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sexta-feira, 24 de abril de 2020

COM A APROVAÇÃO DE PLP 34/20, INDUSTRIAS DE CIMENTO E FARMACÊUTICA TEMEM DESABASTECIMENTO NO PAÍS.

Texto obriga que empresas com patrimônio de R$ 1 bilhão ou mais emprestem dinheiro ao governo para pagamento de despesas urgentes.
Reportagem: Paulo Henrique

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O Projeto de Lei Complementar 34/2020, que propõe a destinação de até 10% do lucro das empresas com patrimônio superior a R$ 1 bilhão a empréstimos compulsórios, está em discussão na Câmara dos Deputados. Na prática, a proposta estabelece que as empresas serão obrigadas a emprestar dinheiro ao governo federal, com devolução do valor nos anos seguintes. O objetivo, segundo o texto, é atender as despesas urgentes causadas pela situação de calamidade pública em função da pandemia de covid-19. 

Para o presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Paulo Camillo Penna, a aprovação da medida pode gerar consequências graves para o setor produtivo do país porque engessa ainda mais o orçamento das empresas, independentemente do porte. 

“A ideia que um depósito compulsório atingiria apenas a grande empresa é um enorme equívoco. O setor produtivo através das micro, pequenas, médias e grandes empresas trabalha de forma articulada”, afirma. 

“Caso fosse aprovado esse indesejado depósito compulsório, isso poderia significar uma enorme redução da nossa capacidade de resistência e de reversão desse quadro tão negativo que já enfrentamos”, lamenta Penna. 

Em nota, a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) considera que o PLP 34/20 “prejudicará os laboratórios farmacêuticos de pesquisa, bem como toda a indústria, que nesse momento realiza grandes esforços para manter a produção e os empregos, além de amplos investimentos na busca por tratamentos seguros e eficientes contra o novo coronavírus”. A entidade pontua ainda que o impacto provocado pela medida “pode gerar consequências à produção e ao abastecimento de medicamentos”.  

ENTENDA
Entre outros pontos, a proposta estabelece que empresas com patrimônio líquido igual ou superior a R$ 1 bilhão na data de publicação da norma estarão sujeitas ao empréstimo compulsório. O governo federal pode cobrar até 10% do lucro líquido informado nos últimos 12 meses. Pelo texto, o Ministério da Economia será o responsável por definir o percentual de cobrança de cada setor econômico. 

Em contrapartida, o PLP 34/2020 prevê que os valores sejam restituídos às empresas em até quatro anos, contados a partir do fim da situação de calamidade pública em função do coronavírus. 

A especialista em finanças Catharina Sacerdote, formada em Gestão de Pequenas e Médias Empresas, considera que o projeto pode impactar nas riquezas geradas pelo país nos próximos anos e na entrada de investimentos estrangeiros. 

“Sem dúvidas, os aspectos negativos dessa decisão pode ser o agravamento do capital de giro das empresas, que é utilizado para custear as folhas de pagamento e os investimentos em produção. Nós podemos ter também um impacto na produtividade dessas empresas, que vai impactar na medição do PIB brasileiro”, salienta. 

Caso seja aprovado pelos deputados, o PLP 34 ainda precisa do aval do Plenário do Senado e da sanção do presidente Jair Bolsonaro para começar a valer. 

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BRASIL TEM MAIS DE 60 MIL HOSPITALIZAÇÕES POR SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE EM 2020.

O número de hospitalizados por Síndrome Respiratória Aguda Grave até este mês de abril no Brasil é de 418% maior em relação ao mesmo período do ano passado.
* Imagem Ilustrativa.
Reportagem: Thiago Marcolini

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O número de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave até este mês de abril no Brasil é 418% maior em relação ao mesmo período do ano passado. São 62.263 hospitalizações contra 12.019 em 2019, segundo o Ministério da Saúde. 

A pasta atualizou os números do coronavírus nesta quinta-feira (23). De acordo com o boletim epidemiológico, são 3.313 óbitos confirmados em decorrência da Covid-19, e o total de casos é de 49.492. Houve 407 mortes em 24 horas. 

Segundo o ministro da Saúde, Nelson Teich, o aumento do número de óbitos no período de um dia pode ser em decorrência de mais testagem dos laboratórios. No entanto, o titular da pasta destaca que só será possível saber com base nos dados dos próximos dias. 

“Na prática o que você tem que fazer é acompanhar o dia a dia. Se for uma linha de tendência de aumento, os números dos próximos dias vão aumentar cada vez mais, e aí a gente vai saber que isso não é um esforço pontual, mas que isso é uma tendência. O que a gente vai ter que fazer é ver os próximos dois dias o que vai acontecer, com isso a gente vai ter uma ideia, um fato do que está acontecendo e tomar as ações necessárias.” 

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (23) que vai receber 10 milhões de testes da Organização Pan-Americana de Saúde. Os materiais vão ser distribuídos de acordo com a necessidade de cada localidade. 

O ministro da Saúde, Nelson Teich, explica que a pasta ainda estuda a logística de distribuição dos 10 milhões de testes. 

“O general Eduardo (secretário-executivo do Ministério da Saúde) está trabalhando toda a logística. Não é uma coisa simples porque você não tem um lugar para receber tudo, tem toda uma refrigeração específica. Você tem a chegada dos testes e a distribuição para os diferentes estados. Isso já está acontecendo agora.” 

O Ministério da Saúde lançou nesta semana edital de chamamento público para credenciamento de empresas que possam vender insumos e equipamentos usados na rede pública de saúde para o enfrentamento ao coronavírus. A ideia é criar um cadastro para que empresas nacionais ou com representação no país inscrevam propostas e informem o produto que comercializam e a sua capacidade de produção e entrega.  
Fonte: Agência Rádio Mais.

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CGU EXPLICA MOTIVOS PARA O CANCELAMENTO DA ANTECIPAÇÃO DA SEGUNDA PARCELA DO AUXÍLIO EMERGENCIAL.

O Governo Federal está impedido legalmente de fazer a antecipação da segunda parcela do auxílio Emergencial de R$ 600,00 que estava previsto para quinta-feira (22/4)
Reportagem: Janary Bastos Damacena

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O Governo Federal está impedido legalmente de fazer a antecipação da segunda parcela do Auxílio Emergencial de R$ 600, que estava previsto para quinta-feira (22/4). A previsão era de que os trabalhadores informais e pessoas inscritas no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidas em janeiro e fevereiro recebessem a ajuda. Tudo ocorreu porque o Ministério da Cidadania recebeu uma recomendação da Controladoria Geral da União (CGU) e cancelou essa antecipação. Segundo o ministro da CGU, Wagner Rosário, esse impedimento foi uma cautela para que todos possam receber o auxílio. 

“Como era uma estimativa de valor com base no Cadastro Único, a quantidade de pessoas que estão solicitando aparenta ser maior do que a expectativa inicialmente feita ou o planejamento inicialmente feito, o que nós alertamos era que não se realizasse o pagamento de uma segunda parcela antes de se verificar que o pagamento da primeira foi praticamente encerrado. Ou pelo menos se tem uma estimativa do total de pessoas e o quanto que se necessitaria de incremento na quantidade de recursos orçamentários para cobrir esses valores”. 

O ministro Wagner Rosário ainda afirmou, em coletiva no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (23/4), que essa medida não é um descumprimento do Auxílio Emergencial 

Então a nossa medida não é em relação a corrupção. É uma medida em relação a preocupação orçamentária. Então a gente preferiu ter essa cautela. O Governo está correndo para tentar equacionar isso. Mas vamos lembrar bem que não era um  descumprimento. A gente ia adiantar o pagamento. O que tivemos foi um cuidado adicional, que a CGU fez ao Ministério da Cidadania”. 

Em função dessa medida da CGU, o Ministério da Cidadania elaborou uma nota técnica e solicitou ao Ministério da Economia a previsão para uma suplementação orçamentária o mais rápido possível.  
Fonte: Notícias ao Minuto.

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