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sexta-feira, 10 de maio de 2019

FEDERAÇÃO SUSPENDE NEYMAR POR TRÊS PARTIDAS POR AGREDIR TORCEDOR.

Neymar agrediu o torcedor que o provocou após a derrota do PSG na disputa por pênaltis na final da Copa da França, no dia 27 de abril, contra o Rennes.
Pouco menos de duas semanas depois, a Federação Francesa de Futebol (FFF, na sigla em francês) anunciou nesta sexta-feira uma suspensão de três jogos ao atacante brasileiro Neymar pela agressão a um torcedor que o provocou após a derrota do Paris Saint-Germain na disputa por pênaltis na final da Copa da França, no dia 27 de abril, no Stade de France, em Paris, contra o Rennes. 

A punição, que também inclui outras duas partidas que o atacante do Paris Saint-Germain não terá que cumprir agora, mas que serão adicionadas em uma futura suspensão como reincidente, terá efeito somente a partir desta segunda-feira, de acordo com a FFF. 

Assim, Neymar poderá jogar contra o Angers, neste sábado, fora de casa, pela 36.ª rodada do Campeonato Francês. Será o seu último compromisso pelo Paris Saint-Germain na temporada, já que perderá as duas últimas partidas contra o Dijon, em Paris, e contra o Reims, também como visitante. O terceiro jogo da suspensão só será cumprido na disputa do título da Supercopa da França, que será disputada em Shenzhen, na China, em agosto, contra o Rennes. 

A suspensão foi causada pela reação de Neymar à provocação de uma pessoa no momento de receber a medalha de vice-campeão. O brasileiro subia as escadas em direção às tribunas do Stade de France quando aconteceu o fato. "Você, aprende a jogar futebol", disse o torcedor ao atacante, que respondeu com um soco, sem muita força, no rosto. Em um vídeo, é possível ouvir o rapaz ofendendo outros jogadores do Paris Saint-Germain como Buffon, Kurzawa e Marco Verratti, este último chamado de racista. 

"Tô errado? Tô. Mas ninguém tem sangue de barata", escreveu o brasileiro após a agressão em sua conta no Instagram. Mas o técnico do Paris Saint-Gerain, o alemão Thomas Tuchel, criticou o comportamento do atacante. "Não gostei nada. Não é possível que faça isto, simplesmente não é possível", disse.
Fonte: Notícias ao Minuto.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

TEMER DEVE SE APRESENTAR HOJE À POLÍCIA FEDERAL.

Temer prometeu, em coletiva de imprensa, que irá se entregar.
O ex-presidente da República Michel Temer deve se apresentar à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (9/5), depois que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), com sede no Rio de Janeiro, suspendeu os habeas corpus do ex-presidente e do coronel João Baptista Lima Filho que os mantinham em liberdade. O ex-presidente falou com a imprensa na noite dessa quarta-feira (8/5) em São Paulo e prometeu se apresentar à PF. A 1ª Turma Especializada do TRF-2 julgou o mérito dos habeas corpus na tarde de ontem. 

Depois de terem sido presos na Operação Descontaminação, no dia 21 de março, Temer e o Coronel Lima foram soltos quatro dias depois, dia 25, em uma decisão liminar do desembargador Ivan Athié, que integra a 1ª Turma do TRF-2 com mais dois desembargadores: Abel Gomes e Paulo Espírito Santo. 

As defesas de Temer e do coronel Lima pediram que eles possam se apresentar à Justiça, sem serem capturados. Abel Gomes disse que vai expedir novos mandados de prisão e que os dois poderão se apresentar nos locais em que preferirem. 

O ex-presidente foi preso preventivamente junto com o ex-ministro e outros acusados de integrar uma quadrilha que cometeu crimes de corrupção relacionados à construção da Usina Nuclear Angra 3. A pedido da defesa, após ser preso, Temer foi levado para a sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O ex-ministro Moreira Franco estava preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói.

O advogado do ex-presidente Michel Temer, Eduardo Pizarro Carnelós, disse, assim que terminou a audiência, que hoje irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Também informou que Temer se apresentará espontaneamente à Justiça nesta quinta, em São Paulo

“Só posso lamentar, porque considero uma injustiça. Não há fundamentos”, disse Carneló. Para o advogado, a decisão do tribunal levou em conta o que chamou de “dar um exemplo à sociedade”, mas, segundo ele, não há risco à ordem pública. 

A defesa do coronel Lima saiu sem comentar a decisão da Justiça.
Fonte: Notícias ao Minuto.

SEM DINHEIRO, UNIVERSIDADES PERNAMBUCANAS PODEM PARAR A PARTIR DE SETEMBRO.

Univas estima suspender aulas em setembro. Na UFPE isso deve ocorrer em outubro. UFRPE acredita que até no máximo em novembro ainda ponde funcionar.
As atividades da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) deverão parar a partir de outubro, caso permaneça o corte de 30% do seu orçamento, bloqueados pelo Ministério da Educação (MEC). Na Federal Rural (UFRPE), a previsão é interromper as aulas também em outubro ou novembro. Na Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a suspensão será ainda mais cedo, provavelmente em setembro. Além de atingir um universo de cerca de 80 mil pessoas entre alunos, professores e técnicos das três instituições, o contingente do governo federal, realizado semana passada, põe em risco o emprego de 2.400 brasileiro que prestam serviços terceirizados. Sem dinheiro, as universidades terão que encerrar contratos de limpeza, segurança e manutenção, entre outros, provocando a demissão desse pessoal. 

Reitores das três instituições - Anísio Brasileiro (UFPE), Maria José de Sena (UFRPE) e Julianeli Tolentino (Univasf) - se reuniram ontem de manhã no câmpus da Rural no Recife, no bairro de Dois Irmãos, Zona Norte, para definir estratégias para pressionar a União a reverter os cortes. Uma das ações será uma grande mobilização no próximo dia 21 de maio. Sinais de trânsito, mercados públicos, shoppings e outros espaços serão tomados pela comunidade universitária, que vai explicar para a sociedade o prejuízo, para o País, da medida tomada pelo MEC. Juntas, as três universidades tiveram cerca de R$ 99,8 milhões bloqueados (R$ 55,8 milhões da UFPE, R$ 27 milhões da URFPE e R$ 17 milhões da Univasf).

"Não interessa se o nome é contingenciamento, bloqueio ou reserva técnica. As universidades e institutos federais fizeram um planejamento orçamentário para 12 meses. No final de abril fomos surpreendidos com menos 30% das verbas aprovadas. Infelizmente teremos que cortar contratos. Isso vai impactar no funcionamento das instituições", ressaltou Maria José de Sena. Na Rural, segundo ela, a previsão era receber R$ 90 milhões. São 700 terceirizados atuando na universidade. Pelas projeções da reitora, o dinheiro só dará para pagar contas até no máximo o mês de outubro".

"A situação é dramática. Todas as nossas atividades acadêmicas ficarão comprometidas. Esse corte inviabiliza a UFPE já em setembro", disse Anísio Brasileiro. A pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças (Proplan), Thiago Galvão, estima que terá como arcar com 70% das despesas do mês citado pleo reitor. A universidade tem aproximadamente 1.500 prestadores de serviço.

"Teremos que fazer ajustes. É muito preocupante. Haverá demissões de servidores terceirizados. São 200 na Univasf. Além da redução de bolsas para os estudantes e diminuição de refeições nos restaurantes universitários, entre outras ações. Graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão serão afetadas. A previsão é de descontinuidade, possivelmente a partir de setembro", informou Julianeli Tolentino.

Participaram da reunião também, na Rural, os reitores da Universidade de Pernambuco (UPE), Pedro Falcão, e da Católica de Pernambuco (Unicap), padre Pedro Rubens; e o secretario estadual de Educação, Frederico Amancio. "A defesa é pelas políticas públicas em educação. Aderimos ao Prouni, ao Fies, temos projetos de pesquisas financiamentos pelo governo federal", observou padre Pedro Rubens. "Tem que fortalecer a educação pública, do ensino básico ao superior", enfatizou Frederico.

Na próxima segunda-feira (13/5) está programada, no Recife, uma reunião com deputados e senadores da bancada pernambucana no Congresso Nacional. Encontro semelhante deve ocorrer em Salvador (a Univasf tem câmpus em Pernambuco, Bahia e Piauí). O objetivo é o mesmo: como os parlamentares poderão ajudar a reverter os cortes de recursos federais para as universidades.
Fonte: NE10.