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sexta-feira, 26 de março de 2021

BUTANTAN ANUNCIA VACINA PRÓPRIA CONTRA COVID, COM PRODUÇÃO 100% NACIONAL.

Instituto vai pedir hoje à Anvisa autorização para realizar testes em humanos. Tecnologia será a mesma da vacina da gripe. 
O Instituto anunciou a criação da BUTANVAC, nova candidata a vacina contra a Covid-19, e disse que pedirá autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda nesta sexta-feira para iniciar os estudos clínicos em voluntários.

• Os testes podem começar em abril se a Anvisa autorizar;
• A fabricação começa em maio, e 40 milhões de doses estarão disponíveis a partir de julho, mas dependem de aval da Anvisa para serem usadas.
• A tecnologia é a mesma da vacina da gripe;
• A vacina já leva em contra a variante brasileira, a P1
• A promessa é a de que a vacina produza uma resposta imune maior que as vacinas atuais. 

"Protocolaremos esse material ainda hoje e vamos dialogar intensamente com a Anvisa para que ela perceba a importância da autorização no início desses estudos clínicos o mais rapidamente possível, para que possamos em um mês e meio, dois meses e meio, terminar essa fase de avaliação clínica e iniciar a produção", afirmou o diretor do Instituto, Dimas Covas. 

A expectativa do Instituto é a de, uma vez obtida a autorização, os testes possam ser realizados já em abril.

O governador de São Paulo, João Doria, disse que autorizou o início da produção em maio. Entretanto, as doses só poderão ser usadas após liberação da Anvisa.
Fonte: G1

quinta-feira, 25 de março de 2021

3 PESSOAS MORRERAM E OUTRAS VÃO PARA FILA DE TRANSPLANTE, APÓS FAZEREM USO DO KIT COVID.

Medicamentos sem eficácia contra o vírus, como ivermectina e hidroxicloroquina, trazem riscos de efeitos colaterais, vendas dessas drogas subiu até 557%.
O uso do chamado kit covid, que reúne medicamentos sem eficácia contra a doença, mas que continua sendo prescrito por alguns médicos e propagandeado pelo presidente Jair Bolsonaro, levou cinco pacientes à fila do transplante de fígado em São Paulo e está sendo apontado como causa de ao menos três mortes por hepatite causada por remédios, segundo alguns médicos. 

Quatro dos cinco contaminados foram atendidos no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP), mas dois deles morreram antes da cirurgia. O quinto paciente foi tratado no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HC-Unicamp). As biópsias de fígado das cinco vítimas comprovam que as complicações no órgão foram causadas por medicamentos e não pelo novo coronavírus. 

Luiz Carneiro D’Albuquerque, chefe de transplantes de órgãos abdominais do HC-USP e professor da universidade, diz que os exames no fígado mostram lesões compatíveis com hepatite medicamentosa. “Vemos que esses remédios destruíram os dutos biliares, que é por onde a bile passa para ser eliminada no intestino.” 

De acordo com Carmen Valente Barbas, pneumologista do HC-USP e do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, muitos de seus pacientes atuais afirmam que tomaram medicamentos do kit Covid. A maior ressalva dos médicos quanto a essas drogas são os efeitos colaterais, principalmente entre aqueles que desenvolvem sintomas graves da Covid-19 e já estão com os órgãos comprometidos. 

Além da hepatite medicamentosa, os profissionais de saúde começaram a observar outros danos no organismo de pacientes que usaram o kit Covid, como hemorragias, insuficiência renal e arritmias. “Esses remédios não ajudam, não impedem a intubação e trazem efeitos colaterais, como hepatite, falha renal, infecções bacterianas, diarreia, gastrite… E a interação entre eles pode ser perigosa”, destaca Carmen. 

Ederlon Rezende, coordenador da unidade de tratamento intensivo (UTI) do Hospital do Servidor Público do Estado, em São Paulo, enfrenta dificuldades com pacientes que precisaram ser sedados e acordaram com confusão mental maior que o normal. A condição é acentuada pelo uso excessivo de ivermectina antes da internação. 

Segundo Rezende, ao acordar da intubação, o paciente pode apresentar delírio. Isso é muito frequente em doentes com Covid-19, porque o vírus atravessa a barreira hematocefálica e causa inflamação no cérebro ao afetar sua região frontal. “A ivermectina é uma droga que penetra no cérebro quando ele está inflamado. Ela deprime ainda mais o órgão e piora a qualidade do despertar de um paciente intubado”, explica. 

A hidroxicloroquina, outro remédio do kit Covid, também pode ser uma inimiga da recuperação, uma vez que pode causar arritmia cardíaca. Em pacientes com sintomas graves de Covid-19, a doença afeta o coração, causa inflamação do músculo cardíaco e trombose em vasos e tecidos — o que fica ainda pior com o uso do medicamento. 

Uma pesquisa recente da Fiocruz Amazônia com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em Manaus verificou que as taxas de infecção por Covid-19 foram maiores em pacientes que afirmam ter tomado medicamentos preventivos. Segundo os pesquisadores, isso ocorreu porque quem estava tomando os remédios do kit acreditava que não precisava se prevenir. 

Esse é, inclusive, um dos principais problemas encontrados pelas UTIs: os doentes que chegam lá, acreditam estar protegidos pelos medicamentos e procuram ajuda tarde demais. “Alguns prefeitos distribuíram kit Covid. Os mais crédulos achavam que tomando aquilo não pegariam Covid-19 e demoraram para procurar assistência quando ficaram doentes”, diz Carlos Carvalho, diretor da Divisão de Pneumologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor-HC), em São Paulo. 

Além disso, ele avalia que a falta de organização central e as informações desconexas sobre medicação sem eficácia contribuíram para a letalidade maior na nossa população. “Não vou dizer que representa 1% ou 99% [das mortes], mas contribuiu.” 

Para muitos especialistas, a defesa e a utilização do kit Covid desvia os recursos financeiros que poderiam ser usados na compra de vacinas, no financiamento de pesquisas e na adoção de tratamentos eficazes. Um levantamento da BBC News Brasil aponta que os gastos do governo com cloroquina, hidroxicloroquina, Tamiflu, ivermectina, azitromicina e nitazoxanida chegaram a cerca de R$ 90 milhões até janeiro.
Fonte: Olhar Digital.

RETOMADA DA OPERAÇÃO CARRO-PIPA FEDERAL.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) efetivou nesta quarta-feira (24/3) a descentralização de R$ 62,46 milhões para o Ministério da Defesa (MD), com o objetivo de retomar a execução da Operação Carro-Pipa (OCP) federal em toda a região rural do Semiárid
o. 

Nos meses de janeiro e fevereiro, a Pasta, por meio da Defesa Civil nacional, conseguiu realizar o repasse emergencial de R$ 89,7 milhões, que foram descentralizados ao Exército Brasileiro (EB) - responsável direto pela execução do serviço. Porém, o retardo na aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual 2021 (PLOA) pelo Congresso Nacional desencadeou a paralisação temporária do serviço. 

Com a aprovação do PLN 1/21 no Congresso Nacional, no dia 17, e com a publicação da Lei 14.127, de 22 de março, foi ampliada a execução orçamentária provisória para este ano, abrindo crédito extraordinário para a retomara da OCP Federal em sua integralidade. 

Fruto da mútua cooperação técnica e financeira entre o MDR e o MD, a OCP federal abrange os estados do Nordeste e parte de Minas Gerais e Espírito Santo. No ano de 2020, a média mensal de atendimento foi de cerca de 2 milhões de pessoas em 600 municípios. Uma média de 4,2 mil carros-pipa foram contratados por mês. No total, foram investidos R$ 603 milhões para o serviço.