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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

PAULO CÂMARA DIZ QUE NÃO VAI ACEITAR POLITIZAÇÃO NAS POLICIAS.

Em entrevista nesta quinta-feira (26/8) o governador de Pernambuco Paulo Câmara, afirmou que não vai admitir a possibilidade de uma politização da polícia no Estado, numa reação ao alerta feito no início da semana pelo governador de São Paulo, João Doria, para os demais gestores estaduais do País.

O socialista disse, porém que causa preocupação o tipo de mobilização que tem sido feita para o protesto a favor do presidente Jair Bolsonaro no Dia da Independência. O pernambucano também afirmou que, por a polícia ser muito grande, não é possível ter "100% de controle" sobre todos os policiais, embora tenha reforçado a sua confiança sobre a PM estadual.

"Obviamente, toda essa mobilização (para o 7 de setembro) causa preocupação. A corporação policial é muito grande, você não tem 100% de controle sobre todo mundo, mas eu tenho confiança na PM de Pernambuco. Quando tivemos aquele protesto do 'Fora, Bolsonaro', com reação policial e balas de borracha, tomamos a providência e afastamos quem cometeu excessos. Mas depois houve diversas manifestações, todas dentro da normalidade" afirmou Paulo Câmara.

"Essas ameaças do presidente, a coisa de 'esticar a corda' com as instituições, isso nos preocupa. Mas reafirmo que não vamos admitir politização das polícias. Queremos uma polícia forte contra o crime, mas que respeite os direitos humanos e a Constituição, e não vamos admitir que extrapole essas prerrogativas. Não podemos entrar nessa onda de intolerância e agressões que vemos muitas vezes por parte do presidente da República. Temos que ser duros se houve exagero, mas respeitar quem pensa diferente, dentro dos limites democráticos", explicou ainda o governador.  
fonte: NE10

CONVITE

 


quinta-feira, 26 de agosto de 2021

QUEM GASTAR MENOS ENERGIA, PODERÁ TER DESCONTO NA CONTA DE LUZ.

O
Governo Federal elabora um programa para oferecer desconto na conta de luz de quem diminuir o uso de energia, segundo anúncio feito nessa quarta-feira (25/8). O programa já  tem data para começar. Na pior seca dos últimos 91 anos, os principais reservatórios de hidrelétricas do país estão com menos de um quarto de capacidade, e a situação pode piorar a partir de setembro, quando deve ser lançado o programa novo.

"As perspectivas não são boas. Todos os cenários climatológicos apresentam uma boa previsibilidade no cenário de duas semanas, 15 dias. Daí para a frente a situação é bastante nebulosa", disse o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocci. De acordo com o ONS, os reservatórios do sudeste e do centro-oeste, que respondem por 70% da geração de energia no país, estão com menos de 23% da capacidade.

Nessa quarta-feira (23/8), o presidente Jair Bolsonaro editou um decreto para a redução de 10 a 20% no consumo de energia em prédios públicos federais. Além disso, no início da semana, o governo já havia anunciado medidas para tentar minimizar o problema, com o lançamento um bônus para grandes consumidores que economizarem energia, como indústrias. 

O Governo Federal não cogita racionamento de energia, por enquanto, como ocorreu na crise hídrica em 2001, mas faz um apelo para a população em geral reduzir o consumo, voluntariamente.

Para o professor Ivan Camargo da Universidade de Brasília ( Unb), nem a adoção do horário de verão seria suficiente para amenizar a crise, e ele avalia como insuficientes as ações anunciadas até o momento: "Eu achei as medidas meio tímidas. A situação que o país se encontra é muito delicada". Ele acrescenta, que se estivesse no governo, "diria para decretar racionamento".  
fonte:NE10