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terça-feira, 28 de abril de 2020

40% DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS DO BRASIL AINDA NÃO REGISTRAM CASOS DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS OU COVID-19.

Mesmo com todos os estados do Brasil apresentando confirmações de pessoas doentes e mortes por coronavírus, aproximadamente 40% dos municípios do país ainda não registram casos de doenças respiratórias ou covid-19.

Esse é um número apresentado pelo secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, durante coletiva, no Palácio do Planalto, para atualizar a situação de casos no Brasil. 

Para chegar a este número, foram avaliados os casos de Síndrome Respiratória Grave de acordo com o porte populacional para entender como a doença reage nos municípios, como afirmou o secretário Wanderson Oliveira

“Nós fizemos os extratos, colocamos o número de municípios ali com o total de habitantes e fizemos esta proporção. A gente observa que cerca de 40% dos municípios brasileiros não têm registro de Síndrome Respiratória Grave e nem registro de Covid-19 em seu território”

Outro esforço para compreender melhor a doença, está sendo feito pelo Ministério da Saúde em parceria com o Centro Epidemiológico da Universidade de Pelotas (UFPel), que iniciou uma investigação baseada no grau de imunização para mapear o avanço da pandemia no país, como explica o secretário Wanderson Oliveira. 

“O importante, além da metodologia ser precisa é ter comparabilidade entre as diversas cidades. São 133 cidades que vão fazer parte desse projeto que é o Estudo de Prevalência Populacional no Brasil”

Aproximadamente 33 mil pessoas, destes municípios, vão fazer parte do teste rápido que detecta a presença de anticorpos a partir de amostras de sangue. Esse trabalho deve ajudar a esclarecer questões sobre a forma como o vírus está agindo no Brasil.
Fonte: Agência Rádio Mais

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GOVERNO LIBERA MAIS R$ 27 BILHÕES PARA PAGAR AUXÍLIO EMERGENCIAL A INFORMAIS E OUTROS TRABALHADORES.

Suplementação foi necessária para atender as quase 16 milhões de pessoas não previstas nos cálculos iniciais do programa.
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O Governo Federal disponibilizou mais R$ 27 bilhões para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 aos trabalhadores informais, autônomos desempregados e microempreendedores durante a pandemia do novo coronavírus. O aporte foi liberado ao Ministério da Cidadania por meio de uma Medida Provisória (MP) e se soma aos R$ 98 bilhões previstos no início do programa.

De acordo com o governo, a ampliação no orçamento é necessária, porque o número de pessoas que terá direito ao benefício saltou de 54 milhões — quando no anúncio do programa — para 70 milhões de pessoas. Isso quer dizer que a cada três brasileiros, um deverá receber o auxílio, que será concedido por três meses. 

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou que não vai faltar recurso para garantir o benefício e que as pessoas podem se tranquilizar, pois ainda há tempo de se cadastrarem para receber o auxílio. 

“Junto com as pessoas do Cadastro Único e do Bolsa Família, nós devemos atingir mais de 70 milhões de brasileiros, que vão ser assistidos pelos próximos 90 dias. Esse é um esforço superior a R$ 100 bilhões. Com tranquilidade, esses recursos estão disponíveis por 90 dias. As pessoas podem se cadastrar até dois de julho. Uma vez encontrado, o cidadão vai receber as três parcelas a que tem direito”. 

Criado para minimizar o impacto econômico causado pela pandemia do coronavírus, o auxílio emergencial é voltado para trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados. Além disso, os brasileiros inscritos no Cadastro Único e no Bolsa Família e que atendem as regras do programa, também vão receber o dinheiro. 

De acordo com a Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos do benefício, mais de 39 milhões de pessoas já receberam a primeira parcela do auxílio até esta segunda-feira (27/3). Desde o início do programa, o banco já creditou cerca de R$ 28 bilhões. 

Ao todo, o site e aplicativo do auxílio finalizaram 48,4 milhões de cadastros. A Caixa não informa qual a porcentagem desses foi aprovada. Há, ainda, cerca de 51 milhões de pessoas inscritas no Cadastro Único, entre eles os integrantes do Bolsa Família, que são elegíveis ao benefício. 

Onyx Lorenzoni afirmou que o governo trabalha para conter a crise em todos os setores da sociedade, dividindo as atenções entre a saúde e o bolso dos brasileiros. 

“Nós temos que proteger, no presente, a vida das pessoas, mas temos que pensar no futuro imediato, porque fome, miséria e desemprego matam tanto ou mais do que a própria epidemia. Estamos ajudando as famílias, as pessoas que o estado nunca ajudou, atender os informais, que nunca pegaram um centavo do estado e estimular que, com responsabilidade, de maneira gradual, as prefeituras soltem as atividades econômicas nas cidades”. 

Para receber o auxílio de R$ 600 por três meses, a pessoa deve ser maior de 18 anos, não ter emprego formal, e a renda familiar, por pessoa, não pode ultrapassar R$ 522,50 ou, somando todos os rendimentos mensais da família, até R$ 3.135,00. Duas pessoas da mesma família podem receber o benefício e, nas famílias em que a mulher seja a única provedora, o valor dobra para R$ 1200,00.
Fonte: Agência Rádio Mais.

BRASIL TEM MAIS DE 4,5 MIL MORTES POR CORONAVÍRUS; CASOS CONFIRMADOS CHEGAM A 66.501

Ministério da Saúde ressalta que é difícil projetar um único pico da doença no país.
Reportagem: Thiago Marcolini.
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O Ministério da Saúde atualizou os números do coronavírus no Brasil nesta segunda-feira (27). De acordo com a pasta, o país soma 66.501 casos confirmados de Covid-19, e 4.543 mortes. Em 24 horas, houve 4.613 novos registros da doença, e 338 óbitos. 

A região Sudeste concentra quase 50% do total de registros confirmados no Brasil – são 33.022 casos. Só no estado de São Paulo, há mais de 21 mil casos de Covid-19, além de 1.825 mortes. 

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, destaca que as diferentes características das regiões brasileiras e o fato do coronavírus não ter uma série histórica dificultam a projeção do pico da doença no Brasil. 

“Nós temos um país com diversidades e características muito diversas. Historicamente, a região Norte do Brasil, tem um padrão de transmissão de vírus respiratório nos meses de março e abril. Na região Sul-Sudeste, temos maio e junho como os meses de maior frequência. Por que a gente sempre fala nos vírus respiratórios? Porque é o único que nós temos como referência. O vírus Covid não circulava, nós não temos uma série histórica para que a gente possa projetar o padrão dessa nova doença”

No Nordeste, o Ceará é o líder de casos confirmados. São 6.726 e 390 mortes. Já no Amazonas, na região Norte, o número total de pessoas contaminadas pelo coronavírus é de 3.928, além de 328 óbitos. 

A taxa de letalidade no Brasil, ou seja, o número de mortes pelo total de casos, é de 6,8%. Amazonas, Paraíba, Pernambuco e Rio de Janeiro apresentam taxa maior do que a média nacional. 

O ministro da Saúde, Nelson Teich, destaca que pode haver diferentes medidas de retorno às atividades no Brasil, dependendo da situação de cada localidade. Teich lembra, no entanto, que todas as ações adotadas devem ser embasadas em informações adequadas. 

“O Brasil é um país heterogêneo. Certamente a gente vai ter medidas diferentes em várias regiões do país. Uma coisa que a gente não pode esquecer são os serviços essenciais. Temos que trabalhar toda a parte da sociedade, mas também tem que ter sempre um detalhamento dos serviços essenciais, daquilo que é fundamental para o dia-a-dia das pessoas. Ninguém vai incentivar medidas que restrinjam a contenção sem informação adequada”. 

De acordo com o Ministério da Saúde, 86% dos óbitos tem investigação concluída. Das vítimas da Covid-19, 69% eram acima dos 60 anos, e 67% apresentavam pelo menos um fator de risco. 
Fonte: Agência Rádio Mais. 

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