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quinta-feira, 14 de maio de 2020

EM 40 DIAS, OS HOSPITAIS DE CAMPANHA DO RECIFE JÁ FIZERAM MAIS DE 6,6 MIL ATENDIMENTOS.

Os sete hospitais municipais de campanha construídos pela Prefeitura do Recife chegaram as marcas de 6.638 atendimentos realizados e 1.614 pacientes internados. Já receberam tratamento e tiveram alta médica 521 pacientes. Ao todo, estão atuando na linha de frente 3.318 profissionais de saúde, sendo 425 médicos e 536 enfermeiros. 

Foram entregues 1.054 leitos para pacientes novo coronavírus nos últimos 40 dias. Estão com estrutura física pronta 313 leitos de UTI e 741 de enfermaria. Desses, estão em funcionamento mais de 600, sendo 199 equipados com respiradores. Ao todo, já foram investidos mais de R$ 123 milhões para montagem e funcionamento das sete unidades provisórias, recursos exclusivos do município. Até o momento, o repasse da União foi de R$ 26 milhões para aplicação no combate à pandemia. 

"Alguns dados são muito importantes para demonstrar a efetividade do trabalho que vem sendo feito pela Prefeitura do Recife. O isolamento social, utilizando as projeções da Imperial College, reduziu o número de vítimas em 4.143 pessoas. Somando esse número com as 521 altas de pacientes tratados nas novas unidades de saúde criadas pela Prefeitura do Recife para o enfrentamento à pandemia, chegamos a pouco mais de 4.600 famílias que deixaram de perder uma pessoa para a Covid-19. Tudo fruto do trabalho de muita gente, do esforço de muita gente que está empenhada em salvar vidas", avaliou o prefeito Geraldo Júlio. 

Desses atendimentos, mais de 300 moram em outros municípios e foram encaminhados pela Central Estadual de Regulação de Leitos. "Desde o primeiro momento, os leitos criados pela Prefeitura do Recife já atendem pacientes de outras cidades também, porque o SUS funciona assim: os novos leitos entram na Central de Regulação, que monitora todo o estado e atende a pacientes do SUS de qualquer cidade. Até a data de ontem, já internamos mais de 300 pacientes de outras cidades nos leitos construídos pela Prefeitura nessas últimas semanas", informou o prefeito. 

O prefeito também fez um balanço das ações de assistência social, que vem garantindo apoio aos recifenses para enfrentar as dificuldades causadas pela pandemia. "Já fizemos a distribuição de 286 mil cestas básicas e também 286 mil kits de higiene, pela Secretaria de Educação para atender às famílias dos nossos alunos da rede municipal de ensino. Na rede de solidariedade, com o apoio da sociedade mais de 60 mil cestas básicas já foram distribuídas. E, pela Secretaria de Assistência Social, a gente chega ao número de 100 mil cestas básicas distribuídas e mais de 70 mil quentinhas servidas em nossos restaurantes populares", avaliou.
Fonte: Diário de Pernambuco.

ESTADOS UNIDOS: INSTITUTO DOS ESTADOS UNIDOS PROJETA 88 MIL MORTE NO BRASIL ATÉ AGOSTO.

As projeções mostram que o pico de mortes diárias no Brasil deve acontecer em 1 de julho, com 1024 em 24 horas.
Um dos principais modelos utilizados pela Casa Branca para monitorar os números sobre o coronavírus projetou um cenário bastante sombrio para os brasileiros nos próximos meses. 

Segundo dados divulgados esta semana pelo IHME, instituto de métrica da Universidade de Washington, 88.305 pessoas podem morrer por Covid-19 no Brasil até 4 de agosto. O modelo usa uma janela de intervalo ampla, que no caso brasileiro varia de 30.302 a 193.786 mortes no período, mas indica que a curva de óbitos só aumenta até lá. 

As projeções mostram que o pico de mortes diárias no Brasil deve acontecer em 1 de julho, com 1.024 óbitos em 24 horas. Assim como a projeção total, a previsão de mortes diárias também obedece uma variação que aqui fica entre 182 e 2.613.Somente nesta terça-feira (12/5), o Brasil registrou 881 mortes em decorrência do coronavírus, novo recorde diário. Ao todo, são mais de 12,4 mil mortes e 176 mil infectados no país, que ultrapassou a França e se tornou o sexto com mais casos confirmados no mundo. 

Em junho, mostra o instituto usado como diretriz na Casa Branca, o número de mortes no Brasil estará na casa dos 27 mil e, quando o pico diário chegar, um mês depois, o patamar total de mortos deve saltar para 57 mil. 

A partir de então, a curva de mortes diárias começaria a cair, mas chegaria a agosto ainda na ordem de quase 780 vítimas por dia

O modelo utilizado pela Casa Branca ganhou notoriedade em 31 de março, quando o presidente Donald Trump fez seu primeiro discurso sombrio e visto como realista durante a pandemia que, inicialmente, ele minimizava. Na ocasião, Trump disse que estavam previstas de 100 mil a 240 mil mortes nos EUA até agosto, mesmo com a adoção das medidas de distanciamento social. 

O instituto também faz previsão sobre a quantidade de recursos médicos, como leitos de UTI e respiradores, que os países vão precisar durante os períodos de pico. 

No caso brasileiro, em 1 de julho deve faltar pelo menos 7 mil leitos de UTI, já que serão necessários 11.168 e estarão disponíveis apenas 4.060. Os respiradores necessários no mês de pico, julho, serão 9.800, mas o índice do IHME não mostra quanto estarão disponíveis. 

O presidente Jair Bolsonaro tem sido foco de preocupação entre líderes políticos e especialistas em todo mundo por insistir em minimizar a pandemia e ser contrário às regras de distanciamento social. 

Aliado do brasileiro, Trump já sinalizou que pode tomar medidas como a suspensão de voos do Brasil para os EUA caso a situação no país sul-americano continue a piorar.
Fonte: Notícias ao Minuto.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

BRASIL ULTRAPASSA ALEMANHA E SE TORNA SÉTIMO PÁIS MAIS AFETADO PELO COVID-19.

Com mais 9.258 infecções pelo novo coronavírus identificadas nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde, o Brasil deixou para trás a Alemanha no ranking dos países com mais casos da Covid-19. Agora, o país é a sétima nação mais afetada pela pandemia. 

No total, 177.589 pessoas já testaram positivo para o vírus no Brasil, número que é de 170.508 na Alemanha, de acordo com o Instituto Robert Koch. Entre ontem e hoje, a Alemanha registrou mais 933 infecções, quase dez vezes menos do que o Brasil. 

TESTAGEM
O Brasil é um dos países que menos realiza testes para Covid-19, segundo comparação internacional feita pela BBC News Brasil a partir de dados oficiais mapeados pela Universidade de Oxford, no Reino Unido. 

Atualmente, a proporção de testes por cada 1 mil habitantes no país, considerando uma população de 210 milhões de pessoas, é de 0,63 (ou 63 por cada 100 mil habitantes). A taxa é inferior à de muitos países do mundo, inclusive latino-americanos, como Argentina (0,76), Paraguai (0,83), Equador (1,15), Cuba (2,65), Peru (4,44) e Chile (6,43). Também, é muito mais baixa do que a de nações desenvolvidas, como Alemanha (25,11) e Itália (23,64), e dos Estados Unidos (12,08), o novo epicentro da pandemia. 

De acordo com o Ministério da Saúde, foram realizados 132.467 testes específicos para Covid-19 até o dia 20 de abril. Os números não incluem testes realizados em hospitais e clínicas particulares, apenas na rede pública de saúde. 

Por não realizar uma atualização regular sobre os testes, o Brasil ainda não está listado no ranking de testagem (até o dia 20 de abril). Porém, se incluído fosse, o país estaria na 60ª posição, em uma amostragem de 75 países. 
Fonte: Diário de Pernambuco.