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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS.,

Ponto, Vírgula e Reticências...

A burguesia, na tribo fuma o cachimbo da paz. 
A cortina de fumaça, esconde os intelectuais.
Cobras e lagartos desfilam em carro blindado.
O cacique e o pajé, nas urnas foram entregues aos canibais.
No verde da mata Atlântica, tupiniquins e camaleões são iguais.
No benefício do acaso, a ilha da Fantasia (Brasil), foi santificada na missa campal.
Terra heresia, para a fogueira da inquisição foi levada.
Civilização apodrecida, os inconfidentes julgarão os seus pecados.
No purgatório, serás canonizadas, tuas aberrações, estarão todas escritas nos anais das folhas das árvores que o progresso te impôs vitimá-las.
E o Tupi-Guarani lerá em voz alta seu veredicto final.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

ÔMICRON FAZ MÉDIA DE MORTES POR COVID SUBIR 566% NO BRASIL.

Apesar de considerada menos letal, a variante Ômicron do coronavírus fez a média móvel de mortes pela doença aumentar 566% no último mês, saltando de 98 para 653 óbitos diários nesta quarta-feira (2/2). Mesmo com mais de 70% da população brasileira já imunizada com duas doses ou a vacina de aplicação única, a alta transmissibilidade da cepa tem aumentado as internações em leitos de enfermaria e UTI, enquanto gestores de saúde apontam que a maioria dos quadros graves está concentrada em idosos, pessoas com comorbidades e não vacinadas.

"A subida foi bem lenta na primeira (onda), rápida na segunda e meteórica com a Ômicron", explica Luiz Carlos Zamarco, secretário adjunto de Saúde de São Paulo. "A partir daí, a curva de internações e infecções se estabilizou, com casos de menor complexidade, o que facilitou o giro de leitos", diz. "Hoje temos de maneira clara que podemos estar muito próximos do chamado platô, para que entre 15 e 20 de fevereiro haja estabilidade", explica o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido.

Segundo ele, um terço dos óbitos pelo coronavírus é de pessoas que não completaram o esquema vacinal. O restante ele atribui a pacientes com alguma comorbidade grave, cujo quadro é agravado pela covid.

Em todos os Estados, a expectativa é de que esse aumento em óbitos, internações e novos casos permaneça pelas próximas duas semanas, até atingir um platô. Mas isso não significaria o fim da pandemia. "Estaríamos mais uma vez vencendo uma etapa, fazendo com que todas as pessoas sejam atendidas e medicadas", frisa Aparecido.

A incerteza se explica pela ausência de parâmetros como a taxa de positividade, explica Isaac Schrarstzhaupt, analista de dados e coordenador na Rede Análise Covid-19, formada por pesquisadores voluntários. Essa taxa é obtida quando se divide o número de testes positivos pelo número de testes realizados. "Isso permite prever a tendência do comportamento da doença. Se tivéssemos, poderíamos apostar no pico ou no platô", diz. No País, porém, a testagem é baixa.

Para a epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel, a desigualdade nos índices de vacinação entre os Estados é outro fator a dificultar predição. "Acredito que em alguns Estados como o Rio já passamos pelo pico, mas há uma diferença de desenvolvimento da Ômicron e da vacinação pelo País de pelo menos de duas a três semanas", afirma. "Acabamos olhando para dados de outros países em que essa variante levou de 25 dias a 45 dias para atingir o pico."

A falta de investimentos federais em campanhas de divulgação da necessidade de reforço na vacinação também não contribui, diz a epidemiologista . "A gente já sabia que seria preciso a dose de reforço para essa variante e ainda estamos muito atrás, com porcentual muito baixo quando comparado com outros países como o Reino Unido e a Dinamarca, que começam a retirar as restrições", afirma.
fonte: Notícias ao Minuto.

70% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA JÁ TOMOU A SEGUNDA DOSE DA VACINA CONTRA A COVID-19.

O
número de pessoas vacinadas com duas doses de vacina contra a covid-19 no Brasil superou a marca de 70% da população nesta quarta-feira (2/2). Ao todo, 150.416.056 pessoas receberam a segunda dose da vacina, o equivalente a 70,02%. Nas últimas 24 horas, a segunda dose foi aplicada em 787.869 pessoas, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto as secretarias de saúde de 26 Estados e Distrito Federal.

O número de pessoas que tomou ao menos uma dose da vacina chegou a 165.789.371, o equivalente a 77,17% da população total. Nas últimas 24 horas, 491.995 pessoas receberam a primeira dose da vacina. No mesmo período, 2.291.006 doses de reforço foram aplicadas.

Somando as vacinas de primeira e segunda dose aplicadas, além da terceira de reforço, o Brasil administrou 3.571.053 doses nesta quarta-feira. Já em relação à vacinação pediátrica (para crianças de 5 a 11 anos), o Brasil chegou a 2.188.009 doses, o equivalente a 10,67% deste público.

Em termos proporcionais, o Piauí é o Estado que mais vacinou sua população até aqui: 84,41% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose. A porcentagem mais baixa é encontrada em Roraima, onde 56,62% receberam a vacina. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (40 milhões), seguido por Minas Gerais (16,7 milhões) e Rio de Janeiro (13,2 milhões).