechado.

O cálculo, segundo ele, também contabiliza reduções por estudo e o abatimento do período no qual o ex-presidente ficou preso em casa.

Pelas regras em vigor antes da aprovação do projeto, Jair Bolsonaro tem direito a pedir a progressão após cumprir cerca de sete anos no regime fechado. A previsão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal é de que o ex-presidente possa progredir ao semiaberto em 23 de abril de 2033.

O chamado PL da Dosimetria foi a saída encontrada pelas cúpulas da Câmara e do Senado e por líderes partidários para responder à pressão de aliados de Bolsonaro por um perdão integral das penas - a anistia..

Ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, narrou nesta quarta que uma proposta de revisão de penas era discutida desde o começo do ano por Alcolumbre e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

Pacheco afirmou que á um entendimento, em diversos setores do Congresso, de que é necessário adequar a pena dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro. "Para se evitar uma anistia", disse.

Parlamentares governistas e de oposição acusaram lideranças do Planalto de mudar a orientação ao longo dos últimos dias e se esquivar do embate contra o PL da Dosimetria para permitir o avanço de uma proposta que reduz benefícios tributários.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, negou qualquer tipo de acordo e ainda disse que Lula vai vetar o PL da Dosimetria.

Jaques Wagner, que lidera a bancada governista no Senado, reconheceu, porém, ter feito um acordo de procedimento para que o projeto fosse votado ainda hoje. Jaques negou ter feito qualquer "troca" de apoio.

"Assumo aquilo que fiz, que é de acordo de procedimento. Acho que não tinha mais como empurrar a votação. O presidente Lula tomará a sua decisão depois (sancionar ou vetar). Não fiz troca alguma. No mérito, não fiz troca alguma. Meu partido fechou questão apra votar contra", declarou o senador baiano.

MANOBRA DO RELATOR
Para evitar a volta do projeto à Câmara em caso de aprovação pelo plenário, Amin acolheu como um ajuste somente da redação a emenda apresentada por Moro para limitar o alcance da nova progressão de pena aos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Pelas regras do parlamento, se um projeto sobre mudanças na Câmara ou no Senado, a palavra final é da Casa onde o texto foi proposto inicialmente, ou seja, onde começou a tramitar. Neste caso, a Casa iniciadora é a Cãmara.

Na prática, porém, há casos em que o senadores mexem no conteúdo e isso é interpretado somente como mudança de redação, a depender da vontade política para levar a matéria de forma mais rápida para sanção presidencial.

Essa manobra de Amin foi questionada por parlamentares da base durante a votação na CCJH, mas a maioria dos senadores aceitaram a estratégia do relator. E o projeto depois foi aprovado.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

COMO VOTARAM OS DEPUTADOS PERNAMBUCANOS NO PROJETO DE LEI QUE DEMINUI O TEMPO DE PENA DE JAIR BOLSONARO E OUTROS CONDENADOS.


A Câmara dos Deputados aprovaram na madrugada desta quarta-feira (10/12), o texto base do chamado PL da Dosimetria, projeto que reduz as penas de condenados por tentativa de golpe de estado. A medida patrocinada pelo centrão e pilotada por Hugo Motta, abre caminho para que Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por comandar a trama golpista, deixe a prisão em cerca de 2 anos e 4 meses. 

Dez deputados pernambucanos votaram a favor e 13 foram contrários a PL da Dosimetria. Outros dois parlamentares do estado estavam ausentes. 

Veja como votaram os deputados de Pernambuco:

VOTARAM SIM (A favor do PL)
• André Ferreira (PL)
• Clarissa Tércio (PP)
• Coronel Meira (PL)
• Eduardo da Fonte (PP)
• Fernando Coelho (União Brasil)
• Fernando Rodolfo (PL)
• Mendonça Filho (União Brasil)
• Ossesio Silva (Republicanos)
• Pastor Eurico (PL)
• Waldemar Oliveira (Avante)

VOTARAM NÃO (Contra o PL)
• Augusto Coutinho (Repuplicanos)
• Carlos Veras (PT)
• Clodoaldo Magalhães (PV)
• Eriberto Medeiros (PSB)
• Felipe Carreras (PSB)
• Fernando Monteiro (PSD)
• Iza Arruda (MDB)
• Lucas Ramos (PSB)
• Luciano Bivar (União Brasil)
• Maria Arraes (Solidariedade)
• Pedro Campos (PSB)
• Renildo Calheiros (PCdoB)
• Túlio Gadêlha (Rede)

NÃO VOTARAM (AUSENTES)
Guilherme Uchoa (PSB)
• Lula da Fonte (PP)

O projeto agora segue para o Senado. O presidente da casa já informou que será votado na próxima quarta-feira dia 17 de dezembro.


sábado, 6 de dezembro de 2025

BOLSONARO ESCOLHEU E O PL ACEITOU FLÁVIO BOLSONARO COMO CANDIDATO PARA 2026.


Nem Tarcísio, nem Ratinho Junior, nem Michele, o escolhido para ser candidato a presidente por Jair Bolsonaro é seu filho o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O próprio Flávio afirmou nesta sexta-feira (5/12) ter sido escolhido pelo seu pai o ex-presidente Jair Bolsonaro como candidato do grupo para disputar a Presidência da República nas eleições do ano que vem.

Ele avisou aos aliados e o governador de São Paulo, antes do anúncio, consolidando após visita ao pai na prisão na terça-feira (2/12), na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Os dois conversaram por cerca de meia hora.

O senador viajou para São Paulo nesta quinta-feira (4/12) para informar a decisão de Bolsonaro ao governador de São Paulo.

O senador publicou um texto em suas redes sociais dizendo que não vai ficar de braços cruzados.

"É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação", escreveu.

A escolha de Flávio mantém o sobrenome Bolsonaro em evidência, atenuando o receio do ex-presidente de ser esquecido pelo centrão enquanto cumpre pena em regime fechado por tentativa de golpe de Estado.

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, divulgou nota informando que Flávio é o nome indicado por Bolsonaro para representar o partido na disputa presidencial.

"Flávio me disse que o nosso capitão confirmou sus pré-candidatura. Então, se Bolsonaro falo, está falado", publicou.

Em uma entrevista e junho deste ano, o senador afirmou que, para receber apoio de Bolsonaro nas eleições de 2026, o candidato à Presidência deveria não só conceder indulto ao pai dele, mas brigar com o Supremo por isso, se for preciso.

"Estou fazendo uma análise de cenário. Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto ou faz a composição com o Congresso para aprovar a anistia, em três meses isso está concretizado, aí vem o Supremo e fala: é inconstitucional, volta todo mundo para a cadeia. Isso não dá. Declarou, na ocasião.

O anúncio desta sexta também mantém a extrema direita e a direita sob o comando da família Bolsonaro, em um momento em que parte dos governadores busca protagonismo junto a esse eleitorado.

Na Saída da Polícia Federal, na terça, o senador disse que pediu desculpas para a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), pela briga envolvendo o palanque do PL no Ceará e explicou ao pai a situação. O senador também atribuiu o episódio a um "ruído de comunicação" e disse que Michelle estava no núcleo duro do PL.


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

LULA ANUNCIA AMPLIAÇÃO DE REFINARIA E OBRAS DE BARRAGEM NO AGRESTE.


A agenda do presidente Lula (PT) em Pernambuco, nesta terça-feira (2/12), marcará dois movimento importantes: a ampliação da refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Ipojuca, e o avanço de obras do sistema de contenção de cheias na Mata Sul, com a entrega da barragem Panelas II e retomada de obras da barragem de Igarapeba.

A Petrobras confirmou que as obras do Trem 2 (conjunto que permitirá duplicar a capacidade da refinaria)  já começaram. A primeira autorização de serviço foi dada em 30 de junho. O investimento total é de R$ 12 bilhões, incluindo sete grandes contratos.

Flávio Casa Nova, gerente executivo da Petrobras, detalhou o escopo: "A unidade de destilação atmosférica será a primeira a ficar pronta, no fim de 2026, com partida no início de 2027. O projeto completo estará concluído em 2029, levando a refinaria aos 260 mil barris por dia".

Hoje a RNEST opera a 130 mil barris/dia. Com a expansão, vai atender até 17% da demanda nacional de diesel.

O gerente geral da refinaria, Márcio Maia, destacou o impacto socioeconômico da ampliação. "Dobrar a capacidade significa ampliar toda a cadeia associada: fornecedores, prestadores de serviço e geração de empregos".

"Isso movimenta muito fortemente economia pernambucana, exatamente pelo fato de termos um negócio que está atrelado a nossa sociedade, que é o fornecimento de combustíveis, que move toda a cadeia da sociedade", continuou.

"Dois terços de tudo que é movimentado nesse País é por modal rodoviário através de caminhão e o diesel, que é o nosso principal produto, é o combustível utilizado nos caminhões", completou.

A refinaria Abreu e Lima produz diesel em 70% da sua capacidade. Os outros 30% são gasolina, GLP (gás de cozinha), nafta (matéria-prima na produção de etanol e propeno, além de benzeno, tolueno e xilenos) e bunker (combustível para embarcações).

A obra deve empregar entre 10 mil e 15 mil trabalhadores no pico, previsto para o segundo semestre de 2026. Uma usina fotovoltaica de 12 MW também será construída no complexo, capaz de abastecer o equivalente a uma cidade como Gravatá, Igarassu ou Camaragibe, segundo a Petrobras.

À tarde o presidente segue para Cupira, onde será inaugurada a barragem Panelas II e anunciado o reinício das obras da barragem Igarapeba, duas estruturas essenciais para o sistema de controle de cheias no Rio Una.

Bruno Cravo, diretor do departamento de projetos estratégicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), ressaltou a prioridade federal: "Somando os municípios protegidos contra cheias e abastecidos, estamos falando de 350 mil pessoas beneficiadas". 

A retomada da Igarapeba terá aporte de R$ 60 milhões iniciais, dentro de um investimento total próximo a R$ 200 milhões. As barragens integram o conjunto iniciado após as enchentes devastadoras de 2010 em Palmares.

"Belém de Maria quase virou uma cidade fantasma, destruída repetidamente pelas enxurradas. Esse sistema de barragens é o que permitirá virar essa página", relembrou Almir Cirilo, secretário estadual de Recursos Hídricos.

Além da prevenção às cheias, o sistema prevê também acesso à água para os moradores da região. "Mais do que obra, funcionalidade significa levar água para que precisa", finalizou Bruno Cravo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

PRISÃO DEFINITIVA DE BOLSONARO EMBARALHA PLANOS DA DIREITA PARA 2026.


A direita fez planos para organizar sua articulação política e definiu que o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria o de regente oculto da dança das cadeiras das candidaturas de 2026. Mas no meio do caminho houve uma tentativa de rompimento de tornozeleira eletrônica, que dificultará a superação da prisão do líder conservador em regime fechado. Com "o capitão" isolado, o grupo teme se perder em disputas internas e colher revezes no próximo pleito.

Aliados sabiam que Bolsonaro seria preso em regime fechado, mas apostavam que conseguiriam demonstrar ao ministro Alexandre de Moraes,, com comportamento e problemas de saúde compatíveis somente com a prisão domiciliar. No roteiro dos caciques da direita, o ex-presidente ficaria uma semana numa cela e depois voltaria para a residência, em Brasília.

De casa, o ex-presidente continuaria inelegível e impedido de fazer campanha, mas ainda daria ordens à oposição e facilmente exerceria influência em conflitos sobre a candidatura ao Planalto e chapas nos estados. Mas Bolsonaro foi preso preventivamente no sábado (22/11), antecipando em alguns dias sua ida para um regime fechado, por causa de um suposto surto que o levou a tentar romper sua tornozeleira eletrônica com ferro de solda.

Agora, as chances de Bolsonaro sair do regime fechado diminuíram drasticamente. Se não conseguir convencer Moraes, o ex-presidente pode passar sete anos nessa condição e terá um escolhido como porta-voz, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), consiga fazer a palavra do pai se ouvida sobre a próxima eleição, levando a direita a uma processo de autofagia.

Além da corrida para saber quem será se sucessor como candidato da direita à Presidência, há disputas abertas sobre candidaturas conservadoras em diversos estados, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Há pelo menos cinco nomes em avaliação para candidatura da direita em 2026 com o apoio do Centrão. São eles os governadores: Eduardo Leite (PSD-RS), Ratinho Júnior (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Era uma disputa a olhos visto, mas sem maiores caneladas, até então. Esperava-se que Bolsonaro escolhesse um desses nomes para representá-los até março do ano que vem.

Mas a prisão como se deu, avaliam aliados do ex-presidente, colocará em evidência o senador Flávio Bolsonaro. Como a vigília convocada por ele foi um dos motivos citados na decisão de Moraes pela prisão, espera-se que o parlamentar seja colocado de vez como presidenciável. Até o momento, ele foi o filho que mais se preservou no embate com o STF.

No mínimo, dizem lideranças do PL, caberia a Flávio o papel de vice numa chapa que queira amarrar o eleitorado bolsonarista. No entanto, tal composição não é benquista pelo Centrão (que, para embarcar na chapa, também exige um representante como vice e não quer herdar a rejeição que o sobrenome Bolsonaro carrega no eleitorado.

O temor entre os caciques da direita é que, sem a possibilidade de maiores intervenções ou apelos de Jair Bolsonaro, seu filho 03, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), crie mais atritos com os candidatos à sucessão do pai.

Recentemente, ele trocou farpas públicas com Tarcísio por entender que o governador de São Paulo se aproveitava do mau momento do ex-presidente para se cacifar como presidenciável em 2026. No ápice da disputa, Eduardo se colocou como candidato na ausência de Bolsonaro.
Fonte: Metrópoles.

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