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domingo, 24 de outubro de 2021

CRÔNICA DE DOMINGO (Mário Santos)

UM ANO
Parece que foi ontem, mas não foi.
Uma eternidade, uma espera, uma saudade.
Em cada vitória, em cada decepção, lembro de ti, teu afago, tua mão.
O silêncio, metáforas vazias, uma alegria sem graça. 
E o tempo passa, passa e passa. 
Não queria, mas fui visitar minha mãe, que tanto eu amei.
Aquele tumulo sem vida, lugar frio sem coração, onde falei tantas palavras, onde chorei com a alma aflita.
E minha querida mamãe não falou nada.
Às flores, me pediram calma, mas como ter calma? Meus poemas são ridículos, eu sou um pobre mentiroso, que minto pra mim mesmo.
Nada vai bem.
Tudo é péssimo, quando se perde alguém, e esse alguém é a sua vida.
Amanhã o sol brilhará, e eu esconderei meu rosto nas paredes dessa sepultura. 
Essa data, deveria não mais existir.
Mas mãe, peço-lhe a bênção. 
Diga pra mim que me amas, e viverei para sempre.
Serei eterno como tu és.
Saudade que mata o espírito, na dor da espera.
Em todas às manhãs da primavera, guardarei uma flor pra ti entregar.;
Se não vieres, ó mãe, o perfume da mais linda rosa, ti visitará.

sábado, 23 de outubro de 2021

O ÚLTIMO TROPEIRO

Poema de Mário Santos
Estala o relho.
São Burros que vão, são burros que vem.
De Luiz a Zé, muitas léguas tem.
Estrada longa, estrada comprida
da garapa a rapadura já se foram tantas lidas
Na chuva, na poeira, na lama e no sol
porque Deus assim quis
passo a passo vai, seguindo o seu caminho feliz
Engenho de Nozinho, minha doce Imperatriz.
Tropeiro, adeus velho tropeiro
Se hoje é o último, um dia já foste o primeiro.
Adeus Chá preto, adeus Buliana.
seus nomes já foram escritos no moído da cana...

Poema de Mário Santos homenageando JOSÉ GONÇALVES DE ANDRADE ou simplesmente ZÉ DE LUIZ LÉO, que desde a sua infância negocia comprando e vendendo rapadura, profissão que ele aprendeu e herdou do sei pai, o Senhor Luiz Léo. Ele sai do sítio Maniçoba na Zona Rural de Ibirajuba com uma tropa de burros para ir comprar Rapadura na zona da mata. Após a morte de Luiz Léo, o seu filho continuou. Até os dias de hoje Zé de Luiz Léo como é conhecido continua indo e vindo.

Imperatriz: Marca de Rapadura produzido pelo Engenho de Nozinho na zona da mata.
Chá Preto e Buliana: Nome dos burros de Zé de Luiz Léo.
Mario Santos.

MUTIRÃO E CACHORRERA GARANTEM VAGA PARA A SEMIFINAL DO CAMPEONATO INTERMUNICIPAL DE FUSTAL DE IBIRAJUBA.

Na noite desta sexta-feira (23/10), na Quadra de Esportes Manoel Evaristo Sobrinho em Ibirajuba, aconteceu duas partidas valendo vaga na semifinal do Campeonato Intermunicipal de futsal de Ibirajuba. 





MUTIRÃO e ALTO I
Primeiro jogo foi entre o Mutirão e Alto I. A partida começou equilibrada, mais prevaleceu a superioridade técnica da equipe do Mutirão que venceu pelo placar de 7x2.

Gols: Randolfo Ramos (2); Anailson Carlos (1); Álvaro Ácacio (1) Nata S. Siqueiro (2) e Carlos S. Bezerra (1) marcaram para o Mutirão e Erlâncio Marcio (1) e José Clebson (1) para o Alto I.

Cartões Amarelos para Anderson F. da Silva e José Felix da equipe do Alto I.

MENINOS DO MEIA  e CACHORRERA.
Foi uma partida de Arrepiar, porém os MENINOS DO MEIA não conseguiram mostrar o futebol que vinham jogando nas partidas anteriores, e foram derrotados pelo o time do CACHORRERA pelo placar MENINOS DO MEIA 7 x 9 CACHORRERA. O destaque da partida foi o jogador José Gleison do equipe do Cachorrera, marcou 5 gols e jogou muito, garantindo a vaga para a próxima fase do Campeonato.

Gols: Alexsandro R. de M. Rodrigues (2); Shumacher R. (2); Janaelson de Sobral (3) marcaram para equipe MENINOS DO MEIA e Almir Florentino (3); José Gleison (5); Lucas Silva (1) marcaram para o time CACHORRERA.

 Cartões Amarelos para José Alan e Shumacher da equipe dos Meninos do Meia e José Gleison, José Alison e Valdir José do time do Cachorrera.

Confrontos da Semi-Final
CACHOEIRINHA e CACHORRERA
MUTIRÃO e PSG