terça-feira, 3 de março de 2026

PRESIDENTE DO PRD EM PERNAMBUCO CONFIRMA SAÍDA DE MARÍLIA ARRAES DA FEDERAÇÃO COM O SOLIDARIEDADE.

A definição da ex-deputada federal Marília Arraes de disputar o Senado em 2026 ganhou um novo desdobramento político após a confirmação de que ela não integra mais a federação formada entre PRD e Solidariedade.

A informação foi confirmada pelo presidente estadual do PRD,o prefeito de São Caetano, Josafá Almeida. Segundo ele, a saída foi acertada em um articulação nacional na última sexta-feira (27/2), durante reunião em São Paulo com o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força e dirigente partidários.

"Como presidente estadual do PRD, informo que Marília não faz mais parte da nossa federação com o Solidariedade. Isso ficou acertado sexta-feira, em conversa em São Paulo com Paulinho da Força e demais membros", afirmou.

A mudança reorganiza o tabuleiro partidário em Pernambuco e abre caminho para a filiação de Marília ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), movimento que já vinha sendo articulado nacionalmente. A ex-deputada mantém conversas frequentes como o presidente da legenda, Carlos Lupi, e a expectativa é que a filiação seja oficializada ainda em março.

No último domingo (1/3), Marília confirmou publicamente que disputará o Senado. Em publicações nas redes sociais, afirmou que a decisão é irreversível. "Não tem volta atrás", declarou, citando pesquisas eleitorais que apontam sua candidatura a frente de outros postulantes, como um dos fatores para entrar na disputa.

A decisão antecipa a formação das chapas majoritárias em Pernambuco e reposiciona Marília no centro da disputa por uma das duas vagas ao Senado. A ex-deputada também reforçou o apoio ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), que deve disputar o Governo do Estado contra a governadora Raquel Lyra (PSD).

Nos bastidores, a leitura é que o movimento tenta consolidar espaço antes do fechamento das alianças e influenciar diretamente a montagem das chapas. Marília já vinha percorrendo o interior e reunindo apoios políticos, inclusive de nomes fora do seu campo tradicional, como o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvoro Porto (PSDB).

A ex-deputada disputou o Governo do Estado em 2022, quando deixou o PT e se filiou ao Solidariedade. Na ocasião, chegou ao segundo turno, mas foi derrotada por Raquel Lyra.

A entrada formal de Marília na corrida amplia a disputa dentro do campo aliando a João Campos, onde já há múltiplos interessados. O senador Humberto Costa (PT) deve tentar a reeleição e é tratado como nome prioritário dentro da  aliança entre PT e PSB.

Outros nomes também que movimentam para ocupar a segunda vaga, como o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil).

No caso de Miguel, o cenário ficou mais incerto após ele ser um dos alvos de uma operação da Polícia Federal na última semana, que investiga suspeitas de desvios de emendas parlamentares envolvendo também o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado federal Fernando Filho (UB). A repercussão do caso pode influenciar o desenho final das alianças.

A saída da federação PRD - Solidariedade e a provável filiação ao PDT dão mais autonomia política a Marília para negociar alianças e consolidar seu projeto ao Senado. Ao mesmo tempo, o movimento tende a aumentar a pressão sobre a formação das chapas majoritárias em Pernambuco, especialmente no campo liderado por João Campos.

A reportagem procurou a assessoria de Marília Arraes e aguarda posicionamento oficial sobre a saída da federação e os próximos passos partidários. O texto será atualizado assim que houver retorno.

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