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quinta-feira, 9 de maio de 2019

SEM DINHEIRO, UNIVERSIDADES PERNAMBUCANAS PODEM PARAR A PARTIR DE SETEMBRO.

Univas estima suspender aulas em setembro. Na UFPE isso deve ocorrer em outubro. UFRPE acredita que até no máximo em novembro ainda ponde funcionar.
As atividades da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) deverão parar a partir de outubro, caso permaneça o corte de 30% do seu orçamento, bloqueados pelo Ministério da Educação (MEC). Na Federal Rural (UFRPE), a previsão é interromper as aulas também em outubro ou novembro. Na Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a suspensão será ainda mais cedo, provavelmente em setembro. Além de atingir um universo de cerca de 80 mil pessoas entre alunos, professores e técnicos das três instituições, o contingente do governo federal, realizado semana passada, põe em risco o emprego de 2.400 brasileiro que prestam serviços terceirizados. Sem dinheiro, as universidades terão que encerrar contratos de limpeza, segurança e manutenção, entre outros, provocando a demissão desse pessoal. 

Reitores das três instituições - Anísio Brasileiro (UFPE), Maria José de Sena (UFRPE) e Julianeli Tolentino (Univasf) - se reuniram ontem de manhã no câmpus da Rural no Recife, no bairro de Dois Irmãos, Zona Norte, para definir estratégias para pressionar a União a reverter os cortes. Uma das ações será uma grande mobilização no próximo dia 21 de maio. Sinais de trânsito, mercados públicos, shoppings e outros espaços serão tomados pela comunidade universitária, que vai explicar para a sociedade o prejuízo, para o País, da medida tomada pelo MEC. Juntas, as três universidades tiveram cerca de R$ 99,8 milhões bloqueados (R$ 55,8 milhões da UFPE, R$ 27 milhões da URFPE e R$ 17 milhões da Univasf).

"Não interessa se o nome é contingenciamento, bloqueio ou reserva técnica. As universidades e institutos federais fizeram um planejamento orçamentário para 12 meses. No final de abril fomos surpreendidos com menos 30% das verbas aprovadas. Infelizmente teremos que cortar contratos. Isso vai impactar no funcionamento das instituições", ressaltou Maria José de Sena. Na Rural, segundo ela, a previsão era receber R$ 90 milhões. São 700 terceirizados atuando na universidade. Pelas projeções da reitora, o dinheiro só dará para pagar contas até no máximo o mês de outubro".

"A situação é dramática. Todas as nossas atividades acadêmicas ficarão comprometidas. Esse corte inviabiliza a UFPE já em setembro", disse Anísio Brasileiro. A pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças (Proplan), Thiago Galvão, estima que terá como arcar com 70% das despesas do mês citado pleo reitor. A universidade tem aproximadamente 1.500 prestadores de serviço.

"Teremos que fazer ajustes. É muito preocupante. Haverá demissões de servidores terceirizados. São 200 na Univasf. Além da redução de bolsas para os estudantes e diminuição de refeições nos restaurantes universitários, entre outras ações. Graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão serão afetadas. A previsão é de descontinuidade, possivelmente a partir de setembro", informou Julianeli Tolentino.

Participaram da reunião também, na Rural, os reitores da Universidade de Pernambuco (UPE), Pedro Falcão, e da Católica de Pernambuco (Unicap), padre Pedro Rubens; e o secretario estadual de Educação, Frederico Amancio. "A defesa é pelas políticas públicas em educação. Aderimos ao Prouni, ao Fies, temos projetos de pesquisas financiamentos pelo governo federal", observou padre Pedro Rubens. "Tem que fortalecer a educação pública, do ensino básico ao superior", enfatizou Frederico.

Na próxima segunda-feira (13/5) está programada, no Recife, uma reunião com deputados e senadores da bancada pernambucana no Congresso Nacional. Encontro semelhante deve ocorrer em Salvador (a Univasf tem câmpus em Pernambuco, Bahia e Piauí). O objetivo é o mesmo: como os parlamentares poderão ajudar a reverter os cortes de recursos federais para as universidades.
Fonte: NE10.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

MAIS DE 6 MIL PÉS DE MACONHA SÃO ERRADICADOS NO SERTÃO DE PERNAMBUCO.

Cerca de 6.500 pés de maconha foram erradicados em roças do povoado de Vermelhos, Zona Rural de Lagoa Grande-PE. A ação faz parte da Operação Macambira 3, aconteceu na última terça-feira (7/5). Após processamento, o material poderia produzir até 500 kg da droga.

Além dos pés de maconha, foram destruídas também 64.400 mudas da planta, além de equipamentos utilizados na irrigação e cultivo do produto. O flagrante foi realizado após buscas realizadas na região por um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Nenhum suspeito foi localizado durante a ação.

Participaram da operação, policiais federais especializados no combate ao crime em área de caatinga, Departamento de represão ao narco-tráfico da Polícia Civil e também o batalhão especializado de policiamento do interior da Polícia Militar (PM).

A operação Macambira 3 tem o objetivo de fortalecer o policiamento ostensivo por meio de ações coordenadas de segurança e combate ao crime, aliada à Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Fonte: NE10

TRIBUNAL DECIDE NESTA QUARTA-FEIRA SE MICHEL TEMER DEVE VOLTAR À PRISÃO.

O TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) decide nesta quarta-feira (8/5) se o ex-presidente Michel Temer, beneficiado com um habeas corpus ao final de março, continuará solto. 

A Primeira Turma Especializada, formada pelos desembargadores Abel Gomes, Paulo Espírito Santo e Ivan Athié, julgará a partir das 13h o mérito do habeas corpus. 

No dia 25 de março, em decisão monocrática, Athié concedeu liminar para que Temer, preso havia quatro dias, fosse solto. O Ministério Público Federal pede a revogação desta decisão. 

Caso a Turma revogue a liminar, a defesa do emedebista terá cinco dias para apresentar embargos de declaração. Não há prazo para o tribunal julgar este tipo de recurso. 

Também serão julgados o mérito dos habeas corpus do ex-ministro Moreira Franco e do coronel João Baptista Lima Filho. 

Na decisão em que soltou Temer, Athié disse que via na prisão preventiva decretada pelo juiz Marcelo Bretas um atropelo "das garantias constitucionais". No texto, argumentou que não há no ordenamento jurídico antecipação de pena ou possibilidade de prender preventivamente pessoas que não representam perigo à ordem pública ou à investigação criminal. 

Temer foi preso preventivamente no dia 21 de março, acusado de chefiar uma organização criminosa que recebeu R$ 1 milhão em propina sobre o contrato de construção da usina nuclear de Angra 3. 

O Ministério Público Federal afirmou que chega a R$ 1,8 bilhão o montante de propinas solicitadas, pagas ou desviadas pelo grupo de Temer. Segundo a Procuradoria, a organização age há 40 anos obtendo vantagens indevidas sobre contratos públicos. O ex-presidente nega todas as acusações. 

No dia 2 de abril, Bretas aceitou duas denúncias contra o ex-presidente e Moreira Franco, que tornaram-se réus na Lava Jato do Rio. Temer responderá pelos crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. O ex-ministro, por corrupção e lavagem. 
Fonte: Diário de Pernambuco.