O prefeito do Recife, João Campos (PSB), lança nesta sexta-feira (20/3) sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco, em evento marcado para às 12 horas no Hotel Luzeiros, no bairro do Pina, Zona Sul da capital pernambucana.
Na ocasião, o socialista também irá apresentar a composição da chapa majoritária que irá disputar as eleições de 2026, com Carlos Costa (Republicanos) como candidato a vice-governador, além da ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) e do senador Humberto Costa (PT), como postulante ao Senado.
O lançamento da pré-candidatura acontece após semana de intensas articulações políticas, em Brasília, onde João realizou reuniões com líderes partidários e candidatos.
PT ainda não confirma apoio, apesar de presença no evento.
Embora integre a chapa anunciada, Humberto Costa não participará do anto, por cumprir agendas no interior do estado. Ainda assim, representantes do PT devem marcar presença no evento.
O apoio formal do partido, no entanto, ainda não está confirmado. A sigla aguarda a deliberação do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), instância interna responsável por definir a legenda em Pernambuco, que tem reunião prevista para o próximo dia 28.
Presidente estadual do PT, Carlos Veras afirmou ao JC, na última quarta-feira (18/3), que o "caminho natural" seria o alinhamento com João Campos, mas ponderou que a decisão depende da deliberação do partido em Pernambuco, em consonância com a direção nacional da sigla.
Movimento acelera disputa com Raquel Lyra
A entrada oficial de João Campos na disputa estadual intensifica o cenário de polarização com a governadora Raque Lyra (PSD), que também se articula para reeleição.
Nos últimos dias, Raquel consolidou o apoio da federação União Progressista (União Brasil e PP) e avançou na montagem de sua chapa, que deve ter o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) como um dos nomes do Senado.
Com o anúncio, o tabuleiro eleitoral de 2026 ganha contornos mais definidos, embora ainda haja incertezas quanto à formalização de alianças partidárias, especialmente no caso do PT, que segue como peça-chave na consolidação no palanque.
Fonte: Jornal do Commercio

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