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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

FALTA DE PRODUTOS DA CHINA, JÁ AFETA O SETOR DE TI NO BRASIL.

Sondagem da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) verificou que 57% do setor eletroeletrônico já lida com a falta de peças importadas da China que são necessárias para a montagem de produtos. O que tem provocado o desabastecimento, segundo a associação, é a paralisação da produção dos artigos, em razão do surto do coronavírus, considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. 

Segundo a Abinee, quem mais tem tido dificuldades para encontrar materiais, insumos e componentes são os fabricantes de celulares, computadores e demais produtos de tecnologia da informação. 

A Abinee ouviu cerca de 50 industriais, que apontaram o problema com mais ênfase do que no levantamento anterior, elaborado duas semanas antes, com o índice de 52% subindo cinco pontos percentuais. 

A entidade esclarece que quase metade dos itens, 42%, é conseguida com fornecedores da China. Somente em 2019, o volume exportado do país asiático para o Brasil totalizou US$ 7,5 bilhões. 

Outros países do continente respondem por 38,3% desse tipo de provimento. O fornecimento da Ásia garante 80,5% das peças utilizadas pelo setor. 

A sondagem da Abinee também possibilitou um diagnóstico sobre como a escassez de peças tem afetado as decisões dos industriais do segmento. A conclusão foi de que somente 4% deles já têm suspendido parcialmente suas atividades. 

Além disso, outra parcela, de 15%, declarou que pretende pausar a produção nos próximos dias, com preferência pela interrupção parcial. A maioria (54%) sinalizou que ainda não planeja parar as esteiras, mas disse que a decisão dependerá de quanto tempo levará para o problema de abastecimento ser resolvido.
Fonte: Agência Brasil.

DESEMPREGO RECUA PARA 11,2% EM JANEIRO E ATINGE 11,9 MILHÕES DE BRASILEIROS

A taxa de desocupação caiu para 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, uma queda de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (de agosto a outubro de 2019), quando ficou em 11,6%. Em relação ao trimestre encerrado em janeiro de 2019, quando a taxa foi de 12,0% houve queda de 0,8 ponto percentual.

Os dados são da PNAD Contínua, divulgada nesta sexta-feira (28/2) pelo IBGE. Segundo a pesquisa, são 11,9 milhões de pessoas desocupadas no Brasil.

O contingente de pessoas ocupadas (94,2 milhões) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Porém, comparado ao mesmo período de um ano atrás, houve crescimento da ocupação, um adicional de 1.860 mil pessoas.

"O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas em idade de trabalhar, manteve-se estável (54,8%) em relação ao trimestre antecedente, mas subiu em relação ao mesmo período do ano anterior, quando era estimado em 54,2%", comenta a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy. 

A taxa de informalidade recuou de 41,2% no trimestre de agosto a outubro de 2019 para 40,7% no trimestre encerrado em janeiro de 2020. "Esse recuo está associado à redução de aproximadamente 479 mil trabalhadores informais em relação ao trimestre móvel anterior", aponta Beringuy.

Por outro lado, o contingente de empregados com carteira assinada cresceu 1,5% frente ao trimestre anterior, um acréscimo de 540 mil pessoas, e 2,6% frente ao mesmo período do ano anterior, acréscimo de 845 mil pessoas. "Houve manutenção do aumento do emprego com carteira assinada no setor privado, influenciado ainda pelos resultados econômicos do final de 2019", destaca a analista.

O contingente de pessoas desalentadas se manteve estável em 4,2% próximo do nível máximo da série histórica, atingindo em 2019 (4,4%). No grupo dos empregados sem carteira assinada também houve estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior (mais 419 mil pessoas). 
Fonte: NE10/Blog do Jamildo.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

TORCIDA JOVEM, INFERNO CORAL E FANÁUTICO SÃO EXTINTAS PELA JUSTIÇA.

.Decisão foi do juiz Augusto Sampaio, da 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital.
O juiz Augusto Sampaio Angelim, da 5ª Vara da Fazenda Pública, decretou nesta terça-feira (17/2) a extinção compulsória da Torcida Jovem do Sport, da Inferno Coral e da Fanáutico. Também determinou que cada uma pague à Justiça 10% dos honorários advocatícios do valor da causa. A sentença foi resultado de duas ações movidas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra as torcidas organizadas, em 2012 e 2014. Mas que receberam forte pressão para serem finalizadas após o episódio mais recente de violência protagonizada por esses grupos, quando uma uniformizada do Sport invadiu a festa de 106 anos do Santa Cruz, levando pânico ao bairro da Boa Vista, na região central do Recife.

Com a decisão do juiz Augusto Sampaio Angelim, a Receita Federal do Brasil está oficiada para cancelar os CNPJs das três torcidas organizadas, assim como o Bando do Brasil tomar todas as medidas cabíveis.

Na primeira ação, apresentada pelo Ministério Público em 2012, além das três maiores torcidas organizadas de Pernambuco, foram citados ainda o Estado de Pernambuco, Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Federação Pernambucana de Futebol (FPF), além dos clubes Náutico, Sport e Santa Cruz. Isso porque o MPPE entendeu, na época, que essas entidades, de alguma forma contribuíam para a violência crescente das organizadas.
Fonte: NE10.