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quinta-feira, 30 de abril de 2020

SERGIO MORO USA TOM DIFERENTE DE BOLSONARO E PEDE QUE A POPULAÇÃO SE CUIDE.

Moro tem dado indícios de que está costurando um projeto político para as eleições de 2022.
Dois dias após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) repercutir ao exclamar “E daí?” diante do crescente número de mortos do novo coronavírus, o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, usou um tom diferente do antigo aliado ao lamentar o avanço da letalidade da covid-19. 

Moro escreveu no Twitter nesta quinta-feira (30) que “há uma incerteza em relação à evolução da pandemia”, e pediu que a população se cuide.

As discordâncias dos dois ao longo do Governo Bolsonaro culminaram no pedido de demissão do ex-comandante da Operação Lava Jato na última sexta-feira (24), depois de o presidente exonerar Maurício Valeixo, então diretor geral da Polícia Federal (PF).  Moro deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública acusando o presidente de interferir nas investigações da PF, e de querer colocar um nome à frente do órgão de quem pudesse conseguir informações privilegiadas. 

Em resposta, Bolsonaro revelou que Moro havia aceitado a exoneração de Valeixo, com a condição de que fosse nomeado para ministro do STF quando o ministro Celso de Mello se aposentar compulsoriamente, no fim do ano. 

O embate continuou, quando, no mesmo dia, o ex-juiz vazou ao Jornal Nacional conversas com o presidente e com a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP). Moro tem dado indícios de que está costurando um projeto político para as eleições de 2022
Fonte: JC.

COVID19 - GOVERNO DE PERNAMBUCO DECRETO DE MEDIDAS RESTRITIVAS POR CORONAVÍRUS.

O fechamento do comércio e serviços continua até 15 de maio, e o das escolas e universidades públicas e privadas até o fim do mês.
O governador Paulo Câmara prorrogou nesta quinta-feira (30/4) a quarentena em Fernando de Noronha até o dia dez de maio, a suspensão das atividades econômicas até o dia 15 de maio e o reinício das aulas nas escolas, universidades e demais estabelecimentos de ensino, público e privado até o dia 31 do próximo mês, em todo o Estado de Pernambuco. O Decreto assinado nesta quinta, também continua proibindo o acesso e a prática de atividades nos parques e praias e nos calçadões das avenidas situadas nas faixas de beira-mar e beira-rio. 

No documento, o Governo modifica o Decreto nº 48.809, de 14 de março de 2020 e passa a permitir o funcionamento das lojas de material de informática, por meio de entrega em domicílio ou como ponto de coleta. Os serviços de assistência técnica de eletrodomésticos e equipamentos de informática também estão liberados. 

Já o acesso às praias e aos calçadões das avenidas situadas nas faixas de beira-mar e de beira-rio, e aos parques localizados no Estado de Pernambuco, para prática de qualquer atividade permanece proibido até o dia 15 de maio. 

“Nosso governo tem compromisso com as pessoas. É o que se espera de um governo: humanidade, respeito, coragem para fazer o que precisa ser feito. Toda ação tem consequências. O isolamento social, por mais um tempo, também traz perdas. Mas diminui as perdas irrecuperáveis, que são as vidas humanas”, enfatizou Paulo Câmara. 

Os serviços e atividades considerados essenciais permanecem funcionando, dentro dos limites previstos nos Decretos. Estão enquadrados nessa categoria supermercados, padarias, mercados, lojas de conveniência, feiras livres, lojas de defensivos e insumos agrícolas, farmácias e estabelecimentos de produtos médico-hospitalares, postos de gasolina, bancos e serviços financeiros, inclusive lotéricas, casas de ração animal e depósitos de gás, entre outros.
Fonte: Folha de Pernambuco.

PESQUISA APONTA AUMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS NO BRASIL.

Obesidade, diabetes e hipertensão avançarem entre os brasileiros.
Reportagem: Thiago Marcolini

Escute a Reportagem.


A pesquisa anual de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, apontou aumento de doenças crônicas não transmissíveis entre os brasileiros. 

Entre os resultados da pesquisa, chama atenção o aumento da prevalência de obesidade no Brasil. Passou de 11,8% em 2006, ano em que o monitoramento começou a ser feito, para 20,3% em 2019 – incremento de 72%. Significa que dois em cada 10 brasileiros estão obesos. Entre as mulheres, a taxa de obesidade foi de 21%, e entre os homens, 19,5%.  

A obesidade tende a aumentar com a idade: para os jovens de 18 a 24 anos, a pesquisa indicou percentual de 8,7% e entre os adultos com 65 anos e mais, 20,9%.
Com problemas de peso desde criança, o empreendedor Ricardo Viana, de 33 anos, fez cirurgia bariátrica há cerca de 40 dias. Por conta da obesidade, associada à hipertensão, Ricardo sofreu com obstrução de uma veia no olho que prejudicou a visão dele por um ano. 

“Além desses dois problemas, da visão e hipertensão, tem a questão das dores musculares, dores nas articulações, o cansaço. E também a pré-diabetes que eu descobri quando eu estava fazendo pré-operatório. O problema do olho só foi resolvido quando eu comecei a fazer dieta e o controle da pressão arterial”, diz Ricardo.

“Quantos idosos obesos que a gente vê pelas ruas? São pouquíssimos. E isso é um fato alarmante. Por que? Não vive até lá. O governo deveria investir mais desde a infância, o ensino básico”, completa o empreendedor. 

Para o presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, doutor Mário Carra, houve aumento significativo de pessoas obesas no Brasil no período de 13 anos. “Como a obesidade é uma doença crônica e ela tem origem genética também, quanto mais obesos a gente tiver, a possibilidade de continuar crescendo é maior. Há ainda interferência do mercado, com crescimento do consumo de alimentos ultraprocessados. A causa da obesidade ela não é única. Existe a causa genética, existe a causa ambiental, existem as causas psicológicas”.  

O levantamento apontou ainda que o percentual de pessoas com excesso de peso também subiu. Passou de 22,6% para 24,5%. Entre os homens, o excesso de peso foi de 57,1% e entre mulheres, 53,9%.  

PERFIL - DOENTES CRÔNICOS
- Dos 53.443 entrevistados, 7,4% tem diabetes, 24,5% tem hipertensão e 20,3% estão obesos.

Obesidade - O maior percentual está entre as mulheres (21%) e aumenta conforme a idade: para os jovens de 18 a 224 anos é de 8,7% e entre os adultos com 65 anos e mais, alcança o patamar de 20,9%.

Hipertensão Arterial - Dos 59,3% dos adultos com 65 ou mais, 55,5% dos homens e 61,6% das mulheres.

Diabetes (que referiram diagnóstico médico) - Das mulheres (7,8%), 22% tem 65 anos ou mais.