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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

A crônica do meu sentimento

SAUDOSA LEMBRANÇA
4 ou 5 estudantes, conversam no portão da escola Manoel Moreira da Costa. O personagem mais importante (O professor), já adentrou naquele recinto escolar, à uns 20 minutos. Eu, sentado na calçada em frente, viajei aos tempos atrás. E vos digo: A rua Professor Alencar, no ano de 1980, foi meu lugar de sonhos, medos e fantasias de criança. Foi minha chegada a escola Manoel Moreira da Costa, sapatos Conga, calção branco e a camisa preta com um desenho de um barquinho, e lá ia Mário Santos, menino pobre do sítio Gavião, estudar no Manoel Moreira da Costa. 
Na volta pra casa, contei a mamãe como foi meu primeiro dia de aula. "Mamãe, a escola é grande e bem bonita". Ela sorriu. Um caderno, a caneta, lápis e borracha, e dos dias mais felizes da minha vida de criança.
Depois ganhamos livros e lápis coloridos, foi uma emoção. Todos os dias, íamos e voltamos a pé, Escola Reunidas Manoel Moreira da Costa.
Aluno: Mário Santos. E nunca terminará essa história.
Se é que vocês me entendem.


EXERCITO IGNORA LULA E PROÍBE ACESSO A DOCUMENTOS DE PAZUELLO.

O exército ignorou uma promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decidiu manter em segredo o processo que apurou a participação do general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em um ato político em maio de 2021 sem autorização do comando. No governo Bolsonaro, a Força impôs 100 anos de sigilo ao caso sob a alegação de que os documentos tratam apenas da vida privada do general. Lula já determinou à Controladoria-Geral da União (CGU) que revise os sigilos irregularmente determinados pelo antecessor. Entre os casos está o de Pazuello.

Em maio de 2021, Pazuello participou de uma manifestação no Aterro do Flamengo, no Rio, ao lado de Jair Bolsonaro. O ato serviu para o então presidente criticar o uso de máscara e ainda dizer que "seu Exército" jamais iria obrigar as pessoas a ficarem em casa durante a pandemia da covid-19. Como o regulamento do Exército proíbe a participação de militares em atos políticos, foi instaurado um procedimento disciplinar. O general apresentou sua defesa e o caso foi arquivado. O processo tornou-se sigiloso.

O general Pazuello virou ministro da Saúde no auge da pandemia, depois de uma tentativa do governo de colocar profissionais médicos na função. Pazuello seguiu à risca as recomendações de Bolsonaro. Além de editar documento facilitando o uso de cloroquina, medicamento comprovadamente ineficaz para a covid, a gestão do general interrompeu as negociações do governo federal com a gestão do tucano João Doria que se preparava para fabricar a primeira vacina no Brasil.

Em live ao lado de Bolsonaro, Pazuello resumiu a linha de atuação: "É simples assim: um manda e o outro obedece". A gestão do general na Saúde e a atuação do governo Bolsonaro no combate ao coronavírus foram alvo de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado. Pazuello terminou indiciado por crimes cometidos durante a pandemia.

Durante a campanha eleitoral, Lula confrontou Bolsonaro com os sigilos do governo, sempre citando o caso de Pazuello. O tema foi levado a debates na TV, ganhou espaço nas promessas de campanha do petista e apareceu até mesmo no discurso de posse. "A partir de hoje, a Lei de Acesso voltará a ser cumprida, o Portal da Transparência voltará a cumprir seu papel, os controles republicanos voltarão a ser exercidos para defender o interesse público", disse Lula.

No Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 2, foi publicado um despacho presidencial dando prazo de 30 dias para a CGU rever os sigilos de Bolsonaro. O texto afirma que foi feito levantamento de abuso na alegação de segredo. Segundo integrantes da CGU, o caso de Pazuello pode ser julgado antes do prazo.

MUNDO FORROZEIRO DE LUTO: CANTORA E COMPOSITORA MORRE AOS 50 ANOS DE IDADE.

Músicas como "Brilho da Lua"; "Meu vaqueiro meu Peão"; Saga de um vaqueiro; "Tatuagem", fazem parte das centenas de músicas compostas pela artista.
* 08/08/1972
+ 03/01/2023

Uma notícias pegou milhares de fãs e mundo forrozeiro na noite desta terça-feira (3/1), a morte da cantora e compositora RITA DE CÁSSIA. Ela estava internada na UTI de um hospital privado de Fortaleza-CE, a artista lutava contra o diagnóstico de Fibrose Pulmonar, doença é caracterizada quando o pulmão do indivíduo fica com cicatrizes no tecido ou passa a ser mais endurecido. A enfermidade reduz a capacidade de expansão do órgão no processo de respiração. 

RITA DE CÁSSIA OLIVEIRA REIS, este é o nome de batismo de Rita de Cássia, nasceu em 8 de agosto de 1972, penúltima filha do casal o sanfoneiro Francisco Flor dos Reis e da professora Maria Oliveira dos Reis, ela tinha 11 irmãos. 

Quando começou a compor, escrevia suas composições em cadernos e guardava só para ela, porque não se interessava em mostra a ninguém. Quando concluiu o 2° grau seu irmão Redondo a convidou para se cantora da Banda Som do Norte. Mesmo sem aprovação dos pais, ingressou em seu sonho de cantar e ser uma grande compositora com o tempo ela os fez mudar de ideia.

Em 1992 a cantora Eliane grava Brilho da Lua, tornando sucesso absoluto, sendo a música mais executada em Fortaleza. Logo em seguida, "Sonho Real" foi gravada pela Banda Mastruz dom Leite que já começava a despontar com muito sucesso no Ceará e outros Estados.

Em 1993, Mastruz com Leite grava "Meu Vaqueiro, Meu Peão" de Rita de Cássia, que é tida como marco inicial do forró eletrônico. Começa ai o estrelato de Rita de Cássia como compositora. Ganhou o diploma “Destaque de Melhor Compositora do Ceará 1993”. O forró começava a tomar conta de todo Nordeste com a nova linguagem romântica, a poesia. A forma direta de falar de amor começou a dar certo e Rita de Cássia, usando todo o seu talento e carisma, continuava compondo canções lindíssimas e recebia muitos elogios a cada dia de locutores, bandas e de principalmente de jovens que passaram a gostar do forró com esta grande revolução.

Em 1994 ganha o prêmio "Destaque da Região Vale do Jaguaribe" como melhor compositora. Além disso, já estava em 8° lugar entre os melhores compositores do País e em 1995 recebeu os parabéns do ECAD ( Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), por ter sido primeiro lugar em execução no Brasil, juntamente com a SomZoom Stúdio. Foi também nesse ano que foi gravado o primeiro CD intitulado Rita de Cássia, Redondo e Banda Som do Norte, tendo como sucesso a música "No voo da asa branca", em que retratava a saudade dos nordestinos que deixavam sua terra natal e partiam para as grandes cidades. 

Em 1998 Mastruz com Leite volta a fazer sucesso com a música "Tatuagem" de Rita de Cássia, que foi uma das mais tocadas nas rádios de todo o Brasil.

Em 2000 seus méritos também foram reconhecidos no evento "XX - O Século das Mulheres", promovido pela jornal Folha do Comércio, onde ela foi homenageada e recebeu o título de "Compositora do Século XX".

Em 2002 teve novamente a explosão de suas composições na música "Jeito de amar (Porres por você", gravado nas vezes de Solange e Xandy (Aviões do Forró), e mais tarde pela Mastruz com Leite.