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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA OPERAÇÃO PARA APURAR CRIMES NA ELEIÇÃO MUNICIPAL DE AGRESTINA.

 Estão sendo cumpridos mandados nas residências de políticos e empresários, tanto em Agrestina quanto em Caruaru.
A Polícia Federal (PF) em Pernambuco deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21/1), a segunda fase da 'Operação Voto Livre', cumprindo sete mandatos de busca e apreensão nos municípios de Agrestina e Caruaru, no Agreste de Pernambuco. 

A operação, cuja primeira fase ocorreu em 14 de novembro, tem a finalidade de combater a prática de crimes relacionados à eleição municipal de 2020 na cidade de Agrestina.

As ordens judiciais foram requeridas pelo Ministério Público Eleitoral do município de Agrestina e deferida pelo Juízo na 86ª Zona Eleitoral. Segundo a PF, estão sendo cumpridos mandatos nas residências de políticos e empresários, tanto em Agrestina quanto em Caruaru.

Foram apreendidos documentos e diversos aparelhos celulares dos principais alvos das medidas, os quais serão encaminhados ao Setor de Perícias da Polícia Federal para extração e análise de dados.

O trabalho contou com o emprego de 30 policiais, além do apoio de homens do 4° batalhão da Polícia Militar de Pernambuco.

A PRIMEIRA FASE
A primeira fase da operação, no ano passado, deu cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão em Agrestina com o objetivo de combater a suposta prática de crimes eleitorais cometidos por integrantes da coligação "Agrestina do Lado Certo" encabeçada pela prefeiturável Carmen Mirian (DEM), que saiu derrotada por Josué Mendes (PSB). 

Na época, em nota, a Coligação Agrestina do Lado Certo afirmou que Carmen não foi alvo da Operação. "Os alvos foram o candidato a vice, Paulo Sargento, o candidato a vereador Caio Damasceno, um empresário local e uma militante. Eles receberam a Polícia Federal em suas residências, após a PF ter recebido denúncia de que teria dinheiro para compra de votos nas residências apontadas. No entanto, nada foi encontrado nas casas visitadas, que comprovasse a prática ilícita de compra de votos, o que não poderia ser diferente", disse trecho da nota em novembro. 
Fonte: JC.

COVID-19: GOVERNO DE PERNAMBUCO SUSPENDE EVENTOS SOCIAIS E CORPORATIVOS POR 30 DIAS.

Aumento dos casos da covid-19 em Pernambuco levou o estado a tomar a medida.    
Durante coletiva de imprensa online, realizada nesta quarta-feira (20/1), o Governo de Pernambuco anunciou s suspensão de eventos sociais e corporativos. A determinação ocorre poucos dias após o estado ultrapassar a marca de 10 mil mortes causadas pela covid-19. Além disso, os casos de infectados têm se mantido em um patamar alto, o que preocupa as autoridades sanitárias.

A medida passa a valer a partir do dia 25 de janeiro e terá o prazo de 30 dias. O secretário de Turismo de Pernambuco, Rodrigo Novaes, falou sobre a determinação. "Os números (da covid-19) são crescentes e preocupantes. O governo do Estado entende pela suspensão dos eventos sociais e corporativos, a partir desta segunda-feira, dia 25 de janeiro, pelo prazo de 30 dias. Estão suspensos os eventos sociais e corporativos que podiam se realizados até então, com a capacidade de 150 pessoas", detalhou.

São considerados eventos sociais festas de aniversário, casamentos, batizados, formaturas e similares. No dia 6 de janeiro, o Governo do Estado havia anunciado a proibição de eventos com mais de 150 pessoas. Antes, eram permitidas até 300 pessoas.
Fonte: Rádio Jornal.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

PEDIDO COLETIVO DE IMPEACHMENT VAI INCLUIR COLAPSO POR FALTA DE OXIGÊNIO NO PARÁ.

O pedido coletivo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro formulado por Rede, PSB, PT, PCdoB e PDT vai incluir, além do episódio do colapso da saúde no Amazonas, a situação de mortes por falta de oxigênio no Pará. A peça também vai conter o dado de que o governo federal sabia da situação crítica de escassez de oxigênio nos hospitais desde o dia 8 de janeiro, seis dias antes de pessoas começarem a morrer asfixiadas em Manaus. 

De acordo com o gabinete do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a peça está sendo redigida e deverá ser entregue ainda essa semana. Parlamentares da Rede ainda tentam reunir assinaturas para a criação de uma CPI e de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Coronavírus para “apurar as ações e omissões do Governo Federal no enfrentamento da pandemia da covid-19 no Brasil”. 

A pressão por pedidos de impedimento do presidente – já são 61 pedidos protocolados na Câmara – se intensificou em virtude do agravamento do combate ao coronavírus e da insistência do mandatário em apostar no tratamento precoce contra a covid-19, com remédios sem eficácia comprovada, em detrimento da campanha de vacinação. 

Na semana passada, movimentos sociais, políticos e celebridades aderiram a panelaços anti-Bolsonaro realizados nas principais cidades do País. A iniciativa ganhou inclusive a adesão do apresentador Luciano Huck, um potencial presidenciável em 2022. Antes da formulação do pedido conjunto, partidos da oposição já haviam elaborado e entregue solicitações próprias do impedimento do presidente. 

“Esse pedido não pode ter barreira (ideológica). Isso é PT, PCdoB, Cidadania… Se amanhã o PSDB ou o próprio DEM quiserem (participar), acho que não pode ter barreira ideológica. A pauta tem que unir todo mundo”, afirmou ao Estadão Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, sigla que custou a se reaproximar do PT depois das eleições de 2018. 

A atuação de movimentos da sociedade civil – inclusive dos grupos que trabalharam pelo impeachment da petista Dilma Rousseff – também está ganhando corpo. Além de um novo panelaço para a próxima sexta-feira, há também a convocação de carreatas no sábado e no domingo. 

“Agora com o descaso e negligência na pandemia, que culminou com a morte de pessoas por falta de oxigênio em Manaus e escandalizou o Brasil, resolvemos nos mobilizar nas ruas pelo impeachment com as carreatas”, afirmou Lucas Paulino, membro do Comitê Estratégico do movimento Acredito. Criado em 2017, o grupo, que visa a formação de lideranças e a renovação política, ajudou a eleger quatro parlamentares em 2018. 

O Acredito está convocando carreatas no sábado, dia 23, em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Paulino disse que, embora o impeachment fosse defendido pelo grupo publicamente desde maio do ano passado, a situação da falta de oxigênio “gerou uma revolta em brasileiros e nos membros do movimento”, motivando a convocação de protestos. 

Uma coisa parecida ocorre com o MBL e o Vem Pra Rua, movimentos que organizaram protestos pelo fim do governo Dilma. “O MBL protocolou um pedido de impeachment em abril ou maio”, disse uma das líderes do grupo, Adelaide Oliveira, que já liderou o Vem Pra Rua e que foi vice na chapa do deputado estadual Arthur do Val (Patriota) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. 

Nesse início de ano houve um ponto de inflexão, está ficando bárbaro demais. Deixou de ser só um pensamento ou uma linha política com a qual eu não concordamos. É um grupo político que coloca interesses pessoais acima dos interesses do Estado”, afirmou. O MBL está convocando para panelaços na sexta-feira e para carreatas no domingo. 

Já o Vem Pra Rua mantém um site chamado “Adeus Bolsonaro”, com o posicionamento dos deputados sobre o impeachment e o placar de quantos se posicionaram a favor e contra a saída do presidente. O grupo está convocando uma carreata em São Paulo, no domingo. 

Desde domingo, 17, entrou no ar um site chamado “ForaBolsonaro.net” por meio do qual é possível mandar de uma vez só e-mails a todos os 513 deputados da Câmara pedido a votação de um processo de impeachment. 

De acordo com um dos responsáveis pela iniciativa, o desenvolvedor de sites Albert França, a plataforma – que chegou a cair do ar por excesso de procura – já disparou mais de 30 mil mensagens em menos de 48 horas. Ele disse que, embora ele seja filiado ao PT, o projeto não tem vínculo com nenhum partido ou instituição, sendo uma iniciativa de um conjunto de amigos que trabalha com construção de sites. O custo do domínio do site, segundo ele, foi bancada através de uma vaquinha. 

Outra iniciativa civil anti-Bolsonaro – mais jocosa – foi a criação de uma vaquinha virtual para comprar o Centrão, bloco que atualmente apoia o presidente, e, com isso, possibilitar a aprovação do impeachment.
Fonte: ISTO É