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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

GLOBO É DETONADA E ACUSADA DE 'PASSAR PANO' PARA O GOVERNO NO JORNAL NACIONAL.

 A emissora levou ao ar uma matéria sobre economia que acabou gerando uma onda de crítica ao JN.
Na noite desta segunda-feira (11), a TV Globo levou ao ar mais um edição do 'Jornal Nacional', que deu destaque para a notícia da saída da montadora Ford do Brasil, aumentando a crise econômica que o país vem enfrentando, uma vez que milhares de trabalhadores serão demitidos. 

Porém, na matéria apresentada pelo telejornal, os telespectadores tiveram a sensação que a posição editorial da emissora estaria defendendo o governo ao tirar a 'responsabilidade' dos problemas financeiros do Brasil da equipe do ministro Paulo Guedes. 

Momentos depois, os internautas acusaram a emissora de 'passar pano' para o governo Bolsonaro: "O JN deu espaço para economistas pró-governo fantasiarem a situação do país e pedirem mais reformas econômicas. Um absurdo!", "Os apoiadores de Bolsonaro reclamam da Globo, mas emissora primeiro defendeu Moro, Lava Jato e o plano de chegada ao poder de Bolsonaro e agora fica passando pano para esse desastre que temos no governo" e "O Jornal Nacional escalou um time de 'especialistas' para dizer que a retomada de crescimento passa por cortar gastos (mais?) e fazer reformas (as mesmas que já não geram empregos e nem atraíram investimentos). É como receitar cloroquina contra Covid, não tem eficácia!", foram alguns comentários.
Fonte: Notícias ao Minuto.

FECHAMENTO DA FORD NA BAHIA DEIXA 12 MIL TRABALHADORES DESEMPREGADOS.

Montadora encerra atividades no Brasil e trabalhadores fazem manifestação.
A Fort, empresa surpreendeu a todos do setor, quando através de comunicado nesta segunda-feira (11/1) enviado para suas concessionárias que irá encerrar a produção de carros no Brasil este ano. 

Após 20 anos, o Complexo Industrial Ford Nordeste, em Camaçari, encerrou ontem as suas atividades. A montadora norte-americana anunciou que vai deixar de produzir veículos no Brasil. Na planta industrial baiana, que fabricava o KA e  Ecosport, e em Taubaté (SP), onde eram feitos motores e transmissões, a interrupção das atividades já aconteceu. Até o final deste ano, a Ford pretende encerrar a operação da Troller, e Horizonte (CE).

A empresa prevê despesas decorrentes da decisão na ordem de US$ 4,1 bilhões. Aproximadamente US$ 1,6 bilhão será relacionado ao impacto contábil atribuído à baixa de créditos fiscais, depreciação e amortização de ativos fixos. Nesta conta, entram incentivos fiscais concedidos pelo governo da Bahia. Os valores remanescentes de aproximadamente US$ 2, 5 bilhões impactarão diretamente a caixa e estão, em sua maioria, relacionados a compensações, rescisões, acordos e outros pagamentos.

A estimativa do Sindicato os Metalúrgicos de Camaçari é a de que a decisão custe os empregos de 12 mil trabalhadores diretos - 5 mil da Ford e outros 7 mil de empresas que forneciam matérias-primas para a montadora, chamadas de sistemistas. O diretor do sindicato, Júlio Bonfim, acrescenta que a medida compromete outros 60 mil empregos indiretos. Hoje, às 5h30 está prevista uma manifestação em frente a fábrica.

"São 12 mil trabalhadores diretos e em torno de 60 mil trabalhadores indiretos que serão impactados. Estamos falando de 72 mil famílias. é um impacto muito grande na economia", acredita Júlio Bonfim. Segundo ele, permanecem apenas em torno de 600 pessoas, que irão atuar no centro de desenvolvimento que a empresa deve manter na Bahia.

Segundo o presidente da Forte na América do Sul,  Lyle Watters, as dificuldades vinham sendo enfrentadas desde 2013. "Desde a crise econômica em 2013, a Ford América do Sul acumulou perdas significativas e nossa matriz tem auxiliado nossas necessidades de caixa, e que não é mais sustentável", explicou.

Este cenário teria sido agravado pela situação cambial atual e pela pandemia do novo coronavírus. "A recente desvalorização das moedas na região aumentou os custos industriais além de níveis recuperáveis e a pandemia global ampliou os desafios, gerando uma capacidade ociosa ainda maior, com redução nas vendas de veículos na América do Sul, especialmente no Brasil", destacou. 

Segundo Lyle Watters, a Ford teria tentado manter as unidades de produção em funcionamento de todas as maneiras possíveis. "Essa decisão foi tomada somente após perseguirmos intensamente parcerias e a venda de ativos. Não houve opções viáveis", ressaltou.
Fonte: JC.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

ELEIÇÕES 2020: QUEM TRABALHOU DIRETAMENTE PODE TER BOLSA FAMÍLIA CANCELADO

O ministério da Cidadania iniciou uma ação de verificação das informações de pessoas cadastradas no programa Bolsa Família que, de alguma forma, participaram das campanhas eleitorais de 2020.
Reportagem: Janary Bastos Damacena
 
O Ministério da Cidadania iniciou uma ação de verificação das informações de pessoas cadastradas no programa Bolsa Família que, de alguma forma, participaram das campanhas eleitorais de 2020. Serão analisados os beneficiários que foram identificados como doadores de recursos financeiros, prestadores de serviços em campanhas eleitorais, candidatos a cargos eletivos com patrimônio incompatível com as regras do programa (conceitos de pobreza e extrema pobreza referidos no Art. 2° da Lei n° 10.836/2004 ou candidatos eleitos nas eleições de 2020. 

Desta maneira, foram encontradas incoerências que acarretaram o cancelamento de algumas contas do programa, como destaca a diretora do Departamento de Operações da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania, Marina Carvalho de Lorenzo. 

“Com base em um cruzamento de informações do Cadastro Único e dos registros do Tribunal Superior Eleitoral, foram identificados quatro tipos de situações: pessoas que fizeram doação de recursos para as campanhas; prestadores de serviço; candidatos que declararam patrimônio superior à renda permitida no Bolsa Família; e candidatos que se elegeram. Essas famílias tiveram seus benefícios bloqueados ou cancelados, e serão avisados por meio de mensagem no extrato de pagamento”, explicou a diretora. 

As pessoas que tiveram o bloqueio ou cancelamento no Bolsa Família, devem procurar um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou um Centro de Atendimento do Bolsa Família no seu município para realizar uma atualização do cadastro. As informações mais detalhadas sobre esse procedimento podem ser conferidas na Instrução Normativa n° 02/2021 no Diário Oficial da União ou pelo portal do Ministério da Cidadania. 

Essa avaliação do governo federal é importante, também, para evitar que novos políticos eleitos sejam beneficiados de forma errônea. Para o analista de risco político, Matheus Albuquerque, quando estamos falando sobre representantes eleitos que utilizam programas sociais, como o Bolsa Família ou acesso ao Auxílio Emergencial, é importante levantar a questão da figura pública e sua função na sociedade. 

“O papel do representante eleito não é somente o de executar o mandato, mas também exemplo do que é ser um bom cidadão. E, nesse sentido, quando um candidato eleito se utiliza de programas sociais de forma indevida, de certa forma ele impulsiona os seus eleitores a fazerem o mesmo. Isso cria uma lógica de desconfiança, o que é prejudicial para todo o sistema eleitoral, democrático e de avanços”, detalhou o analista. 

Camila Fidélis Gomes tem 25 anos e mora no município de Jundiaí, localizado no interior de São Paulo. A moça passa por dificuldades financeiras e, por isso, é beneficiária do Bolsa Família. Diante da suspeita de políticos fazendo uso indevido do programa, Camila defende uma fiscalização rigorosa. “Eu recebo o Bolsa Família e acho certo ter uma fiscalização, principalmente para não ter políticos recebendo os benefícios que são para pessoas que precisam realmente dessa ajuda”, ressaltou a jovem. 

Segundo o Ministério da Cidadania, essa ação está sendo realizada com o objetivo de aprimorar o Cadastro Único e, desta forma, garantindo que os benefícios do programa Bolsa Família cheguem às pessoas com maior necessidade de ajuda do governo.
Fonte: Brasil 61