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segunda-feira, 4 de agosto de 2025

BOLSONARO TEM PRISÃO DOMICILIAR DECRETADA.

Na tarde desta segunda-feira (4/8), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), justificando o descumprimento das medidas cautelares imposta a ele.

Na decisão, o ministro cita que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados - incluindo seus três filho parlamentares - para divulgar mensagens com "claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro".

Durante atos pró-Bolsonaro neste domingo (3/8), Flávio subiu em um trio-elétrico fez uma chamada com o pai, que fez um discurso para apoiadores. Instantes depois, o filho do ex-presidente publicou a mensagem com vídeo nas redes sociais.

Para o ministro, a atuação do ex-presidente, mesmo sem o uso direto de seus perfis, burlou de forma deliberada a restrição imposta anteriormente. "Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro", destacou Moraes.

Com isso, Moraes determinou que Bolsonaro cumpra a prisão domiciliar em seu endereço residencial. A decisão inclui: uso de tornozeleira eletrônica, proibição de visitas (salvo por familiares próximos e advogados) e recolhimento de todos os celulares disponíveis no local. 

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

RAQUEL LYRA SUGERE AO GOVERNO LULA LINHA DE CRÉDITO DE EMERGÊNCIA PARA MITIGAR IMPACTOS ECONÔMICOS.


O Governo de Pernambuco se pronunciou oficialmente, pela primeira vez, nesta quinta-feira (31/7), sobre os impactos das tarifas dos Estados Unidos impostas ao Brasil. A gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) sugeriu ao governo Lula linha de crédito de emergência para mitigar impactos econômicos.

No comunicado, o governo afirmou que o decreto do presidente Donald Trump "gera instabilidade e pode afetar as relações comerciais com Pernambuco".

A gestão estadual ainda comentou que vem dialogando "junta à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), com os setores produtivos que serão afetados".

Veja as frentes de apoio citadas pelo Governo de Pernambuco:
- Disponibilização, via Banco do Nordeste do Brasil (BNB), de linhas emergenciais de créditos para os setores diretamente afetados, com condições especiais de carência, prazos e taxas;
- Adoção de medidas compensatórias, como o incentivo à diversificação de mercado internacionais, a facilitação de acesso a países parceiros e políticas de apoio à exportação; 
- Proteção e promoção dos interesses dos setores produtivos do Nordeste brasileiro na interlocução com os Estados Unidos.

O comunicado informou que a governadora Raquel Lyra vai na próxima terça-feira (5/8) se reunir, em Brasília, com todos os governadores do Nordeste brasileiro para uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para tratar desse assunto.

Por fim, o Governo de Pernambuco frisou que "não medirá esforços para assegurar que os interesses de Pernambuco sejam defendidos".

quinta-feira, 17 de julho de 2025

LULA VETA AUMENTO DE NÚMERO DE DEPUTADOS NA CÂMARA.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto de lei que aumenta o número de deputados federais de 513 pra 531. O despacho foi publicado, nesta quinta-feira (17/7), no Diário Oficial da União.

Em mensagem ao Congresso, Lula justificou o veto por contrariedade ao interesse público e por inconstitucionalidade. Os ministérios da Justiça e Segurança Pública, da fazenda, do Planejamento e Orçamento e a Advocacia-Geral da União manifestaram-se contrários à medida, citando diversos dispositivos legais, como a Lei de Responsabilidade Fiscal.

"Ao prever a ampliação do número de parlamentares, a medida acarreta aumento de despesas obrigatórias, sem a completa estimativa de impacto orçamentário, de previsão de fonte orçamentaria e de medidas de compensação, onerando não apenas a União, mas também entes federativos (Constituição Federal, art. 27, caput). Ademais, o art. 6º, parágrafo único, do Projeto Lei Complementar está em dissonância com o art. 131, IV, da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 20225, já que prevê a possibilidade de atualização monetária de despesa pública", diz a mensagem da Presidência.

O texto foi aprovado pelos parlamentares no fim de junho à um exigência do Supremo Tribunal Federal (STF). A corte julgou uma ação do governo do Pará que apontou missão do Legislativo em atualizar o número de deputados de acordo com a mudança populacional, atualizada pelo senso demográfico a cada dez anos. O Pará argumentou que teria direito a mais quatro deputados desde 2010. A última atualização foi em 1993.

O STF, então, determinou que o Congresso votasse uma lei para redistribuir a representação de deputados federais em relação à proporção brasileira em cada estado e no Distrito Federal. A Constituição determina que nenhuma unidade da Federação tenha menos de outo ou mais de 70 deputados.

Na ocasião, os deputados não quiseram reduzir o número de parlamentares de algumas unidades da Federação seguindo o critério proporcional. Se essa regra fosse seguida, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Alagoas poderiam perder cadeiras.

No lugar, o projeto aprovado na Câmara aumenta o número de vagas para os estados que tenham apresentado crescimento populacional e poderia gerar um custo de R$ 65 milhões por ano com novas estruturas. Outro impacto seria de emendas parlamentares que os novos representantes passam a ter direito de indicar no âmbito do Orçamento da União.

Além disso, com o aumento no número de deputados federais, a quantidade de deputados estaduais também teria alterações, de acordo com a previsão constitucional. As assembleias legislativas dever ter o triplo da representação do estado na Câmara dos Deputados, com uma trava de 36. Com isso, o impacto nos orçamentos estaduais seria de R$ 2 milhões a R$ 22 milhões anuais.

A partir do veto do presidente Lula, os parlamentares terão 30 dias para analisar a medida, podendo manter ou derrubar o veto. Caso seja mantido, a redistribuição das vagas será feita pelo Tribunal Superior Eleitoral, até 1° de outubro, conforme decisão do STF.