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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

EXERCITO IGNORA LULA E PROÍBE ACESSO A DOCUMENTOS DE PAZUELLO.

O exército ignorou uma promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decidiu manter em segredo o processo que apurou a participação do general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em um ato político em maio de 2021 sem autorização do comando. No governo Bolsonaro, a Força impôs 100 anos de sigilo ao caso sob a alegação de que os documentos tratam apenas da vida privada do general. Lula já determinou à Controladoria-Geral da União (CGU) que revise os sigilos irregularmente determinados pelo antecessor. Entre os casos está o de Pazuello.

Em maio de 2021, Pazuello participou de uma manifestação no Aterro do Flamengo, no Rio, ao lado de Jair Bolsonaro. O ato serviu para o então presidente criticar o uso de máscara e ainda dizer que "seu Exército" jamais iria obrigar as pessoas a ficarem em casa durante a pandemia da covid-19. Como o regulamento do Exército proíbe a participação de militares em atos políticos, foi instaurado um procedimento disciplinar. O general apresentou sua defesa e o caso foi arquivado. O processo tornou-se sigiloso.

O general Pazuello virou ministro da Saúde no auge da pandemia, depois de uma tentativa do governo de colocar profissionais médicos na função. Pazuello seguiu à risca as recomendações de Bolsonaro. Além de editar documento facilitando o uso de cloroquina, medicamento comprovadamente ineficaz para a covid, a gestão do general interrompeu as negociações do governo federal com a gestão do tucano João Doria que se preparava para fabricar a primeira vacina no Brasil.

Em live ao lado de Bolsonaro, Pazuello resumiu a linha de atuação: "É simples assim: um manda e o outro obedece". A gestão do general na Saúde e a atuação do governo Bolsonaro no combate ao coronavírus foram alvo de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado. Pazuello terminou indiciado por crimes cometidos durante a pandemia.

Durante a campanha eleitoral, Lula confrontou Bolsonaro com os sigilos do governo, sempre citando o caso de Pazuello. O tema foi levado a debates na TV, ganhou espaço nas promessas de campanha do petista e apareceu até mesmo no discurso de posse. "A partir de hoje, a Lei de Acesso voltará a ser cumprida, o Portal da Transparência voltará a cumprir seu papel, os controles republicanos voltarão a ser exercidos para defender o interesse público", disse Lula.

No Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 2, foi publicado um despacho presidencial dando prazo de 30 dias para a CGU rever os sigilos de Bolsonaro. O texto afirma que foi feito levantamento de abuso na alegação de segredo. Segundo integrantes da CGU, o caso de Pazuello pode ser julgado antes do prazo.

MUNDO FORROZEIRO DE LUTO: CANTORA E COMPOSITORA MORRE AOS 50 ANOS DE IDADE.

Músicas como "Brilho da Lua"; "Meu vaqueiro meu Peão"; Saga de um vaqueiro; "Tatuagem", fazem parte das centenas de músicas compostas pela artista.
* 08/08/1972
+ 03/01/2023

Uma notícias pegou milhares de fãs e mundo forrozeiro na noite desta terça-feira (3/1), a morte da cantora e compositora RITA DE CÁSSIA. Ela estava internada na UTI de um hospital privado de Fortaleza-CE, a artista lutava contra o diagnóstico de Fibrose Pulmonar, doença é caracterizada quando o pulmão do indivíduo fica com cicatrizes no tecido ou passa a ser mais endurecido. A enfermidade reduz a capacidade de expansão do órgão no processo de respiração. 

RITA DE CÁSSIA OLIVEIRA REIS, este é o nome de batismo de Rita de Cássia, nasceu em 8 de agosto de 1972, penúltima filha do casal o sanfoneiro Francisco Flor dos Reis e da professora Maria Oliveira dos Reis, ela tinha 11 irmãos. 

Quando começou a compor, escrevia suas composições em cadernos e guardava só para ela, porque não se interessava em mostra a ninguém. Quando concluiu o 2° grau seu irmão Redondo a convidou para se cantora da Banda Som do Norte. Mesmo sem aprovação dos pais, ingressou em seu sonho de cantar e ser uma grande compositora com o tempo ela os fez mudar de ideia.

Em 1992 a cantora Eliane grava Brilho da Lua, tornando sucesso absoluto, sendo a música mais executada em Fortaleza. Logo em seguida, "Sonho Real" foi gravada pela Banda Mastruz dom Leite que já começava a despontar com muito sucesso no Ceará e outros Estados.

Em 1993, Mastruz com Leite grava "Meu Vaqueiro, Meu Peão" de Rita de Cássia, que é tida como marco inicial do forró eletrônico. Começa ai o estrelato de Rita de Cássia como compositora. Ganhou o diploma “Destaque de Melhor Compositora do Ceará 1993”. O forró começava a tomar conta de todo Nordeste com a nova linguagem romântica, a poesia. A forma direta de falar de amor começou a dar certo e Rita de Cássia, usando todo o seu talento e carisma, continuava compondo canções lindíssimas e recebia muitos elogios a cada dia de locutores, bandas e de principalmente de jovens que passaram a gostar do forró com esta grande revolução.

Em 1994 ganha o prêmio "Destaque da Região Vale do Jaguaribe" como melhor compositora. Além disso, já estava em 8° lugar entre os melhores compositores do País e em 1995 recebeu os parabéns do ECAD ( Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), por ter sido primeiro lugar em execução no Brasil, juntamente com a SomZoom Stúdio. Foi também nesse ano que foi gravado o primeiro CD intitulado Rita de Cássia, Redondo e Banda Som do Norte, tendo como sucesso a música "No voo da asa branca", em que retratava a saudade dos nordestinos que deixavam sua terra natal e partiam para as grandes cidades. 

Em 1998 Mastruz com Leite volta a fazer sucesso com a música "Tatuagem" de Rita de Cássia, que foi uma das mais tocadas nas rádios de todo o Brasil.

Em 2000 seus méritos também foram reconhecidos no evento "XX - O Século das Mulheres", promovido pela jornal Folha do Comércio, onde ela foi homenageada e recebeu o título de "Compositora do Século XX".

Em 2002 teve novamente a explosão de suas composições na música "Jeito de amar (Porres por você", gravado nas vezes de Solange e Xandy (Aviões do Forró), e mais tarde pela Mastruz com Leite.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

A crônica do meu sentimento

FELICIDADE NATALINA
De todas às atrações natalinas, a mais bela e mais elegante, foi a ornamentação da praça da academia das cidades. Em tempos difíceis e dinheiro escasso, nós, família humilde, nos sentimos num país de brilho e cores. Eu, com quase meio século de vida, entrei na casa do Papai Noel, e me senti como se estivesse em um castelo. Ibirajuba, deu ao velhinho de barba branca, status de um César Augustus, e a meninada parecia vagalume, encantados com tantas luzes.
Que natal glorioso, que tamanha felicidade, para a minha alma, que sentiu-se num sonho em flor. O nosso Natal na praça da academia, deveria está em jornais e revistas. E confesso: Não há mistério, devemos divulgar o nosso Natal, até em asas de pombo-correio e nas escrituras sagradas, das histórias de Ibirajuba. Oxalá Papai Noel ficasse residindo para sempre na praça da academia, vos digo, se assim fosse, nossa vida, com toda certeza, teria uma ascensão de vendedor de pirulito e algodão-doce. E nada mais faltaria, e o céu de vem em quando, faria ópera naquela praça da academia.
Se é que vocês me entendem.