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segunda-feira, 11 de maio de 2020

MUNDO: EUROPA DEVE ESTAR PREPARADA PARA 2ª ONDA DE CORONAVÍRUS, DIZ AGÊNCIA DE CONTROLE DE DOENÇAS.

Os países europeus devem reforçar seus sistemas de alerta para reagir rapidamente a uma segunda onda do novo coronavírus, alertou a agência europeia de controle de doenças (ECDC, na sigla em inglês). 

"Em suas avaliações de risco, a agência afirmou que os governos devem informar claramente à população que a possibilidade de uma segunda onda existe, mesmo que a pandemia tenha sido vencida agora", disse nesta segunda (11/5) Stefan de Keersmaecker, porta-voz da Comissão Europeia para saúde pública. 

A preocupação acompanha um movimento de retomada das atividades na maioria dos países que adotaram quarentena. Em alguns deles, como a Dinamarca e a Alemanha, o aumento dos encontros entre pessoas provocou um crescimento na taxa de contágio, levando os institutos a intensificarem o monitoramento dos casos. 

Preparativos para uma segunda onda também estão na pauta da Otan (organização de defesa que reúne países europeus e os EUA), disse à reportagem um oficial da aliança militar (por orientação da Otan, ele não se identifica). 

Segundo ele, ministros da Defesa dos membros da Otan consideraram que é preciso planejar melhor as respostas a pandemias, melhorar o planejamento de continuidade dos negócios e proteger setores críticos. 

Na reação à primeira onda do novo coronavírus, houve preocupação com o bloqueio do tráfego aéreo e a ruptura no fornecimento de matérias-primas e componentes para a indústria. 

A Otan foi acionada para manter o transporte aéreo de equipamentos médicos a longas distâncias e para a implantação de hospitais de campanha em regime de emergência. 

Embora os cientistas ainda não tenham todas as respostas sobre o novo coronavírus (Sars-Cov-2), segundas ondas de infecções são comuns em doenças infecciosas, como a de influenza de 1918, conhecida como Gripe Espanhola, e a de H1N1, em 2009. 

Casos como o de Singapura, por exemplo, em que um novo surto de Covid-19 apareceu em um dormitório apesar da política intensiva de rastreamento de contatos, indicam que também no caso do Sars-Cov-2 há risco de ressurgência. 

Os segundos picos podem ser evitados ou amenizados por vacinas, ainda inexistentes para o novo coronavírus, ou medidas de distanciamento e higiene e de rastreamento e isolamento de novos casos. 

A chamada imunidade de rebanho, quando ao menos 60% da população já desenvolveu defesas contra um patógeno (o que reduz a chance de contágio) também evita segundas ondas, mas estudos feitos até agora mostram que a porcentagem de infectados em diferentes países ainda não chega a 20%.
Fonte: Diário de Pernambuco.

MUNDO: AFRICA DO SUL TEM MAIS DE 10.000 CASOS CONFIRMADOS DE CORONAVÍSRUS.

A África do Sul superou os 10.000 casos confirmados do novo coronavírus, que deixou 194 mortos no país, anunciou o Ministério da Saúde na noite deste domingo (10/5). 

"O número total de casos confirmados da covid-19 na África do Sul é 10.015", ou seja, 595 casos a mais do que no dia anterior, informou o ministro da Saúde, Zwelini Mkhize. 

O número de falecidos chegou a 194, oito a mais do que na última contagem, enquanto 4.173 pessoas foram curadas. 

O ministro observou "com preocupação" que 84% dos casos confirmados da covid-19 estão localizados em duas das nove províncias do país, o Cabo Oriental (sudeste) e o Cabo Ocidental (sul), onde está localizada a Cidade do Cabo. 

A África do Sul, onde, de acordo com o Ministério da Saúde, foram realizados 350.000 testes, é o país mais afetado pela pandemia na África Subsaariana. Desde 1º de maio, o governo vem gradualmente diminuindo as medidas de contenção impostas no final de março.
Fonte: Diário de Pernambuco.

PREOCUPAÇÃO: SARAMPO AVANÇA NO BRASIL.

No inicio de março, uma campanha para vacinar crianças e jovens entre 5 a 19 anos contra o sarampo se encerrou com 156 mil pessoas vacinadas, entre 3 milhões previstas.
Sem conseguir controlar o sarampo, o Brasil já registra novo avanço da doença neste ano, ao mesmo tempo em que a pandemia do novo coronavírus ameaça os índices de vacinação, única forma eficaz de prevenção. 

Ao todo, já são 2.805 casos confirmados de sarampo, um aumento de 18% em apenas uma semana, segundo dados do Ministério da Saúde. 

O número também é superior aos primeiros quatro meses de 2019, quando havia apenas 92 confirmações. Em seguida, porém, a transmissão acelerou e chegou a 18 mil casos. 

Neste ano, o total ainda pode aumentar, já que há 3.219 registros em investigação.Atualmente, o país tem transmissão ativa do sarampo em 19 estados. Cinco deles concentram 96% dos registros atuais: Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. 

No Rio de Janeiro, já são 826 casos, quase o dobro de 2019, quando houve 496, diz a Secretaria Estadual de Saúde. A pasta atribui o avanço a uma migração do surto que ocorria até então com maior força em São Paulo. 

Enquanto o sarampo mantém a tendência de avanço, especialistas alertam para o risco de queda na busca pela vacinação de rotina por causa da pandemia do novo coronavírus. 

A presença de locais com baixa cobertura vacinal é apontada como o principal fator para o retorno do sarampo no país, o que ocorreu em 2018. "Enquanto na Covid uma pessoa infecta de duas a cinco pessoas, no sarampo vai de 16 a 18. É difícil controlar se não tiver a vacina, e só uma dose não traz anticorpo suficiente, precisa de duas", afirma Lessandra Michelin, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). 
Fonte: Notícias ao Minuto.