sexta-feira, 6 de junho de 2025

LULA RECEBE CERTIFICADO DE PAIS LIVRE DA FEBRE AFTOSA.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Recebe, nesta sexta-feira (6/6), o certificado de reconhecimento do status do Brasil como país livre da febra aftoso sem vacinação. O novo status sanitário foi aprovado pela Organização Mundial de Saúde animal (OMSA) em 29 de maio e, para Lula, é o reconhecimento da robustez e a confiabilidade do sistema de defesa agropecuária brasileiro.

É dia de agradecimento ao esforço que os produtores de gado no Brasil, que o Ministério da Agricultura, que os frigoríficos brasileiros trabalharam 60 anos para serem reconhecidos como cidadãos de primeira categoria", disse Lula, no evento da OMSA, em Paris. Lula Está em visita de Estado à França e até a próxima terça-feira (10/6) tem diversas atividades agendadas.

"Uma coisa é a gente trabalhar para tentar agradar apenas aqueles de dentro da nossa casa, outra coisa é a gente tentar ganhar o mundo e trabalhar para tentar agradar e convencer pessoas que, muitas vezes, nem conhece o Brasil e nem conhece os produtores e que são competidores conosco e, muitas vezes, colocam exigências que nós achamos que é absurda, mas nós cumprimos. Então, hoje é o reconhecimento de um país que tem no agronegócio, que tem na agropecuária uma das suas mais importantes vertentes econômicas". Disse Lula.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a eficiência do sistema sanitário brasileiro diante das crises cada vez mais severas e redundantes. Ele lembrou que há dois anos o Brasil teve o primeiro caso de gripe aviária em animais silvestres e, por esse período, conseguiu segurar a entradas do vírus em plantéis comerciais.

"Estando preparados, nós com conseguimos, com toda certeza segurar o foco no âmbito de uma única granja. É muito difícil este procedimento e o Brasil está se mostrando muito eficiente. Então, não se trata aqui de comemorar crise, mas a oportunidade da crise, de mostrar essa robustez",  disse Fávaro.

Ele lembrou ainda que o Estado brasileiro fez parcerias com diversos, distribuindo vacinas contra febre aftosa, para garantir que não houvessem focos nos territórios vizinhos. 

Para o ministro, o novo status sanitário abre grandes oportunidades comerciais, de acesso a mercados mais exigentes, como o do Japão. Ele disse que o Brasil já exporta carne bovina e suína para mais de 160 países.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, também afirmou que o certificado é um ganho de imagem e que vai se reverter em dinheiro para a balança comercial do Brasil. Ele deu como exemplo a China, que, por razões sanitárias, só consegue comprar carne suína sem osso do Rio Grande do Sul.

"Este reconhecimento poderá dizer para a China que ela pode nos reconhecer (o país inteiro), como reconhece Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, e Rondônia, livres de vacina de febre aftosa sem vacinação, podendo vender carne com osso e miúdo suínos. Isto dá só para o Rio Grande do Sul, no período de um ano, 120 milhões , que vai para a balança comercial, mas que vai também distribuído numa pleia de pequenos produtores integrados que vão fazer justiça", disse.
Fonte: Agência Brasil.

STF NEGA RECURSO E MANTÉM CONDENÇÃO DE ZAMBELLI.


Todos os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram neta sexta-feira (6/6) por rejeitar um recurso da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) contra sua condenação a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O julgamento começou às 11 hora em sessão virtual da Primeira Turma do Supremo, colegiado responsável pelo julgamento.

Os ministros Luiz Fux, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino seguiram integralmente o voto de Moraes, relator do caso, para quem o recurso de Zambelli teve “caráter meramente protelatório”, ou seja, o objetivo somente de atrasar o fim definitivo da ação, o chamado trânsito em julgado, quando não há mais possibilidade de recurso, e o consequente cumprimento da pena.

Ainda segundo a decisão, o trânsito em julgado e o cumprimento de pena ficam certificados de imediato, sem necessidade de se esperar a publicação do acórdão (decisão colegiada) sobre o caso.

Com isso, a prisão preventiva de Zambelli - determinada por Moraes após ela ter deixado o país depois de ser condenada - deve ser convertida em prisão para o cumprimento de pena.

A sentença condenatória prevê, ainda, a perda imediata do mandato da deputada, de acordo com a jurisprudência do Supremo. O entendimento da maioria dos ministros é de que - por ser a condenação de prisão superior ao máximo de faltas permitidas ao parlamentar - o Judicário pode determinar a medida.

Ainda assim, a perda de mandato em si depende de ato declaratório da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

A Primeira Turma negou também um recurso de Walter Delgatti, hacker que executou a invasão aos sistemas do CNJ por ordem de Zambelli. Ele confessou o crime e entregou a mandante.

Delgatti foi condenado a 8 anos de 3 meses de prisão. A sentença determina ainda que os dois paguem R$ 2 milhões, solidariamente, em danos materiais e morais coletivos.

Carla Zambelli responde a outro processo criminal no STF. Em agosto de 2023, Zambelli virou ré no Supremo pelo episódio em que ela sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.

A perseguição começou após Zambelli e Luan trocarem provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Até o momento, o Supremo registrou placar de 6 votos a 0 para condenar a parlamentar a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. No entanto, um pedido de vista do ministro Nunes Marques adiou a conclusão do julgamento.
Fonte: Agência Brasil

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS. #260


RECORDAÇÃO DE CRIANÇA
Uma vez saímos daqui do Sítio Gavião a pé e fomos par a cidade.
Era fim de tarde, e já se via fogueira acesa em quase todas as casas. Era mês de junho, tempo de preparativos para as festas juninas. Os riachos ao longo da estrada corriam cheios, com uma água tão clara, tão fria... Parecia que borboletas e flores tinham uma só alma. Tudo era bonito. Tudo era bom.

Antes de chegar a Ibirajuba, parávamos no poço para tirar a poeira dos pés, calçar os sapatos, e ajeitar o cabelo, da um trato no visual.

Que colorido lindo tinha as luzes da cidade! Em cada casa, uma fogueira que queimava alegre. Corríamos direto para a barraca de Zé de Severinho - quantas fogos! Pobre dos cachorros, todos assustados com os estouros. As ruas, todas enfeitadas com bandeirinhas e balões, pareciam um céu de papel.

O som do triângulo, da sanfona e da zabumba ecoava por todo canto. Nas calçadas, o povo assava milho, carne, tomava uma cachacinha, tudo em volta da fogueira, e o café e aquela conversa não faltava.

Eu ainda menino, via os mais velhos fumando e sentia vontade de experimentar um trago. Lá no bar de seu Zé Jovino, a temperada era servida para todos. Meu pai bebia e dava risadas largas, de fazer gosto.

Ali, as pessoas se respeitavam. Lembro de uma vez em que dona Maria de Lulu saía da missa, e meu pai mandou que eu pedisse a bênção a ela. Havia consideração pelos mais velhos, e isso fazia parte de quem a gente era.

As quadrilhas juninas eram a grande atração. Certa vez, elas se apresentaram na quadra Alcides Justino - a velha quadra - e foi uma festa daquelas! As pessoas se espremiam nos muros para assistir. O casamento matuto era o mais esperado; o pai da noiva era um personagem engraçadíssimo.

E o que dizer das barracas? Milho assado, pipocas, bolinhos de goma... tudo junto, tudo cheiroso. Aquilo era um verdadeiro jardim do Éden! E quase nas cinzas das fogueiras, a volta para casa... Ah, meu Deus, que festa! Com alguns chicletes no bolso, os pés no chão e a felicidade estampada no rosto.
Que são João tão bom...
Se é que vocês me entendem!!!

DIREITA TEM VÁRIOS CANDIDATOS CONTRA LULA, MOSTRA PESQUISA.


A pesquisa Genial Quaest divulgada nesta quinta-feira (5/6) avaliou as intenções de voto para a presidência da República nas eleições de 2026 e apontou que o presidente Lula (PT) empataria numérica ou tecnicamente com cinco candidatos da direita.

No último levantamento, divulgado em março, o petista vencia todos os opositores e só empatava com Jair Bolsonaro (PL), dentro da margem de erro. Agora, além do ex-presidente, ele também foi alcançado pelo governador de São Paulo, Tarcício de Freitas (Republicanos), pela ex-primeira dama Michele Bolsonaro (PL) e pelo governadores do Paraná e do Rio Grende do Sul, Ratinho Jr, (PSD) e Eduardo Leite (PSD).

Contra Bolsonaro (PL), Lula aparece numericamente empatado num hipotético segundo turno entre eles. Cada um obteve 41% das intenções de voto. Mas vale lembrar que o ex-presidente está inelegível, embora ainda mantenha o discurso de que será condidato.

Na Sequência, aparece Tarcísio de Freitas, que frequentemente figura na liderança entre os nomes da direita contra Lula. O governador de São Paulo ficou com 40% das intenções de voto, contra 41% do presidente da República.

Em comparação com a pesquisa anterior, onde a distância entre Lula e Tarcísio era de seis pontos, o resultado foi significativo positivo para o governador de São Paulo, que reduziu uma gordura de cinco pontos que os dividia. Considerando os nomes elegíveis, essa foi a menor distância entre Lula e um opositor, representando o maior perigo para o petista, pela menos neste levantamento.

Michelle Bolsonaro ficou com 39% das intenções de voto, contra 43% de Lula. A diferença entre eles foi de quatro pontos percentuais, dando uma leve folga para o presidente, embora ainda estejam empatados no limite da margem de erro.

Já contra Ratinho Jr. a distância diminui para dois pontos percentuais - o governador do Paraná teve 38% contra 40% do presidente. Assim como aconteceu com Tarcísio de Freitas, a distância entre Ratinho e Lula, que era de sete pontos em março, diminuiu cinco pontos no levantamento atual.

Contra Eduardo Leite, que Obteve 36%, Lula ficou com 40%, mantendo os dois empatados tecnicamente no limite da margem de erro. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) aparece mais distante do petista marcando 34% contra 44% do presidente - são 10 pontos de diferença.

Assim como em outras pesquisas, os governadores de Minas Gerais e de Goiás, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), aparecem mais distantes, com 33% cada um.

Os números da pesquisa podem mostrar um cenário preocupante para a esquerda, que, diferentemente da direita, não consegue levantar um nome como segunda opção ao atual presidente, que deve buscar a reeleição sob rejeição, conforme mostrou a pesquisa.

A Quaest desta quinta-feira apontou que 66% dos entrevistados acreditam que o presidente não deveria se candidatar à reeleição, enquanto 32% defenderam mais um mandato do petista.

A pesquisa também mostrou que 57% dos entrevistados disseram que não votariam em Lula em 2026. Este número subiu oito pontos percentuais em relação a janeiro deste ano.

Em entrevista ao Jornal do Commercio, o deputado federal Carlos Veras (PT) afirmou que o bolsonarismo fez com que o debate ideológico se sobrepusesse às entregas do governo.

"Mesmo que as pessoas estejam com a qualidade de vida melhorando, mesmo com todos os investimentos, com todas as ações que estão sendo feitas, isso não repercute na decisão da pessoa em escolher seu candidato. A questão ideológica fala mais alto que o próprio debate econômico", declarou. 

Em relação ao alto número de opções contra Lula, Veras afirmou que pesquisas eleitorais são um recorte temporal do momento, e que ainda há muito tempo para reverter o cenário até a eleição de 2026, quando um único candidato deverá ser escolhido pela direita.

"Em pesquisas, todos os nomes têm potencial, mas a gente sabe que quando o processo eleitoral for caminhando, ele tem uma tendência a afunilar", apontou, completando que a eleição deverá ser polarizada entre o presidente e um bolsonarista.

"O candidato que conseguir absorver essa identidade mais forte com o bolsonarismo e tudo que eles defendem, vai ser o candidato que vai polarizar com o presidente Lula.

Será uma eleição novamente acirrada e decidida em dois turno", reconheceu o parlamentar.

Mesmo inelegível, Jair Bolsonaro foi considerado pela Quaeste e também teve rejeição apontada entre os eleitores. 65% dos participantes afirmaram que o ex-presidente deveria abrir mão da candidatura e apoiar um outro nome para o pleito de 2026. O preferido, com 17%, foi Tarcísio.

45% dos entrevistados também afirmaram que têm mais medo do retorno de Bolsonaro do que a continuação de Lula no poder. Ainda, 55% disseram que não votariam em Jari Bolsonaro para a presidência.

Para o deputado estadual Alberto Feitosa (PL) o entorno de Lula deseja que Bolsonaro seja o candidato, pois isso favorecia o petista. "Para lula, o melhor candidato é Bolsonaro. A pesquisa mostra essa história de que o brasileiro tem medo que Bolsonaro volte, então Lula só tem uma chance, e eles vão trabalhar para deixar Bolsonaro candidato", Disse.

O parlamentar avalia que ter muitos nomes à disposição, como mostrou a pesquisa, é positivo para o campo da direita. "É bom porque vai para o segundo turno. Ratinho Jr não vai apoiar Lula. Tarcísio não vai se candidato, porque ele teria que se afastar em abri, e ele não vai se afaste tendo uma reeleição certa como governador. E Michele só vai se candidata se Bolsonaro não for. Mas Bolsonaro só vai desistir se ele estiver morto", declarou. 

Segundo ele, o mau desempenho de Lual apontado no Quaest se dá por falta de entregas. "O governo Lula 3 é o pior que o Dilma 2, não acerta em nenhuma das áreas. Todo mundo está vendo que o Brasil calapsou, não está conseguindo cumprir os programas. A gente não sabe quem será o próximo presidente do Brasil, mas a gente tem certeza de quem não vai ser: Lula" disparou Feitosa.
Fonte: Jornal do Commercio 

terça-feira, 3 de junho de 2025

PETROBRAS CORTA PREÇO DA GASOLINA EM 5,6 % PARA DISTRIBUÍDORAS.


A Petrobras anunciou uma redução de 5,6% no preço médio da gasolina "A" para as distribuidoras, com vigência a partir desta segunda-feira (3). Com a mudança, o litro passará a custar R$ 2,85, o que representa uma queda de R$ 0,17 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A, a parcela da Petrobras no preço final ao consumidor será de aproximadamente R$ 2,08 por litro — uma redução de R$ 0,12 nas bombas.

Apesar da diminuição, especialistas alertam que o repasse ao consumidor final pode variar, já que o valor nos postos depende de outros fatores, como políticas de preço das distribuidoras, margem de lucro dos revendedores, custos logísticos e tributos.

Desde dezembro de 2022, a Petrobras acumula uma redução de R$ 0,22 por litro nas vendas às distribuidoras, o que corresponde a uma queda de 7,3%. Corrigido pela inflação do período, o recuo real chega a R$ 0,60, ou 17%.

A medida acompanha a queda nas cotações do petróleo no mercado internacional e reflete um cenário global mais favorável. No entanto, o impacto total da redução poderá ser atenuado ao longo da cadeia de comercialização.

A medida acompanha a queda nas cotações do petróleo no mercado internacional e reflete um cenário global mais favorável. No entanto, o impacto total da redução poderá ser atenuado ao longo da cadeia de comercialização.