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sábado, 18 de dezembro de 2021

PEDRO EURICO FOI DENUNCIADO PELO MPPE.

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Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou o ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico por três crimes ligados à Lei Maria da Penha contra a ex-mulher, a economista aposentada Maria Eduarda Marques de Carvalho. A denúncia foi protocolada na Vara de Violência Doméstica de Olinda nesta sexta-feira (17/12).

Pedro Eurico foi denunciado, segundo o Ministério Público de Pernambuco, por descumprimento de medida protetiva (Art. 24-A, da Lei Maria da Penha, Lei n° 11.340/2006), perseguição (Art. 147-A, do Código Penal), bem como pelo crimes tipificado no art. 147-B, do Código Penal, mais popularmente conhecido como o termo em inglês 'atalker', contra a última ex-mulher, com quem manteve um relacionamento por mais de 20 anos. Na semana passada, Maria Eduarda afirmou à impressa que sofria agressões, ameaças e até estupro.

Os crimes teriam ocorrido em Olinda, em 1° de novembro. No inquérito policial, Pedro Eurico também foi indiciado por outros crimes, como supostas lesão corporal e estupro, mas estes teriam ocorrido no Recife. Por isso, a 10ª Promotoria de Justiça Criminal de Olinda, cuja titular é a promotora Isabel de Lisandra, encaminhou o resultado do inquérito para a Central de Inquéritos da Capital, que também vai analisar e decidir se denuncia Pedro Eurico por esses outros indiciamentos.

"Quanto aos outros delitos constantes do indiciamento da autoridade policial, conforme disciplina o art. 70 do Código de Processo Penal (CPP), em regra, a competência territorial é fixada pelo local da consumação da infração penal, neste caso o município do Recife, a 10ª Promotoria de Justiça Criminal de Olinda encaminhou cópia para a Central de Inquéritos da Capital, para apuração dos crimes de lesão corporal (Art. 128§9°, do Código Penal), bem como de estupro (Art. 213, do Código Penal). Os tais crimes, devidamente narrados no relatório final do Inquérito Policial, bem como nos depoimentos da vítima Maria Eduarda de Carvalho, ocorreram na comarca do Recife, fugindo, assim, da atribuição da 10ª Promotoria de Justiça Criminal de Olinda", explicou, em nota, o MPPE.

Pedro Eurico pediu afastamento do cargo que ocupava no governo de Pernambuco no dia em que as denúncias foram exibidas na imprensa.
fonte: JC (Jornal do Commercio)   

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

CRÔNICA DO MEU SENTIMENTO
Fui menino pobre, que me criei nas ruas de Ibirajuba. 
Cidade querida, minha casa paterna, que quis o destino ser eu filho dela.
Meu coração menino, foi feliz no pouco, o futebol de pés no chão, o banho no poço, o picolé premiado, o refresco gelado na venda de João Belo.
Estou preso a minha Ibirajuba de outrora.
Recordo os amigos que já se foram embora, Ivan Horácio, Neco que foi tão bom de bola.
A vinda, de Frei Damião, festa de Santo Isidro, bacamarteiros, fogueiras de São João.
O vendedor de pirulito na tábua furada, o carrinho de algodão doce, o sino da igreja fazendo chamada...
Ó minha vida de pobre menino inocente, nas ruas de Ibirajuba a felicidade nunca me esteve ausente.
Sinto saudades do passado, que carreto em meu coração de criança.
Estando em Ibirajuba, ó que mais bela lembrança. 
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POLÍCIA FEDERAL APONTA ATUAÇÃO DIRETA DO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO EM FAKE NEWS SOBRE URNAS ELETRÔNICAS.

R
elatório enviado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirma que o presidente da República, Jair Bolsonaro, teve uma atuação direta e relevante para gerar desinformação sobre o sistema eleitoral. O relatório foi enviado aos Supremo no dia 13 de dezembro e faz parte do inquérito que apura fake news contra as urnas eletrônicas.

De acordo com a delegada da PF Denissse Ribeiro, Bolsonaro teria aderido " a um padrão de atuação já empregado por integrantes de governos de outros países".

"Nesse aspecto específico, este inquérito permitiu identificar a atuação direta e relevante do Exmo. Sr. Presidente da República Jair Messias Bolsonaro na promoção da ação de desinformação, aderindo a um padrão de atuação já empregados por integrantes de governos de outros países", diz o chefe do inquérito.

Em agosto, Bolsonaro chamou a imprensa ao Palácio da Alvorada para dizer que apresentaria provas das supostas falhas nas urnas mas, em vez disso, repercutiu notícias falsas e vídeos já desmentidos. Assim, Alexandre de Moraes decidiu incluir essa conduta no inquérito sobre fake news que já tramita no STF.

A Polícia Federal sugere que o presidente seja investigado no inquérito das milícias digitais - o mesmo que pegou o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos e o ex-deputado Roberto Jefferson. Ao fim da apuração, a PF deve enviar o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se denuncia os investigados formalmente à Justiça.

"Em resumo, a live presidencial foi realizada com o nítido propósito de desinformar e de levar parcelas da população a erro quanto à lisura do sistema de votação, questionando a correção dos atos dos agentes  públicos envolvidos no processo eleitoral (preparação, organização, eleição, apuração e divulgação do resultado), ao mesmo tempo em que, ao promover a desinformação, alimenta teorias que promovem fortalecimento dos laços que untem seguidores de determinada ideologia dita conservador". 

Segundo a Polícia Federal, os depoimentos tomados "permitiram verificar que o processo de preparação e realização da live foi feita de maneira enviesada, isto é, procedeu-se a uma busca consciente por dados que reforçassem um discurso previamente tendente a apontar vulnerabilidade e/ou possíveis fraudes no sistema eleitoral, ignorando deliberadamente a existência de dados que se contrapunham a narrativa desejada, quase todos disponíveis em fontes abertas ou de domínio de órgãos públicos". 

A PF diz que foram identificados diversas inconsistência em pontos relevantes das declarações. Foram ouvidos os ministros da Justiça, Anderson Torres, da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A delegada disse ainda que "convergem em apontar que houve vontade libre e consciente dos envolvidos em promover, apoiar ou subsidiar o processo de construção da narrativa baseada em premissas falsas ou em dados descontextualizados, divulgada na live do dia 29 de julho de 2021".

A Polícia Federal aponta que essa investigação se dá num contexto de outras investigações que apontam que canais bolsonaristas nas redes sociais atuam com o objetivo de diminuir a fronteira entre o que é verdade e o que é mentira. E usam como estratégia ataques aos veículos tradicionais de informação.
fonte: JC