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sexta-feira, 26 de março de 2021

VEJA COMO FICAM ATIVIDADES E SERVIÇOS EM PERNAMBUCO NO NOVO PLANO DE CONVIVÊNCIA COM A COVID-19, A PARTIR DE 1° DE ABRIL.

Pernambuco entra em 1° de abril no novo Plano de Convivência com a Covid-19. O anúncio foi feito pelo governador do Estado, Paulo Câmara, em pronunciamento nessa quinta-feira (25/3).

A instauração do "novo normal" começa imediatamente ao fim da quarentena mais rígida, que foi prorrogada até 31 de março.

O novo Plano de Convivência prevê as regras até o dia 25 de abril, um domingo. até lá, atividades econômicas poderão reabrir das 10 horas às 20 horas nos dias de semana e da 9 horas às 17 horas aos sábados e domingos e feriados.

Praias poderão voltar a ter atividades físicas individuais e as aulas presenciais serão liberadas em 5 de abril, após o feriadão da Páscoa.

Igrejas e atividades religiosas poderão ocorrer entre 5 hs e 20hs (oito da noite), durante e semana e nos finais de semana e feriados. Os mesmos horários valem para academias e serviços de alimentação (bares, restaurantes e lanchonetes).

O plano de Convivência considera os feriados da Sexta-Feira da Paixão, em 2 de abril, e de Tiradentes, em 21 de abril. Nesses dias, valem as regras de fim de semana.

VEJA OS DETALHES DO NOVO PLANO DE CONVIVÊNCIA COM A COVID-19 EM PERNAMBUCO.

Academias e similares
- Suspensos até 31 de março.
- 1° a 25 de abril: abrem de 5 às 20 horas durante a semana e de 5 horas às 17 horas aos finais de semana e feriados com 30% da capacidade.

Serviços de alimentação.
- Suspensos até 31 de março;
- 1° a 25 de abril: abrem de 5h às 20h durante a semana e de 9h às 17h aos finais de semana e feriados com 50% da capacidade.
- Delivery, drive trhu e ponto de coleta podem seguir funcionamento após as 20h durante a semana e depois das 17h aos finais de semana.

Ciclofaixas destinadas a atividades de lazer ou recreativas
- Suspensas até 31 de março
- Liberadas a partir de 1° de abril

Clubes sociais, esportivos e agremiações
- Suspensos até 25 de abril

Comércio varejista - Centro e bairros
- Suspensos até 31 de março, segue apenas com delivery
- 1° a 25 de abril: abrem de 10h às 20h durante a semana e de 9h às 17 h aos finais de semana e feriados
- 1 cliente a cada 10m² para circulação e 1 cliente a cada 5m² para lojas.

Competições e práticas esportivas coletivas, profissionais ou voltadas ao lazer.
- Suspensas até 25 de abril.

Escolas e universidades públicas e privadas.
- Suspensas até 31 de março
- 1° a 25 de abril: abrem de 6h às 22h durante a semana e de 9h às 17h aos finais de semana e feriados com 50% da capacidade
- Liberação vale para Superior, Médio, Fundamental I e II Infantil.

Escritórios comerciais e prestação de serviços
- Suspensos até 31 de março
- 1° a 25 de abril: abrem de 10h às 20h durante a semana e de 9h às 17h aos finais de semana e feriado com 50% da capacidade
- Estação de trabalho devem ter 1,5 metros de distanciamento entre si.

Eventos corporativos, sociais e culturais
Suspensos até 25 de abril

Igrejas e atividades religiosas
- Suspensas até 31 de março
- 1° a 25 de abril: abrem de 5h às 20h durante a semana e de 9h às 17h aos finais de semana e feriados com 30% de capacidade e limite máximo de 100 pessoas.

Museus, cinemas e teatros
- Suspensos até 25 de abril

Praias marítimas e fluviais, inclusive calçadões, parque e praças.
- Fechadas até 31 de março e reabrem em 1° de abril    
- Proibido uso de guarda-sol e cadeiras e proibidas a comercialização de bebida e comidas.

Shoppings centers e galerias comerciais
- Suspensos até 31 de março
- 1° a 25 de abril: abrem de 10h às 20h durante a semana e de 9h às 17h aos finais de semana e feriados.
- 1 cliente a cada 10m² para circulação e 1 cliente a cada 5m² para lojas.

BUTANTAN ANUNCIA VACINA PRÓPRIA CONTRA COVID, COM PRODUÇÃO 100% NACIONAL.

Instituto vai pedir hoje à Anvisa autorização para realizar testes em humanos. Tecnologia será a mesma da vacina da gripe. 
O Instituto anunciou a criação da BUTANVAC, nova candidata a vacina contra a Covid-19, e disse que pedirá autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda nesta sexta-feira para iniciar os estudos clínicos em voluntários.

• Os testes podem começar em abril se a Anvisa autorizar;
• A fabricação começa em maio, e 40 milhões de doses estarão disponíveis a partir de julho, mas dependem de aval da Anvisa para serem usadas.
• A tecnologia é a mesma da vacina da gripe;
• A vacina já leva em contra a variante brasileira, a P1
• A promessa é a de que a vacina produza uma resposta imune maior que as vacinas atuais. 

"Protocolaremos esse material ainda hoje e vamos dialogar intensamente com a Anvisa para que ela perceba a importância da autorização no início desses estudos clínicos o mais rapidamente possível, para que possamos em um mês e meio, dois meses e meio, terminar essa fase de avaliação clínica e iniciar a produção", afirmou o diretor do Instituto, Dimas Covas. 

A expectativa do Instituto é a de, uma vez obtida a autorização, os testes possam ser realizados já em abril.

O governador de São Paulo, João Doria, disse que autorizou o início da produção em maio. Entretanto, as doses só poderão ser usadas após liberação da Anvisa.
Fonte: G1

quinta-feira, 25 de março de 2021

3 PESSOAS MORRERAM E OUTRAS VÃO PARA FILA DE TRANSPLANTE, APÓS FAZEREM USO DO KIT COVID.

Medicamentos sem eficácia contra o vírus, como ivermectina e hidroxicloroquina, trazem riscos de efeitos colaterais, vendas dessas drogas subiu até 557%.
O uso do chamado kit covid, que reúne medicamentos sem eficácia contra a doença, mas que continua sendo prescrito por alguns médicos e propagandeado pelo presidente Jair Bolsonaro, levou cinco pacientes à fila do transplante de fígado em São Paulo e está sendo apontado como causa de ao menos três mortes por hepatite causada por remédios, segundo alguns médicos. 

Quatro dos cinco contaminados foram atendidos no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP), mas dois deles morreram antes da cirurgia. O quinto paciente foi tratado no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HC-Unicamp). As biópsias de fígado das cinco vítimas comprovam que as complicações no órgão foram causadas por medicamentos e não pelo novo coronavírus. 

Luiz Carneiro D’Albuquerque, chefe de transplantes de órgãos abdominais do HC-USP e professor da universidade, diz que os exames no fígado mostram lesões compatíveis com hepatite medicamentosa. “Vemos que esses remédios destruíram os dutos biliares, que é por onde a bile passa para ser eliminada no intestino.” 

De acordo com Carmen Valente Barbas, pneumologista do HC-USP e do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, muitos de seus pacientes atuais afirmam que tomaram medicamentos do kit Covid. A maior ressalva dos médicos quanto a essas drogas são os efeitos colaterais, principalmente entre aqueles que desenvolvem sintomas graves da Covid-19 e já estão com os órgãos comprometidos. 

Além da hepatite medicamentosa, os profissionais de saúde começaram a observar outros danos no organismo de pacientes que usaram o kit Covid, como hemorragias, insuficiência renal e arritmias. “Esses remédios não ajudam, não impedem a intubação e trazem efeitos colaterais, como hepatite, falha renal, infecções bacterianas, diarreia, gastrite… E a interação entre eles pode ser perigosa”, destaca Carmen. 

Ederlon Rezende, coordenador da unidade de tratamento intensivo (UTI) do Hospital do Servidor Público do Estado, em São Paulo, enfrenta dificuldades com pacientes que precisaram ser sedados e acordaram com confusão mental maior que o normal. A condição é acentuada pelo uso excessivo de ivermectina antes da internação. 

Segundo Rezende, ao acordar da intubação, o paciente pode apresentar delírio. Isso é muito frequente em doentes com Covid-19, porque o vírus atravessa a barreira hematocefálica e causa inflamação no cérebro ao afetar sua região frontal. “A ivermectina é uma droga que penetra no cérebro quando ele está inflamado. Ela deprime ainda mais o órgão e piora a qualidade do despertar de um paciente intubado”, explica. 

A hidroxicloroquina, outro remédio do kit Covid, também pode ser uma inimiga da recuperação, uma vez que pode causar arritmia cardíaca. Em pacientes com sintomas graves de Covid-19, a doença afeta o coração, causa inflamação do músculo cardíaco e trombose em vasos e tecidos — o que fica ainda pior com o uso do medicamento. 

Uma pesquisa recente da Fiocruz Amazônia com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em Manaus verificou que as taxas de infecção por Covid-19 foram maiores em pacientes que afirmam ter tomado medicamentos preventivos. Segundo os pesquisadores, isso ocorreu porque quem estava tomando os remédios do kit acreditava que não precisava se prevenir. 

Esse é, inclusive, um dos principais problemas encontrados pelas UTIs: os doentes que chegam lá, acreditam estar protegidos pelos medicamentos e procuram ajuda tarde demais. “Alguns prefeitos distribuíram kit Covid. Os mais crédulos achavam que tomando aquilo não pegariam Covid-19 e demoraram para procurar assistência quando ficaram doentes”, diz Carlos Carvalho, diretor da Divisão de Pneumologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor-HC), em São Paulo. 

Além disso, ele avalia que a falta de organização central e as informações desconexas sobre medicação sem eficácia contribuíram para a letalidade maior na nossa população. “Não vou dizer que representa 1% ou 99% [das mortes], mas contribuiu.” 

Para muitos especialistas, a defesa e a utilização do kit Covid desvia os recursos financeiros que poderiam ser usados na compra de vacinas, no financiamento de pesquisas e na adoção de tratamentos eficazes. Um levantamento da BBC News Brasil aponta que os gastos do governo com cloroquina, hidroxicloroquina, Tamiflu, ivermectina, azitromicina e nitazoxanida chegaram a cerca de R$ 90 milhões até janeiro.
Fonte: Olhar Digital.