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terça-feira, 12 de novembro de 2019

MBL PEDE PRISÃO PREVENTIVA DE LULA E DIRCEU

O MBL (Movimento Brasil Livre) protocolou no Ministério Público Federal (MPF) uma representação pedindo a prisão preventiva do ex-presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu, soltos na semana passada após decisão do Supremo Tribunal Federal contrária à prisão em segunda instância.

O texto aponta incitação ao crime, ao terrorismo e atentado à Lei de Segurança Nacional na fala de Lula em discursos depois de deixar a prisão. As falas do ex-presidente foram consideradas acima do tom até por dirigentes do PT.

"A gente tem que seguir o exemplo do povo do Chile, a gente tem que resistir", disse Lula. "Na verdade, atacar e não apenas se defender", completou. 

O documento cita ainda falas de José Dirceu ao deixar a prisão: "Eu estava na trincheira da prisão. Agora estou aqui de novo na trincheira da luta. Agora não é do Lula livre. Agora é para nós voltarmos e retomarmos o governo do Brasil. E para isso nós precisamos deixar claro que nós somos petistas, de esquerda e socialistas. Nós somos tudo o contrário do que esse governo está fazendo”. 

Além do MBL, os deputados Sanderson (PSL) e Carla Zambelli (PSL) e o senador Major Olimpio (PSL) entregaram ao procurador-geral da República, Augusto Aras, um pedido de prisão preventiva de Lula. 

Na visão de Roberto Podval, advogado de Dirceu, o MBL busca, "através do Judiciário, calar pessoas que estão respondendo processo e estão em liberdade". “Não é a liberdade ou a prisão que vai calar a voz dessas pessoas que são políticas. Não dá para um movimento procurar um Judiciário para calar as pessoas que contrariam a sua ideologia”, conclui. 

A defesa de Lula não se pronunciou.
Fonte: Diário de Pernambuco.

GOVERNO VAI TAXAR SEGURO-DESEMPREGO PARA BANCAR EMPREGOS DE MAIS JOVENS.

O benefício, assegurado pela Constituição de 1988, tem como objetivo fornecer suporte financeiro ao trabalhador demitido sem justa causa no período em que ele busca recolocação no mercado.
Para bancar o curso de programa para incentivar a contratação de jovens, o governo resolveu taxar em 7,5% os trabalhadores que recebem seguro-desemprego. Na prática, os desempregados vão bancar o prometido programa de Emprego Verde Amarelo. Anunciado nesta segunda-feira (11/11), o plano prevê a geração de 1,8 milhão de postos de trabalho até o fim de 2022 para jovens entre 18 a 20 anos, que ainda não tiveram nenhum emprego com carteira assinada. Os mais velhos, com mais de 55 anos, foram excluídos da proposta final. O teto da remuneração na nova modalidade será de 1,5 salário mínimo, ou R$ 1.497.  

Segundo o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, o custo para reduzir os impostos às empresas que contratarem na modalidade Verde e Amarelo será de R$ 10 bilhões ao longo de cinco anos. Para compensar a redução de encargos para as empresas, o governo resolveu cobrar impostos de 7,5% sobre o seguro-desemprego, pago a quem está sem trabalho formal. Nos cinco anos, a expectativa é de arrecadação de R$ 11 bilhões a R$ 12 bilhões.

"Os jovens de 18 a 29 anos têm o dobro da taxa de desempregado e é por isso que foram escolhidos para serem beneficiados. Faremos a desoneração da folha nos próximos três anos, com responsabilidade, apontando as compensações dentro do orçamento", afirmou. 

Hoje, quem recebe o seguro-desemprego não é taxado. O benefício, assegurado pela Constituição de 1988, tem como objetivo fornecer suporte financeiro ao trabalhador demitido sem justa causa no período em que ele busca recolocação no mercado. O benefício é pago por um período que varia de três a cinco meses, de forma alternada ou contínua. O seguro desemprego tem, atualmente, um piso de R$ 998 e um teto equivalente a R$ 1.735, 29. Com a contribuição de 7,5% ao INSS, o desconto mínimo será de R$ 74,85 e o máximo chegará a R$ 130, 15.

O programa Verde Amarelo tem data para acabar - o limite para contratar nessa modalidade é 31/12/2002. Como os contratos podem ter prazo de dois anos, o programa se extingue em 31/12/2024. Já a taxação sobre o seguro-desemprego não tem data para cessar.

EXCLUSÃO
Marinho explicou que o governo teve de deixar as pessoas com mais de 55 anos fora do programa de emprego Verde e Amarelo devido ao custo da proposta. "Quanto fizemos os cálculos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que exige uma compensação para cada renúncia fiscal, tivemos de fazer uma opção pelo grupo com maior desemprego", disse. 

As empresas poderão contratar até 20% dos funcionários na nova modalidade. Os funcionários receberão, mensalmente, o valor proporcional às férias e aos 13° salário. A redução de custo de mão de obra, para o empregador, ficará entre 30% e 34%. As empresas terão isenção de contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS) será de 2% ante os 8% dos contratos normais de trabalho. O valor da multa do FGTS também cairá de 40% para 20% desde que haja acordo entre empregado e empregador no momento da contratação.

Segundo o Ministério da Economia, as medidas previstas no Verde e Amarelo são válidas somente para novas contratações e não permitem substituições na atual folha de empregados. Quem descumprir terá de pagar multa. Além disso, os contratos serão convertidos automaticamente para a modalidade normal, sem nenhuma isenção.
Fonte: NE10.

O CONGRESSO NACIONAL PROMULGOU A EMENDA CONSTITUCIONAL DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O Congresso Nacional promulgou, nesta terça-feira (12/11), a Emenda Constitucional 103/2019, que altera o sistema de Previdência Social. Apresentada pelo governo em fevereiro, a PEC 6/2019 tramitou por seis meses na câmara e quase três no Senado. O objetivo da medida, segundo o Executivo, é reduzir o deficit nas contas da Previdência Social. A estimativa de economia é de cerca de R$ 800 bilhões em 10 anos.

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, classificou o dia como histórico e destacou o esforço coletivo dos parlamentares para aprovação da matéria. Davi explicou que o Senado, como Casa da Federação, tinha o dever de promover ajustes nas contas da União, dos Estados e municípios. E adiantou que a atenção, agora, deve se voltar à demais reformas propostas pelo Poder Executivo.

"Temos consciência do tamanho da nossa responsabilidade. O Senado Federal e a Câmara dos Deputados estão construindo um caminho para unirmos as forças do Parlamento, com a participação do governo federal, para realizarmos também uma reforma Tributária onde o grande beneficiado será o povo brasileiro".
Fonte: Senado Notícias.