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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

PROJETO APOIADO POR EDUARDO BOLSONARO 'LIBERA' CANABIDIOL.

O apoio do deputado contraria a posição do governo em relação à maconha medicinal.
Em "campanha" pelo comando da embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) passou a apoiar um projeto de lei que torna automática a liberação de medicamentos no Brasil já aprovados por autoridades sanitárias estrangeiras, como a americana. A proposta esvazia as funções da Anvisa, a agência reguladora brasileira, e contraria a posição do governo em relação à maconha medicinal. 

Além do "filho 03", outros aliados do governo, como o autor da proposta, General Peternelli, e Carla Zambelli - ambos deputados federais pelo PSL -, e o general Eduardo Villas Bôas, também já defenderam o uso do canabidiol (óleo extraído da maconha). Se aprovado, o texto apoiado por Eduardo liberaria a venda de ao menos um remédio à base de canabidiol usado para tratar epilepsia severa em crianças liberado pelos EUA no ano passado. 

O uso do óleo derivado da planta extrapolou o debate médico e avançou na pauta política após a Anvisa ter realizado consulta pública, sem ordem do governo, para estabelecer critérios de produção e, consequentemente, de consumo da substância no Brasil. Criticada pelo governo Jair Bolsonaro, a proposta autorizaria o plantio da maconha para fins medicinais e o restringiria apenas a lugares fechados e sob o comando de empresas credenciadas. 

Após conclusão da consulta, o formato final ainda não foi apresentado. Mas os ministros da Cidadania, Osmar Terra, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, já defendem que o Brasil adote apenas a "cannabis sintética" (que não existe no País), produzida em laboratório, para evitar a necessidade do plantio. 

Segundo Terra, liberar o plantio seria o início da liberação de drogas no Brasil, tese também defendida por Bolsonaro durante visita a uma farmacêutica em São Paulo mês passado. "A nova direção do Brasil é de um presidente que respeita a família tradicional brasileira, é de um presidente que respeita a inocência da criança na sala de aula e diz não ao processo de legalização de drogas." 

Em seu discurso, Bolsonaro ainda afirmou que agências reguladoras têm muito poder no Brasil, "para o bem ou para o mal". Em seguida, questionou o prazo para autorização de medicamentos, sugerindo que o "excesso de zelo da Anvisa" possa servir para vender facilidade. 

Peternelli disse que considera bom o trabalho da agência brasileira, mas lamenta que a Anvisa não tenha um ação conjunta com órgãos internacionais. E também que seu projeto tenha ficado tão limitado à questão do canabidiol. "Não é disso que se trata. O projeto inclui sim o canabidiol, mas não de forma proposital. Quando o Eduardo (Bolsonaro) assinou a proposta essa polêmica nem existia", disse. 

O parlamentar, no entanto, afirma não ver problema que o Brasil comercialize medicamentos à base de maconha natural - não o modelo sintético defendido agora pelo governo. "Até porque eles podem ser importados, apesar de o preço impedir que famílias de baixa renda tenham acesso." De acordo com a dose prescrita e a finalidade, o tratamento pode custar mais de R$ 1 mil por mês. 

Ex-comandante do Exército e atual assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Palácio do Planalto, Villas Bôas é portador de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença autoimune incapacitante que pode ser tratada com canabidiol. Em entrevista ao SBT mês passado, ele afirmou que não usa, mas defendeu o medicamento e citou "hipocrisia social" ao comentar as dificuldades enfrentadas pelos pacientes que buscam a droga. 

O deputado Eduardo Bolsonaro não respondeu à reportagem.
Fonte: Notícias ao Minuto.

MOTORISTAS DE TRANSPORTE ALTERNATIVO REALIZAM PROTESTOS EM PERNAMBUCO.

Foto: Divulgação NE10.
Os manifestantes bloquearam o trânsito em vários pontos.

Motoristas de transporte alternativo realizaram diversas manifestações, na manhã desta segunda-feira (9/9), em Pernambuco. Os protestos aconteceram no Terminal Integrado de Passageiros (TIP), na Zona Oeste do Recife e na Estrada da Usina Trapiche, em Sirinhaém, no Litoral Sul e no quilômetro 22 da BR-101, em Goiana. Os condutores cobraram uma regulamentação do transporte ao Governo do Estado. De acordo com a organização do ato, em Pernambuco há cerca de 36 mil motoristas de transporte alternativo. Os manifestantes seguram cartazes e queimaram pneus e entulhos nas vias, bloqueando o trânsito. Os protestos finalizaram por volta das 8h30.

"Somos mais de 16 mil profissionais de carros pequenos em Pernambuco. Estamos ficando sem emprego. Eles querem extinguir nosso trabalho. Semana passada fomos pegos de surpresa. Encaminharam 12 colegas nossos para a delegacia de forma arbitrária. Nós estamos trabalhando e atendendo a população que não é atendida pelos grandes empresários", relata Humberto Mendonça, representante dos motoristas de transporte alternativo.

O motivo do protesto é a sanção da lei 13.855/19, que aumenta a punição para os transportes piratas. A nova lei foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro há um mês, entra em vigor no dia 9 de outubro. Segundo a lei, o transporte pirata - seja de ônibus ou vam escolar sem autorização ou transporte renumerado de pessoas ou bens - passa a ser classificado de infração gravíssima, com multa (multiplicada por cinco, no caso do escolar) e perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação, além da remoção do veículo como medida administrativa.
Fonte: NE10.

sábado, 7 de setembro de 2019

PARABÉNS.



Felicitamos hoje o Secretário de Governo do Município de Ibirajuba Adilson Siqueira, pela passagem do seu Aniversário.