Todos que estiveram na Severiano Gomes no sábado (21/5), nunca mais morrerão, nunca mais verão a morte. O jovem Goleiro do Sport do Alto Edwin, teve uma supremacia tão grande no gol, que nos deu a imortalidade. Daqui há 4 séculos, ainda diremos: Edwin naquele jogo, entre Sport e Mutirão, se tornara um deus. A torcida atônita, viu tanto brilho no moço da Vila do Alto, quem em seus corações diziam: Não é um goleiro. É um buda, um Maomé, ou um Cristo de luvas. Até a bola, cantou-lhe o Hino Nacional, e pediu-lhe a bênção. Foi um dia de um só homem, um só deus. Edwin fez milagres, e ressuscitou de uma só vez uma vila inteira. Ele chorou na cruz, foi levado aos céus, e suas mãos salvaram a toso que estavam no Severiano Gomes.
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domingo, 22 de maio de 2022
sexta-feira, 20 de maio de 2022
NEM LULA NEM BOLSONARO. PESQUISA MOSTRA O NÃO CRESCIMENTO DOS DOIS PRÉ-CANDIDATO.
A pesquisa foi realizada por telefone com 1.000 entrevistados de todo o Brasil entre os dias 16 e 18 de maio. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.
A nova pesquisa eleitoral para presidente na eleição de 2022 da XP/Ipespe, divulgada nesta sexta-feira (20/5) mostra o ex-presidente Lula (PT) com 44% das intenções de voto, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) com 32%, na corrida pelo Palácio do Planalto.
Lula, Bolsonaro e a maior parte dos outros candidatos se mantiverem com o mesmo patamar de intenção de votos em relação à pesquisa do dia 13 de maio.
Atrás do petista e do ex-capitão aparecem o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 8%, e o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB), com 4%.
O deputado federal André Janones (Avente) registrou 2%, e a senadora Simote Tebet (MDB), 2%.
Luciano Bivar (União Brasil), Felipe D'Avila (Novo), Vera Lúcia (PSTU) e Eymael (DC) não pontuaram.
Brancos, nulos ou que não votariam em nenhum dos candidatos somam 6%. Indecisos representam 2% dos entrevistados.
Confira abaixo os cenários da pesquisa.
1° TURNO
Lula - 44%
Jair Bolsonaro - 32%
Ciro Gomes - 8%
João Doria - 4%
André Janones - 2%
Simone Tebet - 2%
Felipe d'Avila - 0%
Luciano Bivar - 0%
Vera Lúcia - 0%
Eymael - 0%
Brancos/nulos/nenhum - 6%
Indecisos - 2%
2° TURNO
Intenção de voto estimulado para presidente:
Cenário 1
Lula - 53%
Jair Bolsonaro - 34%
Branco/nulo/nenhum/indecisos - 22%
Cenário 2
Lula - 53%
Ciro Gomes - 25%
Branco/nulo/nenhum/indecisos - 22%
Cenário 3
Lula - 54%
João Doria - 205
Branco/nulo/nenhum/indecisos - 26%
Cenário 4
Ciro Gomes - 44%
Jair Bolsonaro - 40%
Branco/nulo/nenhum/indecisos - 16%
Cenário 5
Jair Bolsonaro - 40%
João Doria - 38%
Branco/nulo/nenhum/indecisos - 22%
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08011/2022.
CAMPANHA CONTRA O VOTO ÚTIL NO 1° TURNO UNE RIVAIS DE LULA E BOLSONARO.
Rivais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) tentam estancar a campanha por voto útil já no primeiro turno e evitar um aprofundamento da polarização da corrida presidencial entre os dois, que juntos detêm em torno de 70% nas pesquisas.
Em tática de sobrevivência, candidaturas como as de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) se esforçam para convencer eleitores de que a antecipação do segundo turno só interessa aos favoritos, empobrece o debate e acirra a divisão na sociedade.
Há quem diga que o afunilamento prejudica ainda a resistência ao golpe ensaiado por Bolsonaro, com perspectiva de suspeição sobre as urnas eletrônicas e contestação do resultado.
Petistas e bolsonaristas, por sua vez, usam a tese em benefício próprio e instigam as bases a endossar um caráter plebiscitário da votação de 2 de outubro - o segundo turno está previsto para o dia 30 do mesmo mês.
Os resultados esquálidos da chamada terceira via, com o malogro de uma candidatura única, somados à cristalização do confronto direto entre a dupla de antagonistas, reforçam o apelo pela liquidação imediata do pleito, embora observadores mais realistas considerem a hipótese remota.
Ciro, terceiro colocado nas pesquisas (6% no Datafolha de março), é alvo de intensa pressão para que retire sua candidatura em favor de Lula. Apoiadores do petista (que alcançou 43%) sustentam que os votos do pedetista migrariam para o ex-presidente e poderiam elegê-lo logo na primeira fase.
O ex-ministro, que chama o burburinho de "puro terrorismo eleitoral", tenta ganhar tempo e se provar um candidato viável, apesar do cenário hostil para alianças e expansão de seu eleitorado.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, diz que o cálculo feito por lulistas e bolsonaristas leva a "um voto inútil", na verdade. "Quem prega voto útil no primeiro turno não quer que as pessoas pensem, debatam, analisem as alternativas", afirma.
"O PDT não é um partido suscetível à pressão externa", segue Lupi, que confirma ter trocado telefonemas com Lula, mas se diz firme contra qualquer tentativa de persuasão.
"A nossa decisão já está tomada: o Ciro é candidato até o fim. Estamos abertos ao diálogo com todas as forças que queiram construir um projeto para o Brasil, [mas] eu acho que nem o Lula nem o Bolsonaro faz isso.
"A campanha pelo voto útil vem dos dois extremos", diz o ex-deputado federal Carlos Marun (MDB-MS), apoiador da presidenciável. "Nós estamos convencidos de que temos o dever de oferecer uma alternativa aos brasileiros cansados dessa guerra. Espero que o centro se una.
"Para o ex-parlamentar, a candidatura de Tebet "é aquela que tem mais perspectiva de crescimento". Ela alcançou 1% no Datafolha.
Entusiastas da terceira via que já se conformaram com o fiasco de uma candidatura unificada avaliam também que o movimento pelo voto útil simplifica o debate político. Fala-se na necessidade de defender um pacote de ideias "para constranger" os favoritos e elevar o nível da disputa.
Daí o discurso, que ganha força em meios políticos e financeiros refratários a Lula e Bolsonaro, de que o autodenominado centro democrático não deve prescindir de ter representantes no pleito.
Caberia a eles vocalizarem propostas e arregimentarem um percentual de votos que dê poder de fogo na negociação de apoio no segundo turno -a condição seria incorporar pontos da agenda da centro-direita. Eventualmente, a barganha poderia se dar com Lula, apesar das ressalvas a ele.
Discussões sobre a opção entre um presidenciável e outro já ocorrem entre os desolados, com a constatação de que mesmo eleitores frustrados com o atual governo podem voltar a apoiá-lo em razão da ojeriza ao PT.
Há também a pregação de voto nulo como forma de protesto, como é o caso do pré-candidato Felipe d'Avila (Novo) - que se afastou das conversas da terceira via, assim como Luciano Bivar (União Brasil).
O sociólogo José Cesar Martins, coordenador do grupo independente Derrubando Muros, que abriga empresários e formadores de opinião simpatizantes da terceira via e de Lula, diz que a intenção é trabalhar enquanto for possível para que não se abra mão de "pensar o país" na eleição.
"A eleição caminha para se configurar como uma disputa bipolar, mas o Brasil não é só isto ou aquilo. Tem muitas nuances, e elas não estão contempladas nos dois polarizadores", afirma Martins.
Em meio à ameaça de ruptura institucional, a existência de um quadro amplo de candidaturas é defendida nos setores anti-Lula e anti-Bolsonaro como uma espécie de anteparo.
O raciocínio é o de que um conjunto diverso de candidatos posicionado em defesa do sistema de votação teria maior legitimidade para se contrapor a Bolsonaro do que Lula isoladamente.
Petistas dizem, entretanto, que a melhor maneira de barrar a tentação golpista é eleger o ex-presidente já no primeiro turno ou, no pior dos mundos, fazê-lo chegar ao segundo com vantagem consistente sobre o adversário.
Um manifesto organizado em fevereiro por artistas, empresários e advogados, com assinaturas de apoiadores e detratores do PT, afirmou que "não há razão que justifique adiar [a definição] para o segundo turno" e, com isso, correr "os riscos de atos fora da Constituição".
Já apoiadores de Bolsonaro gostam de repetir que ele conseguirá virar o jogo e sua reeleição "vai ser no primeiro turno".
O debate sobre voto útil também pegou fogo em redes sociais nos últimos dias.
O humorista Gregorio Duvivier pediu no programa "Greg News" (HBO) para eleitores de Ciro votarem em Lula e ajudarem a "salvar a democracia". Em resposta, o pedetista e seus correligionários se mobilizaram contra o artista.
A influenciadora digital e drag queen Rita von Hunty, nome artístico do ator e professor Guilherme Lima Pereira, também foi criticada ao repudiar a chapa de Lula com Geraldo Alckmin (PSB) e sugerir aos seguidores "um voto radical no primeiro turno", em nomes mais à esquerda.
fonte: Notícias ao Minuto.
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