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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

SEMANA DE CARNAVAL SERÁ UMA SEMANA NORMAL DE TRABALHO EM PERNAMBUCO.

O governador Paulo Câmara determinou que fosse cancelado o ponto facultativo nas repartições públicas estaduais na segunda e terça de carnaval.

Em vez de ser uma semana de festa e folia, vai ser uma semana de trabalho. 

O governador Paulo Câmara já havia anunciado em 17 de dezembro a suspensão da festa, como forma de conter a propagação da doença, o que já era esperado.

Apesar da suspensão da folia de Momo parecer óbvia, muitos ainda estavam em dúvida se além da festa, o feriado também seria suspenso. Não mais.

De acordo com fontes do governo, a intenção do governador Paulo Câmara é evitar aglomerações e também superlotação nas praias no período.

A medida dever ser tornada pública nesta tarde, quando os secretários André Longo (Saúde) e Rodrigo Novaes (Turismo e Lazer) e a secretaria executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça, falam com a imprensa local, no Campo das Princesas, por videoconferência.

No meio turístico, a medida não deve ser vista como crítica porque o que interessa é o turista que vem de fora, embora outros estados já tenham adotado medida semelhante. A avaliação entre os empresários é que os recifenses vão para destinos como Pipa, no Rio Grande do Norte.

A principal preocupação no Estado é com os riscos de recrudescimento da segunda onda do coronavírus no Estado.
Fonte: NE10/Blog do Jamildo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

TCU APONTA ILEGALIDADE EM USO DE DINHEIRO DO SUS PARA DISTRIBUIR CLOROQUINA E COBRA PAZUELLO.

Auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) apontou ilegalidade no uso de recursos do SUS para fornecimento de cloroquina e hidroxicloroquina a pacientes com Covid-19, prática adotada pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido). A política foi implementada pelo ministro da Saúde, o general da ativa Eduardo Pazuello. 

Diante da conclusão da área técnica do TCU, o ministro Benjamin Zymler, relator do processo, determinou que o Ministério da Saúde explique em cinco dias úteis sua posição em relação ao uso de cloroquina por pacientes com Covid-19. O despacho foi expedido na última sexta-feira (22/1). 

A explicação deve ocorrer porque Pazuello adotou, nos últimos dias, posição "contraditória" sobre o que o ministério vem fazendo em relação à cloroquina, conforme o despacho do ministro do TCU. A pasta também deve explicar quem pôs no ar o aplicativo TratCOV, que orientava o uso indiscriminado do medicamento. 

Não há comprovação científica sobre a eficácia da cloroquina no tratamento precoce de pacientes com Covid-19. Mesmo assim, Bolsonaro e Pazuello apostaram nela como saída para a pandemia. 

Só em um caso mais recente, de crise na rede de saúde em Manaus e esgotamento de oxigênio nos hospitais, o Ministério distribuiu 120 mil comprimidos de hidroxicloroquina na cidade. O que as unidades de saúde precisavam, como dito em diversas alertas ao ministro, era de oxigênio. Pacientes morreram asfixiados. 

Pazuello é formalmente investigado num inquérito pedido pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e aberto por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele é suspeito de prática de crimes pelo que ocorreu em Manaus, e precisará prestar depoimento à PF (Polícia Federal). 

No TCU, a área técnica compreendeu que a distribuição de cloroquina pelo SUS é ilegal. Seu parecer foi transcrito no despacho de Zymler. 

"Como não houve manifestação da Anvisa acerca da possibilidade de se usar os medicamentos à base de cloroquina para tratamento da Covid-19 e tampouco dos órgãos internacionais antes mencionados (as 'Anvisas' de outros países), verifica-se não haver amparo legal para a utilização de recursos do SUS para o fornecimento desses medicamentos com essa finalidade", cita o documento. 

Os auditores afirmam que o uso da cloroquina só poderia ocorrer "off label", ou seja, fora do que prevê a bula do medicamento. E, para que um medicamento "off label" seja fornecido pelo SUS, é preciso haver autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

Na pandemia, a Anvisa permitiu importações excepcionais de medicamentos, desde que aprovados por "Anvisas" de outros países. "Essas autoridades sanitárias também não aprovaram o uso de medicamentos à base de cloroquina para tratamento da Covid-19", diz o TCU. 

O tribunal diz ainda que a própria orientação do Ministério para tratamento precoce cita a falta de evidências científicas sobre o êxito de medicamentos do tipo. "A nota informativa (do ministério) não possui os requisitos para se constituir em um protocolo clínico ou diretriz terapêutica", afirma. 

A área técnica do TCU recomendou que a nota do Ministério, elaborada na gestão de Pazuello, seja submetida à Anvisa, "a fim de que ela se manifeste sobre a autorização ou não do uso off label da cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19". 

Ao decidir pedir uma "posição oficial" do Ministério sobre o assunto, Zymler apontou as contradições recentes de Pazuello, que disse não indicar medicação para o combate à Covid-19, e sim que as pessoas procurem por "atendimento precoce". 

"As manifestações do titular da pasta são contraditadas pelos documentos emitidos pelo ministério, os quais indicam os medicamentos a serem utilizados, com as respectivas posologias, para o tratamento da Covid-19", afirmou

Outro "ponto de realce", conforme o ministro, foi o lançamento do TratCOV pelo Ministério, aplicativo que estimulava a prescrição indiscriminada de cloroquina. "Possivelmente, em razão das críticas sofridas, o aplicativo não se encontra mais acessível na internet", disse Zymler. 

A Anvisa confirmou que não deu autorização para uso "off label" da cloroquina. O órgão disse, por meio da assessoria de imprensa, que se manifestou no sentido de que essa era uma atribuição do médico, em discussão com o paciente. E que nenhum laboratório pediu a inclusão dessa indicação. 

Na reunião que deu as primeiras autorizações para uso emergencial das vacinas contra o novo coronavírus, diretores da Anvisa deixaram claro não haver opção de tratamento precoce para a Covid-19.
Fonte: Folha de Pernambuco.

LÍDERES RELIGIOSOS DO BRASIL PEDEM IMPEACHMENT DE JAIR BOLSONARO.

 Os Religiosos defendem que o chefe de Estado agiu com desprezo pela vida dos cidadãos brasileiros, retirando-lhes o direito à saúde.
Líderes religiosos entraram hoje com um pedido de impeachment contra o Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por negligência no combate à covid-19, num documento assinado por 380 pessoas, entre as quais bispos e pastores. 

O pedido foi entregue nesta terça-feira (26/1) à Câmara dos Deputados, que deverá analisar esta e as outras 61 solicitações já apresentadas. 

Entre os signatários do documento estão bispos, padres católicos, anglicanos, luteranos, metodistas e também pastores. O pedido tem apoio do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, da Comissão Brasileira Justiça e Paz da Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) e da Aliança de Batistas do Brasil. 

O bispo primaz da Igreja Anglicana do Brasil, Naudal Alves Gomes, a presidente da Aliança de Batistas do Brasil, Nívia Souza Dias, e os teólogos Lusmarina Campos Garcia, Leonardo Boff e Frei Betto fazem parte da lista de cidadãos que pedem a saída de Bolsonaro da Presidência. 

Os religiosos defendem que o chefe de Estado agiu com desprezo pela vida dos cidadãos brasileiros, retirando-lhes o direito à saúde. Os signatário alegam que Bolsonaro infringiu assim diversos artigos da Constituição Federal. 

"Uma parcela da igreja deu um apoio acrítico e incondicional ao Bolsonaro independentemente do discurso que ele defendia. Queremos mostrar que a fé cristã precisa ser resgatada e que a igreja não é um bloco monolítico", disse à imprensa o teólogo Tiago Santos, um dos autores do pedido de destituição. 

"A motivação principal deste pedido está relacionada à ausência total de iniciativas da parte do Governo para diminuir e conter os impactos da pandemia de Covid-19. O caos em Manaus é o sufoco do país inteiro, que neste momento tem população abandonada porque temos um Governo que nega o direito à vida", defendeu por sua vez a pastora e representante do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, Romi Márcia Bencke. 

Enquanto candidato presidencial, em 2018, Jair Bolsonaro teve como uma das suas principais bases de apoio entidades cristãs, principalmente evangélicas. 

Contudo, desde que assumiu o mandato, o chefe de Estado e líderes religiosos foram divergindo em alguns pontos-chave da sua gestão, como a discussão sobre a posse e porte de armas de fogo no país. 

"Temos a consciência de que nem todas as pessoas das nossas igrejas são favoráveis a este ato que estamos fazendo [pedido de impeachment], mas é importante destacar essa pluralidade e as contradições que existem no âmbito do Cristianismo. Nem todo Cristião é bolsonarista", acrescentou a pastora Romi Márcia Bencke. 

Bolsonaro tem sido alvo de vários pedidos de impeachment desde o início do seu mandato, em 2019. Até ao momento, foram apresentados mais de 60 pedidos contra o Presidente, segundo a Câmara dos Deputados, instituição que deverá analisar essas solicitações.
Fonte: Notícias ao Minuto.