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quinta-feira, 5 de agosto de 2021

CASOS DE SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ FORAM NOTIFICADOS NO BRASIL APÓS VACINAÇÃO.

Os eventos adversos foram relacionados às vacinas AstraZeneca, Janssen e CoronaVac. De acordo com a Anvisa, episódios pós-vacinação são raros, mas já conhecidos e relacionados a outro imunizantes, como o da Influenza.
A
pós a vacinação contra a Covid-19, casos raros da síndrome de Guillain-Barré (SGB) têm sido relatados no Brasil. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), existem 35 notificações de casos suspeitos no país. Até o dia 27 de julho haviam sido reportados 34 casos suspeitos de SGB, sendo 27 casos após a imunização com a vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, 3 casos com a vacina da Janssen e 4 casos com a Coronavac. 

Não foram recebidos casos de SGB com a vacina Comirnaty (Wyeth/Pfizer). A Anvisa informou ainda que 1 óbito foi notificado, mas sem associação confirmada entre a vacina e a síndrome. 

A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é um distúrbio neurológico autoimune raro, no qual o sistema imunológico danifica as células nervosas. Segundo informou a Anvisa a reportagem, os episódios pós-vacinação também são raros, mas já conhecidos e relacionados a outras vacinas, como a da Influenza (gripe). 

A maioria das pessoas se recupera totalmente do distúrbio. O principal risco provocado pela síndrome é quando ocorre o acometimento dos músculos respiratórios. Nesse último caso, a SGB pode levar à morte, caso não sejam adotadas as medidas adequadas.

SINAIS E SINTOMAS DA SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ
A médica coordenadora de UTI neurológica da Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP), Viviane Cordeiro Veiga, explica que a SGB se manifesta entre duas a quatro semanas após quadros de infecção, acometendo as raízes dos nervos de forma aguda. “Inicialmente, o mais frequente é uma sensação de dormência e queimação que começa nas pernas. Então, nos membros inferiores ela tem um caráter progressivo. Dali ela vai para o tronco e para os membros superiores da face, podendo acometer também a parte da deglutição e comprometer a respiração”, explica. 

De acordo com a médica, alguns pacientes precisam de UTI e podem chegar a ser entubados. 

O tratamento para a síndrome de Guillain-Barré varia de acordo com a condição clínica de cada paciente. “Ele [paciente] pode usar a medicação imunoglobulina ou pode usar plasmaférese, que é um processo de filtração do sangue que vai limpar esses anticorpos que estão causando as lesões”, explica Viviane Cordeiro Veiga.

RELAÇÃO DA VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19 E SBG
Como frisado pela Anvisa, a SGB pós-vacinação é um evento adverso conhecido de outras vacinas, como a da Influenza. Mas ainda não se sabe, em números, quais as chances de desenvolver a síndrome de Guillain-Barré após a imunização. 

O indicado por especialistas é que diante de sintomas da SGB, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. Entretanto, segundo o infectologista Julival Ribeiro, mesmo com a possibilidade de desenvolver SGB, as complicações de quem contrai a Covid-19 podem ser mais graves que possíveis reações à vacinação.

“Quem tem Covid pode morrer, ficar em terapia intensiva e desenvolver casos muito graves. Vale salientar que as vacinas continuam sendo a melhor arma para prevenir a Covid-19, além do que, as vacinas são seguras e eficazes. Portanto, vacinar continua sendo a melhor arma para combater o vírus. Eventos adversos raros tem em qualquer imunização”, destaca Julival.

ORIENTAÇÕES
A Anvisa solicitou que os detentores de registro das vacinas Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, Janssen e Coronavac incluam nas bulas dos respectivos produtos informação sobre o possível risco de SGB, para que casos da síndrome possam ser identificados, tratados e notificados.

“Os profissionais de saúde devem se atentar para os sinais e sintomas de SGB para garantir o diagnóstico correto, a fim de iniciar os cuidados de suporte e tratamento adequados e descartar outras causas'', alerta a Anvisa.

Cidadãos e profissionais de saúde podem notificar eventos adversos pelo e-SUS Notifica e pelo formulário web do VigiMed. Se o caso for de queixa técnica ou de desvios de qualidade observados em vacinas, seringas, agulhas e outros produtos para saúde utilizados no processo de vacinação, as notificações devem ser feitas pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - Notivisa. 

Empresas detentoras de registro ou de autorização temporária de uso emergencial de vacina também devem usar o VigiMed para notificar eventos adversos e o Notivisa para queixas técnicas e desvios de qualidade.
fonte: Brasil 61.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

BLOG DO MARIOS SANTOS

QUEM ACUSA, TEM QUE PROVAR.
O
presidente Bolsonaro, não diz uma frase que possa ser entendida, quando o assunto refere-se a querer atribuir crimes inexistentes aos sistema de votação do nosso país.
O atual sistema feito com urnas eletrônica, teve início no ano de 1996, já são 25 anos. E em todo esse período, não se teve uma prova de fraude. O Senhor presidente, com essas insinuações descartáveis, sem provas e sem nenhuma credibilidade. Vem causando uma interrupção democrática, uma afronta às autoridades jurídicas do Brasil. Uma acusação, sem provas, no mínimo já um ato infracional, digno de punição, porque é assim, que a nossa constituição, diz em seus artigos penais. 
Não há dúvida de que quem acusa tem a obrigação legal e mora de provar, que acusa sem a devida prova e, ainda por cima, dar ampla divulgação ao fato, configura crime, e o acusador tem que sofre as penalidades das leis vigentes. 
E nenhum homem mesmo que ocupe o cargo de presidente da República, está acima da lei. 
"ATÉ BREVE"
APOIO

DEFENSORIA PÚBLICA TEM DÉFICIT DE 4,7 MIL PROFISSIONAIS NO PAÍS.

O
Brasil tem hoje déficit de pelo menos 4,7 mil defensores públicos para atender a população em situação de vulnerabilidade ou que não pode pagar por assistência jurídica. O ideal, segundo o Ministério da Justiça, é que o país tenha um defensor para cada 15 mil pessoas nessas condições, mas o Brasil conta atualmente com 6.235 profissionais e precisa aumentar esse número em 79,4%. 

Os dados estão no 2° Mapa das Defensorias Públicas Estaduais e Distrital no Brasil, que traz as principais informações sobre o órgão no país, como o número de defensores públicos por comarcas, que são os locais onde os juízes de primeiro grau atuam, estimativa de público-alvo, déficit da categoria e principais áreas de atuação. 

Conforme o mapa, a defensoria pública atende cerca de 14 milhões de pessoas por ano, apesar da falta de profissionais nas instituições estaduais. Entre os estados com menor número de defensores para o atendimento da população se encontram o Paraná, que tem um profissional por grupo de 84.816 pessoas; Goiás, com um defensor para 69.788 pessoas; Santa Catarina, que tem um para 54.076; e São Paulo, com um profissional para 42.727 pessoas.
fonte: Brasil 61.