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terça-feira, 8 de junho de 2021

PERFIL DERRUBADO PELO FACEBOOK FOI ACESSADO DA CASA DE BOLSONARO E NO PLANALTO.

Uma das hipóteses de investigação tocadas pela Polícia Federal no inquérito mirou no uso de redes sociais e a identificação de contas declaradas inautênticas pelo Facebook.
A Polícia Federal (PF) identificou que, entre a rede de contas falsas derrubadas pelo Facebook em junho do ano passado, está um perfil operado de endereços ligados ao presidente Jair Bolsonaro: no Palácio do Planalto, sede oficial do governo, e na casa da família na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. 

A conclusão consta em relatórios produzidos durante as investigações do chamado inquérito dos atos antidemocráticos - aberto em abril do ano passado para investigar a organização de manifestações defendendo a volta da ditadura militar, intervenção das Forças Armadas e atacando instituições democráticas que marcaram as comemorações pelo Dia do Exército em diferentes cidades do País. 

Uma das hipóteses de investigação tocadas pela Polícia Federal no inquérito mirou no uso de redes sociais e a identificação de contas declaradas inautênticas pelo Facebook. Os investigadores usaram como base um relatório produzido pela Atlantic Council, que faz análises independentes sobre a remoções de perfis da rede social por "comportamento inautêntico coordenado". 

O trabalho foi feito em etapas. Primeiro, a PF analisou o relatório e identificou 80 contas consideradas inautênticas responsáveis pela difusão de informações antidemocráticas. Na sequência, operadoras de internet foram intimadas a compartilhar os números de IP (espécie de "RG" atribuído a cada computador ou celular conectado à internet) dos terminais usados para operar esses perfis e os dados usados nos cadastros desses IPs, incluindo localização de acesso. 

A conclusão foi a de que ao menos 1.045 acessos partiram de órgãos públicos, incluindo a Presidência da República, a Câmara dos Deputados, o Senado e o Comando da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea do Exército. É justamente nesta lista que constam acessos a partir da rede de Wi-Fi do Palácio do Planalto e da casa dos Bolsonaro no Rio de Janeiro. 

A Polícia Federal identificou que, nos endereços ligados a Bolsonaro, foram acessadas a conta de Instagram Bolsonaro News e o perfil pessoal no Facebook de Tércio Arnaud Thomaz, assessor do presidente apontado como integrante do chamado "gabinete do ódio", revelado pelo Estadão. Na casa de Bolsonaro, os acessos foram feitos em novembro de 2018. Já na rede da Presidência, foram mais de 100 acessos só ao perfil Bolsonaro News entre novembro de 2018 e maio de 2019. 

No relatório da Atlantic Council, a Bolsonaro News é descrita como uma página que usa memes para atacar ex-aliados de Bolsonaro. "Tática do suposto Gabinete do Ódio", afirma a consultoria. "Esse comportamento persistiu durante a campanha de 2018 e continuou depois que Bolsonaro assumiu o cargo. Muitas dessas postagens foram publicadas durante o horário de trabalho, o que pode ser uma indicação de que Tércio Arnaud Thomaz estava postando neste site - que não está oficialmente conectado à Presidência - durante o horário oficial do gabinete", diz outro trecho do relatório. 

Segundo a PF, o Facebook apontou que a derrubada desta e de outras contas usou com base a seguinte tipologia estabelecida pela empresa: "operações executadas por um governo para atingir seus próprios cidadãos. Isso pode ser particularmente preocupante quando combinam técnicas enganosas com o poder de um Estado".
Fonte: Notícias ao Minuto.

TCU SE DIZ ESCANDALIZADO COM MANIPULAÇÕES DE DADOS DA COVID REPASSADA POR BOLSONARO.

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, o documento questionaria 50% dos registros de morte por Covid-19 no país - o que é mentira.
Ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) ficaram escandalizados com a manipulação de dados do relatório sobre a Covid-19 que tramita no órgão. De acordo com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o documento questionaria 50% dos registros de morte por Covid-19 no país -o que é mentira. 

Bolsonaro fez a afirmação em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada na manhã desta segunda-feira (7/6). E disse mais: afirmou que teve acesso ao relatório e que já tinha passado a informação para três jornalistas de sua confiança. 

As falas foram registradas e divulgadas em vídeo. 

"Em primeira mão aí para vocês. Não é meu. É do tal de Tribunal de Contas da União. Questionando o número de óbitos no ano passado por Covid. E ali o relatório final não é conclusivo, mas em torno de 50% dos óbitos por Covid ano passado não foram por Covid, segundo o Tribunal de Contas da União", diz Bolsonaro na conversa com apoiadores, registrada em vídeo. 

"Esse relatório saiu há alguns dias. Lógico que a imprensa não vai divulgar. Eu tenho três jornalistas que eu converso, não vou falar o nome deles, que são pessoas sérias, né. E já passei para eles. E devo divulgar hoje a tarde. E como é do Tribunal de Contas da União, ninguém queira me criticar por causa disso." 

Em seguida, o portal R7, da Igreja Universal do Reino de Deus, divulgou a informação de que "apenas quatro em cada dez óbitos (41%) registrados por complicações da doença seriam efetivamente resultado da contaminação do vírus". 

O portal afirmou que o documento no qual se baseava tinha sido "citado por Bolsonaro" nesta manhã na porta do Alvorada. E disse que obteve "um trecho do relatório elaborado pelo TCU" por meio de "fontes do Palácio do Planalto". 

Ao mesmo tempo, um documento apócrifo passou a circular nas redes sociais com os mesmos dados, e como se tivesse sido elaborado com informações e conclusões oficiais do TCU. 

O relatório do TCU, no entanto, não diz nada do que afirmou o presidente da República, e em vários trechos afirma que pode inclusive haver subnotificação de casos de Covid-19 no Brasil. 

A única vez em que toca na possibilidade de superdimensionamento de casos é o trecho em que afirma que os critérios de transferência de recursos adotados pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios, com base no número de infectados, poderia, em tese, levar algum gestor a elevar artificialmente as notificações. 

De acordo com um dos ministros do tribunal, essa parte do texto, feita por técnicos, tratava de uma hipótese, uma possibilidade, uma tese, jamais comprovada pela realidade. 
Ele repete que o TCU nunca questionou o número oficial de óbitos por Covid-19 no país, que já passa dos 473 mil. 

Os integrantes do tribunal não pretendem, porém, discutir ou se contrapor publicamente ao presidente. O órgão deve se limitar a desautorizar as informações.
Fonte: Notícias ao Minuto.

TRÊS PESSOAS FORAM PRESAS EM PERNAMBUCO POR TENTAREM INVADIR O SITE DO STF.

A
Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (8/6), a operação Leet, que mira uma organização criminosa suspeita de envolvimento em ataques cibernéticos ao Supremo Tribunal Federal (STD).

As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes.

A tentativa de invasão ao site do Supremo ocorreu em maio, mas foi contida ainda em andamento, sem danos a processos e informações sigilosas, segundo a Corte. Desde então, a Polícia Federal abriu investigações sobre o caso.

Foram cumpridas três mandados de prisão em Pernambuco nas cidades de Belém do São Francisco. Jaboatão dos Guararapes e Olinda.

Além disso, são cumpridas cinco mandatos de busca e apreensão nessa cidades de Pernambuco, em Itumbiara, em Goiás, e em Bragança Paulista, no interior de São Paulo.

"No curso do Inquérito Policial foram identificados os endereços de onde partiram os ataques, bem como as pessoas que, de forma sistemática e organizada, praticaram os crimes ora apurados", informa a PF.

O termo Leet, que denomina a operação, também conhecida como eleet ou leetspeak, é uma alternativa ao alfabeto inicialmente usado para o idioma inglês, empregado principalmente na internet. "Ele se utiliza de várias combinações de caracteres ASCII para substituir letras do alfabeto latino. É usado como um adjetivo para descrever proeza formidável ou realização, especialmente nas áreas de jogos on-line e em sua forma original, usada por hackers de computador", afirma a Polícia Federal.
Fonte: NE10/Blog do Jamildo.