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quinta-feira, 31 de março de 2022

MORO DESISTE DA CANDIDATURA A PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

O ex-ministro Sérgio Moro informou à presidente do Podemos, Renata Abreu, que deixará o partido. Ele foi convidado a ir para o União Brasil para ser candidato a deputado federal. Moro foi apresentado como pré-candidato presidencial, mas enfrentava resistências no Podemos, sobretudo dos deputados federais, que resistem a ceder a quantia do fundo eleitoral para a campanha do Palácio.

"Saiu oficialmente, comunicou a presidente do partido, Renata Abreu, agora cedo", disse o senador Jorge Cajuru (Podemos-GO). "Ele está querendo um partido com estrutura financeira, que o Podemos não tem. O Podemos tem uma coisa melhor que estrutura financeira, tem credibilidade, tem um Álvaro Dias no quadro como líder", afirmou Kajuru.

Moro tem aliados no União Brasil, como os deputados Júnior Bozzella (SP) e Kim Kataguiri (SP), mas uma ala de caciques oriundos do DEM, comandada pelo secretário-geral da legenda, ACM Neto, e pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, não querem tê-lo como candidato a presidente.

O ex-juiz da Lava Jato esteve com o presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, na segunda-feira, (28/3), e os dois debateram sobre a possibilidade de unificar as candidaturas de terceira via. O União Brasil, partido que foi originado da fusão do PSL com o DEM, mantém diálogos constantes com o PSDB e o MDB para tentar apresentar uma candidatura única alternativa ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Outra reviravolta importante dentro do grupo aconteceu com a decisão do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de desistir de participar da eleição presidencial. O paulista inclusive manifestou o desejo de sair da legenda. Doria tem sido alvo de uma forte oposição interna no PSDB, que quer que Eduardo Leite (PSDB), recentemente saído do governo do Rio Grande do Sul, seja a opção presidencial. No MDB, a pré-candidatura apresentada é a da senadora Simone Tebet (MS). A aliados, a parlamentar se mostrou otimista com a crise tucana e vê chance de o MDB liderar a candidatura da terceira via.
Com informações do Notícias ao Minuto.

JOÃO DORIA DESISTE DA CANDIDATURA PARA A PRESIDENCIA DA REPUBLICA.

O governador de São Paulo,  JOÃO DORIA, surpreendeu aliados e auxiliares na manhã desta quinta-feira (31/3) ao comunicar que desistiu de concorrer à Presidência pelo PSDB e não vai mais deixar o cargo hoje, como estava previsto. O tucano cancelou agendas externas e manteve evento com prefeitos no Palácio dos Bandeirantes às 16 horas, quando deve fazer o anúncio oficial. Surpreendido, o vice governador Rodrigo Garcia, que era apresentado por Dori como CEO do governo e assumiria o cargo, pediu demissão da Secretaria de Governo.

Segundo aliados, o governador deve também anunciar a saída do PSDB e não vai tentar a reeleição ao governo de São Paulo.

Na noite de quarta-feira, (30/3), em jantar com amigos, empresários, aliados e secretários, sem a presença de Garcia, que assumiria seu lugar, Doria já havia sinalizado, em discurso, que poderia abrir mão da disputa. "Não faço imposição do meu nome, pelo contrário. Não parto do pressuposto que tem ser eu. É preciso ter grandeza e espírito elevado", afirmou o governador paulista.

quarta-feira, 30 de março de 2022

PESQUISA MOSTRA QUE COMIDA É INSUFICIENTE NA CASA DE 24% DOS BRASILEIROS.

A pesquisa ouviu 2.556 pessoas em 181 municípios. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Um de cada quatro brasileiros afirma que a quantidade de comida disponível em sua mesa foi inferior à necessária para alimentar sua família nos últimos meses, mostra pesquisa realizada pelo Datafolha.

De acordo com o levantamento, 24% disseram que a comida foi insuficiente para suas necessidades. Outros 63% declararam que a quantidade foi suficiente, e 13% afirmaram que a quantia ficou acima do que seria necessário.

A sensação de insegurança alimentar é mais aguda para os mais pobres. Entre os que dispõem de até dois salários mínimos (R$ 2.424) como renda familiar mensal, 35% consideraram a quantidade de comida em casa insuficiente.

Segundo a pesquisa, 13% dos que têm renda mensal de dois a cinco salários mínimos (R$ 6.060) e 6% dos que recebem de 5 a 10 salários mínimos (R$ 12.120) também disseram que faltou comida na mesa nos últimos meses.

Pesquisas anteriores mostram que o problema se mantém em níveis semelhantes aos observados no ano passado, quando a estagnação econômica e o aumento do desemprego levaram pessoas a disputar restos de ossos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Segundo o Datafolha, a insegurança alimentar é maior na região Nordeste, onde 32% dizem que tiveram menos comida do que o necessário nos últimos meses, e menor no Sul, onde 18% consideraram a comida disponível insuficiente.

O levantamento mais recente da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan), concluído no fim de 2020, mostrou que a pandemia provocou um aumento significativo da insegurança alimentar no país.
Segundo o grupo, 55% dos domicílios conviviam com algum grau de insegurança no fim do primeiro ano da crise sanitária. Em 2018, encontravam-se em situação semelhante os moradores de 37% dos domicílios brasileiros.

A pesquisa do Datafolha mostra que a insegurança é maior para os ficaram sem trabalho ou se viram mais vulneráveis na pandemia. Entre os desempregados, 38% disseram que não tiveram comida suficiente. 

Entre os trabalhadores autônomos, 26% apontaram o mesmo problema, assim como 20% dos assalariados sem registro formal e 28% dos desocupados que não estão à procura de trabalho, de acordo com o levantamento.

A aceleração da inflação agravou o problema nos últimos meses. Os preços de alimentos e bebidas subiram em média 14,09% em 2020 e 7,94% no ano passado, quando o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) teve variação de 10,06%. 
Informações Notícias ao Minuto