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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

ALERTA: MUNDO PODERÁ TER NOVA PANDEMIA MAIS LETAL QUE A COVID-19.

Microbiologista que ajudou a descobrir o vírus ebola, em 1976, alerta que o próximo vírus causador de uma pandemia pode ser tão contagioso quanto o da Covid-19 e muito mais letal. 
Uma próxima pandemia pode ser tão contagiosa e muito mais letal que a de Covid-19, que já tirou a vida de mais de 2 milhões de pessoas no planeta. 

O surgimento da nova enfermidade é chamado pelos cientistas de “doença X”. É um conceito da Organização Mundial da Saúde (OMS) para algo inesperado ou desconhecido que ainda pode aparecer. 

O alerta é do microbiologista congolês Jean-Jacques Muyembe Tamfum, um dos médicos que ajudaram a descobrir o vírus ebola, no Congo, em 1976, e que continua pesquisando sobre o tema. 

Estamos agora em um mundo onde novos patógenos surgirão. E é isso que constitui uma ameaça à humanidade”, afirmou o pesquisador. 

Tamfum acredita que um novo patógeno seguirá o mesmo padrão de transmissão de outros já encontrados, passando de um animal silvestre para os seres humanos. É o caso da própria Covid-19, além da febre amarela, várias formas de gripe, raiva, brucelose e doença de Lyme. 

Segundo o alerta do especialista sobre as enfermidades, a questão não é “se”, mas “quando” aparecerão. 

O aparecimento cada vez menos raro de doenças zoonóticas, segundo Tamfum, é resultado da destruição do habitat natural das mais diversas espécies pelo mundo, sobretudo, os de predadores de ratos, morcegos e insetos. 

Com a convivência com os humanos cada vez maior dessas espécies, o perigo de elas se tornarem um vetor de transmissão de doenças é cada vez maior. 

O pesquisador contou o caso de uma paciente no Congo que apresentava todos os sintomas de ebola, mas exames negativos para a doença, o que é considerado um mistério para a equipe médica. Ele teme que essa seja uma “doença X”. 

A identidade da mulher é mantida em sigilo para evitar possíveis estigmas em caso de confirmação de um novo patógeno.
Fonte: CNN Brasil.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

LULA FOI DIAGNOSTICADO COM COVID-19 E FEZ QUARENTENA EM CUBA.

 Lula viajou a Cuba para participar de um documentário sobre a América Latina dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi diagnosticado com Covid-19 no dia 26 de dezembro em Cuba e precisou ficar 14 dias de quarentena no país. O escritor Fernando Morais, que foi com ele à ilha, chegou a ficar internado, mas já está curado. Eles desembarcaram nesta quarta-feira (20/1) no Brasil. 

Lula viajou a Cuba para participar de um documentário sobre a América Latina dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone. O petista estava sem sintomas, mas a doença foi detectada pelos exames que ele fez seguindo os protocolos cubanos para viajantes estrangeiros que chegam ao país. 

Três dias antes de embarcar, Lula e a comitiva, de mais oito pessoas, fizeram exames de RT-PCR, em que a coleta é feita com cotonete pelo nariz. Um dia depois da chegada, todo o grupo repetiu o teste, que voltou a dar negativo. 

Cuba, no entanto, exige que o exame seja refeito depois de cinco dias, já que existe a possibilidade de o RT-PCR não detectar o vírus logo depois da infecção, devido ao período de incubação. 

Foi então que se descobriu que, dos nove viajantes, oito estavam contaminados: Lula, a noiva dele, Rosangela da Silva, a Janja, Fernando Morais, o fotógrafo Ricardo Stuckert e mais quatro assessores. 

Lula fez uma tomografia que acusou que ele tinha lesões pulmonares compatíveis com Covid-19. Sem sintomas, ele foi encaminhado para uma casa com os outros que testaram positivo. Apenas Fernando Morais foi para o hospital.

Os que apresentaram algum tipo de problema pulmonar, como Lula, tomaram corticóide e anticoagulantes. As pessoas que acompanhavam Lula e que não tiveram lesão pulmonar ativa usaram Interferon cubano, na versão injetável ou nasal. O medicamento também está em protocolo de estudo.

Fonte: Folha de Pernambuco.

AVIÃO COM 2 MILHÕES DE DOSES DE VACINA CONTRA COVID-19 PARA O BRASIL PARTIU DA ÍNDIA.

 Vacinas devem chegar ao Brasil na tarde desta sexta-feira (22/1)
O avião que trará ao Brasil 2 milhões de doses da vacina Astrazeneca/Oxford Decolou da Índia na noite desta quinta-feira (21/1). O voo foi iniciado às 20 horas (horário de Brasília). A previsão é de que a carga chegue ao Rio de Janeiro no fim da tarde desta sexta-feira (22/1)

As 2 milhões de doses serão enviadas por meio de um voo comercial da companhia aérea Emirates. A previsão é que a carga chegue no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo às 17h40 e, após os trâmites alfandegários, a carga será embarcada em outro avião que segue para o Aeroporto Internacional do Galeão, de onde será levado para  a Fiocruz. Antes, o Ministério da Saúde planejava buscas as doses em um avião adesivado que sairia do Recife. 

Em obediência às normas regulatórias, as vacinas passarão, no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), no Rio de Janeiro, por checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português. Esse processo acontecerá ao longo da madrugada e na manhã de sábado (23/1) e será realizado por equipes treinadas em boas práticas de produção. A previsão é de que as vacinas estejam prontas para distribuição no período da tarde. Toda a logística de distribuição ficará sob a responsabilidade do Ministério da Saúde. 

Ao longo de todo o trajeto até Bio-Manguinhos/Fiocruz, as vacinas estarão armazenadas em seis caixas do tipo pallets, que serão acondicionadas em envirotainers, pequenos containers utilizados para transportes de carga que necessita de controle de temperatura. Nesses enviotainers, as vacinas serão mantidas na temperatura entre 2 a 8°C. 

A vacina AstraZeneca/Oxford, desenvolvida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), subordinado ao Ministério da Saúde, obteve autorização para o seu uso emergencial no último domingo, em conjunto com o CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório Chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, do governo de São Paulo.

O governo brasileiro havia apostado pesado na vacina AstraZeneca para iniciar sua campanha de imunização, mas teve que se resignar a lançar a campanha com 6 milhões de doses do CoranaVac, defendida pelo governador paulista João Doria, potencial rival do Bolsonaro nas eleições de 2022.

A segunda onda da pandemia está causando sérios estragos no Brasil. Em Manaus, capital do estado do Amazonas, o colapso do sistema de saúde levou à escassez de oxigênio nos hospitais e a um forte aumento no número de mortos. Segundo especialistas, a agressividade da doença é pior do que a da primeira onda e pode estar associada a uma variante do vírus identificada nesta região.
Fonte: JC.