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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

CRÔNICA DO MEU SENTIMENTO
Fui menino pobre, que me criei nas ruas de Ibirajuba. 
Cidade querida, minha casa paterna, que quis o destino ser eu filho dela.
Meu coração menino, foi feliz no pouco, o futebol de pés no chão, o banho no poço, o picolé premiado, o refresco gelado na venda de João Belo.
Estou preso a minha Ibirajuba de outrora.
Recordo os amigos que já se foram embora, Ivan Horácio, Neco que foi tão bom de bola.
A vinda, de Frei Damião, festa de Santo Isidro, bacamarteiros, fogueiras de São João.
O vendedor de pirulito na tábua furada, o carrinho de algodão doce, o sino da igreja fazendo chamada...
Ó minha vida de pobre menino inocente, nas ruas de Ibirajuba a felicidade nunca me esteve ausente.
Sinto saudades do passado, que carreto em meu coração de criança.
Estando em Ibirajuba, ó que mais bela lembrança. 
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POLÍCIA FEDERAL APONTA ATUAÇÃO DIRETA DO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO EM FAKE NEWS SOBRE URNAS ELETRÔNICAS.

R
elatório enviado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirma que o presidente da República, Jair Bolsonaro, teve uma atuação direta e relevante para gerar desinformação sobre o sistema eleitoral. O relatório foi enviado aos Supremo no dia 13 de dezembro e faz parte do inquérito que apura fake news contra as urnas eletrônicas.

De acordo com a delegada da PF Denissse Ribeiro, Bolsonaro teria aderido " a um padrão de atuação já empregado por integrantes de governos de outros países".

"Nesse aspecto específico, este inquérito permitiu identificar a atuação direta e relevante do Exmo. Sr. Presidente da República Jair Messias Bolsonaro na promoção da ação de desinformação, aderindo a um padrão de atuação já empregados por integrantes de governos de outros países", diz o chefe do inquérito.

Em agosto, Bolsonaro chamou a imprensa ao Palácio da Alvorada para dizer que apresentaria provas das supostas falhas nas urnas mas, em vez disso, repercutiu notícias falsas e vídeos já desmentidos. Assim, Alexandre de Moraes decidiu incluir essa conduta no inquérito sobre fake news que já tramita no STF.

A Polícia Federal sugere que o presidente seja investigado no inquérito das milícias digitais - o mesmo que pegou o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos e o ex-deputado Roberto Jefferson. Ao fim da apuração, a PF deve enviar o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se denuncia os investigados formalmente à Justiça.

"Em resumo, a live presidencial foi realizada com o nítido propósito de desinformar e de levar parcelas da população a erro quanto à lisura do sistema de votação, questionando a correção dos atos dos agentes  públicos envolvidos no processo eleitoral (preparação, organização, eleição, apuração e divulgação do resultado), ao mesmo tempo em que, ao promover a desinformação, alimenta teorias que promovem fortalecimento dos laços que untem seguidores de determinada ideologia dita conservador". 

Segundo a Polícia Federal, os depoimentos tomados "permitiram verificar que o processo de preparação e realização da live foi feita de maneira enviesada, isto é, procedeu-se a uma busca consciente por dados que reforçassem um discurso previamente tendente a apontar vulnerabilidade e/ou possíveis fraudes no sistema eleitoral, ignorando deliberadamente a existência de dados que se contrapunham a narrativa desejada, quase todos disponíveis em fontes abertas ou de domínio de órgãos públicos". 

A PF diz que foram identificados diversas inconsistência em pontos relevantes das declarações. Foram ouvidos os ministros da Justiça, Anderson Torres, da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A delegada disse ainda que "convergem em apontar que houve vontade libre e consciente dos envolvidos em promover, apoiar ou subsidiar o processo de construção da narrativa baseada em premissas falsas ou em dados descontextualizados, divulgada na live do dia 29 de julho de 2021".

A Polícia Federal aponta que essa investigação se dá num contexto de outras investigações que apontam que canais bolsonaristas nas redes sociais atuam com o objetivo de diminuir a fronteira entre o que é verdade e o que é mentira. E usam como estratégia ataques aos veículos tradicionais de informação.
fonte: JC

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

CIRO GOMES REAGE A OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL.

O presidenciável Ciro Gomes reagiu à operação da Polícia Federal desta quarta-feira (15/10), atacou o presidente Jair Bolsonaro e falou em ordem judicial abusiva. 

"Até esta manhã eu imaginava que vivíamos, mesmo com todas imperfeições, em um país democrático. Mas depois da Policia Federal subordinada a Bolsonaro, com ordem judicial abusiva de busca e apreensão, ter vindo a minha casa, não tenho mais dúvida de que Bolsonaro transformou o Brasil num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade." 

A Polícia Federal deflagrou operação na manhã desta quarta (15) contra desvios de recursos públicos nas obras do estádio Castelão, no Ceará. 

PF cumpre 14 mandados de busca e apreensão determinados pela Justiça, tendo entre os alvos os irmãos Ciro Gomes, pré-candidato a presidente, e o senador Cid Gomes, ambos do PDT. 

Segundo nota da polícia, as suspeitas são de "fraudes, exigências e pagamentos de propinas a agentes políticos e servidores públicos decorrentes de procedimento de licitação para obras" no estádio, entre os anos de 2010 e 2013. 

Lúcio Gomes, outro irmão da família, também sofreu busca e apreensão. 

O juiz Danilo Dias Vasconcelos de Almeida, da 32 Vara Federal do Ceará, determinou o afastamento do sigilo telefônico, bancário, fiscal e telemático dos irmãos e de outros alvos.

Segundo os documentos, a investigação é em cima de pagamento de propinas a servidores públicos e agentes políticos do governo do Ceará na gestão do então governador Cid Gomes. 
De acordo com a PF, a fraude teria ocorrido para que a Galvão Engenharia obtivesse êxito no processo de licitatório para realizar reformas no estádio. O valor da concorrência foi de R$ 518 milhões, oriundos do BNDES. 

Há ainda suspeita de que na fase de execução contratual tenham sido pagas vantagens indevidas para que o governo estadual repasse valores que estavam supostamente retidos. 

A polícia fala na representação que há indícios de que a propina era paga muitas vezes disfarçada de doações eleitorais para Cid Gomes e os irmãos Ciro Gomes e Lúcio Gomes.
fonte: Notícias ao Minuto.