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quarta-feira, 14 de abril de 2021

OAB CONCLUI QUE BOLSONARO FUNDOU 'REPÚBLICA DA MORTE' DURANTE PANDEMIA.

A comissão foi presidida pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto.
Comissão criada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para avaliar as ações do governo federal à frente da pandemia de covid concluiu que o presidente Jair Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade e contra a humanidade ao fundar uma 'República da Morte' no País. Segundo o colegiado, Bolsonaro agiu deliberadamente contra medidas de proteção ao coronavírus e se omitiu em diversas situações que poderiam reduzir o número de óbitos causados pela doença. 

A comissão foi presidida pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto e contou com a participação dos juristas Miguel Reale Jr., Carlos Roberto Siqueira Castro, Cléa Carpi, Nabor Bulhões, Antonio Carlos de Almeida Castro, Geraldo Prado, Marta Saad, José Carlos Porciúncula e Alexandre Freire. O relatório de 24 páginas é dividido em análises sobre possíveis sanções a Bolsonaro no plano nacional (processo de impeachment e denúncias criminais) e internacional (denúncia ao Tribunal Penal Internacional). 

"A questão que se põe no presente momento é a seguinte: pode-se provar com segurança, e de acordo com as leis da natureza, que centenas de milhares de vidas teriam sido salvas, caso o presidente e outras autoridades tivessem cumprido com o seu dever constitucional de zelar pela saúde pública? A resposta é um retumbante sim", apontou o relatório dos juristas. 

O colegiado relembra três ocasiões em que omissões e ações do governo pesaram no combate à pandemia: a falta de interesse de Bolsonaro em negociar vacinas com a Pfizer no ano passado, as ações do presidente ao desautorizar o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello a comprar doses da Coronavac com o Instituto Butantan e a resistência do governo federal em adotar medidas sanitárias que ajudariam a minimizar a transmissão do vírus, como o distanciamento social e o uso de máscaras. 

"Não há outra conclusão possível: houvesse o presidente cumprido com o seu dever constitucional de proteção da saúde pública, seguramente milhares de vidas teriam sido preservadas. Deve, por isso mesmo, responder por tais mortes, em omissão imprópria, a título de homicídio. Deve também, evidentemente, responder, em omissão imprópria, pela lesão corporal de um número ainda indeterminado de pessoas que não teriam sido atingidas caso medidas eficazes de combate à Covid-19 tivessem sido implementadas. Por óbvio, para fins de responsabilização criminal, esse número deve ser apurado", anotou o relatório.

REPUBLICA DA MORTE
No plano internacional, a comissão da OAB afirma há 'fundadas e sobradas razões' para Bolsonaro responder por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional. Os juristas afirmam que o presidente utilizou a pandemia 'deliberadamente como instrumento de ataque (arma biológica) e submissão de toda a população'. 

"A partir da leitura do tipo penal em questão, indaga-se: acaso uma gestão governamental deliberadamente atentatória à saúde pública, que acaba por abandonar a população à própria sorte, submetendo-a a um superlativo grau de sofrimento, não poderia ser caracterizada como um autêntico crime contra a humanidade? Em outras palavras: fundar uma 'República da Morte' não configuraria tal crime? Parece-nos que sim", frisaram os juristas. 

O relatório da comissão será levado para discussão no plenário do Conselho Federal da OAB, que reúne representantes das seccionais estaduais da entidade e o seu presidente, Felipe Santa Cruz. Com base no parecer, a Ordem poderá apresentar um pedido de impeachment contra Bolsonaro. Até o momento, a OAB não elaborou nenhum pedido de afastamento do presidente.
Fonte: Notícias ao Minuto.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

SÃO JOÃO DE CARUARU É CANCELADO PELA SEGUNDA VEZ.

São João de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, não será realizado este ano. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (7/4) pelo Presidente da Fundação de Cultura e Turismo da cidade, Rubem Júnior

O cancelamento da festa acontece pelo segundo ano consecutivo por causa da pandemia do coronavírus (covid-19). De acordo com o presidente da Fundação de Cultura, a insegurança sanitária impossibilitou a realização do festa, que é considerada uma das maiores festas juninas do país. 

"Lamentavelmente, nós não temos ainda segurança para realizar o evento do porte do São João de Caruaru", disse ele. 

Segundo Rubem Júnior, nesse mês vários detalhes do eventos estariam sendo acertados, mas o trabalho precisou ser paralisado por causa da covid-19 e da recomendação do Tribunal de Contas, que pediu que os investimentos do município se voltassem para o combate à pandemia.
Fonte: NE10.

GOVERNO FEDERAL ARRECADA R$ 3,3 BILHÕES COM LEILÃO DE AEROPORTOS.

O leilão de aeroportos realizado nesta quarta-feira (7/4) atraiu interessados para todos os 3 blocos e garantiu ao governo federal um arrecadação de R$ 3,302 bilhões.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, o ágio médio foi de 3.833%, o que representou uma arrecadação de R$ 3,1 bilhões acima do mínimo fixado pelo edital para o valor de contribuição inicial (R$ 186,2 milhões). 

Além do valor à vista, as regras do leilão preveem uma outorga variável, a ser paga a partir do quinto ano de contrato até o fim da concessão. 

investimento total nos 22 aeroportos, que foram divididos em 3 blocos, é estimado pelo governo em R$ 6,1 bilhões durante os 30 anos de concessão. 

Ao todo, 7 concorrentes participaram da disputa, realizada na sede da B3 em São Paulo. O grande vencedor do leilão foi a Companhia de Participações em Concessões, subsidiária do grupo CCR, que já atua na concessão do aeroporto de Confins (MG) e Arrematou os 15 aeroportos dos blocos sul e central. 
Veja os Aeroportos:
- Curitiba (PR);
- Foz do Iguaçu (PR);
- Navegantes (SC);
- Londrina (PR);
- Joinville (SC);
- Bacacheri (PR);
- Pelotas (RS);
- Uruguaiana (RS);
- Bagé (RS);
- Goiânia (GO);
- São Luís (MA);
- Teresina (PI);
- Palmas (TO);
- Petrolina (PE);
- Imperatriz (MA);

A empresa francesa VINCI, que opera atualmente o aeroporto de Salvador, ficou com o bloco norte 7 aeroportos:
- Manaus (AM);
- Porto Velho (RO);
- Rio Branco (AC);
- Cruzeiro do Sul (AC);
- Tabatinga (AM);
- Tefé (AM);
- Boa Vista (RR);

Quinta-feira (8/4) terá o leilão da Ferrovia de Integração Oeste- Leste e na sexta-feira (9/4) o leilão de 5 terminais portuários no Maranhão e no Rio Grande do Sul. 

O governo espera garantir mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados no Brasil com a semana de leilões, além da geração de 200 mil empregos diretos e indiretos.
Fonte: G1.

GANHADOR DE 162,6 MILHÕES DA MEGA DA VIRADA NÃO FOI BUSCAR O PRÊMIO.

A Caixa Econômica Federal dá um prazo de três meses para buscar o prêmio milionário, mas o ganhador do sorteio da virada de 2020 não apareceu.
A chance de acertar as seis dezenas da Mega da Virada é de uma em mais de 50 milhões para quem realiza um jogo simples. Mas, se o acerto é raro, mais raro ainda é quando o jogador que vence a aposta não busca o prêmio milionário. E isso aconteceu neste ano. 

Duas pessoas acertaram os números da Mega da Virada 2020, mas apenas um dos ganhadores buscou o valor de mais de R$ 162,6 milhões até o último dia de março. O outro não apareceu dentro do prazo de três meses estipulado para recolhimento da quantia, e o dinheiro foi destinado ao Fundo de Financiamento do Ensino Superior (Fies), do Ministério da Educação. 

O mistério sobre o ganhador desaparecido ainda não foi solucionado. A Caixa Econômica Federal informou que a pessoa que acertou as dezenas realizou o jogo através de meio eletrônico, e que os dados pessoais são invioláveis e não são registrados nos sistemas, “para proteção do próprio apostador”. 

O banco também detalhou que somente o ganhador pode solicitar o recebimento de prêmios de loterias, o que deve ser feito em até 90 dias. Caso isso não ocorra, “a Lei 13.756/2018 estabelece que todo prêmio não reclamado no prazo seja repassado ao Fies”, como diz a Caixa, em nota. 
Fonte: Brasil 61.

BOLSONARO IGNORA 4 MIL MORTES, E CRITICA MEDIDAS RESTRITIVAS.

 "Tudo vai ser agravado", disse o presidente.
Ao interagir com seus apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada na noite desta terça-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ignorou as mais de 4.000 mortes por Covid-19 das últimas 24 horas, ironizou o título de genocida usado contra ele por seus opositores e criticou medidas restritivas adotadas por prefeitos e governadores. 

O vídeo de pouco mais de 13 minutos foi compartilhado por um canal de internet simpático ao presidente mostra a interação.
Bolsonaro criticava medidas de restrição de circulação, listando como consequências de "ficar em casa" depressão, ganho de peso e hipertensão. "Tudo vai ser agravado", disse o presidente. 

Pouco depois, uma apoiadora citou as 4.211 mortes registradas pelo consórcio de imprensa nas últimas 24 horas. 

"Hoje, mais de 4.000 morreram aqui no Brasil. Você viu isso?", pergunta a mulher, que não é identificada nas imagens.
Bolsonaro não reagiu e continuou falando sobre medidas restritivas.

"Você vê: o povo perdendo emprego, nenhum sindicato fala nada contra isso daí."

A mulher insistiu. "Hoje foram mais de 4.000.

"Você pode ver, até um ano e pouco atrás, um policial batia num bandido. Toda a esquerda ia contra. Agora, está o cidadão de bem...", disse Bolsonaro, sem concluir a frase. 

O presidente da República também ironizou a alcunha de genocida que seus críticos costumam usar diante da escalada de mortes no país. 

"O pessoal entrou naquela pilha de homofóbico, racista, fascista, torturador... agora... Agora é o quê? Agora eu sou... que mata muita gente, como é que é o nome? Genocida. Agora eu sou genocida", disse sorrindo. 

"Do que que eu não sou culpado aqui no Brasil?", indagou o presidente em outro momento da conversa.

Bolsonaro também fez críticas à imprensa.
"Eu resolvo o problema do vírus em poucos minutos. É só pagar o que os governos pagavam no passado para Globo, para Folha, Estado de S. Paulo. Agora, este dinheiro não é para a imprensa, é para outras coisas", afirmou. 

As pessoas que conversavam com Bolsonaro também disseram que apoiariam a reeleição do presidente. 

"Se vocês soubessem como é barra ser presidente", disse Bolsonaro, ressaltando, porém que "vamos desistir não".
Fonte: Notícias ao Minuto.