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terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

A crônica do meu sentimento

AVESSO
Em plena noite de segunda-feira de carnaval, quando me preparava para fazer a Crônica do meu sentimento, surge na rua 26 de Março no Mutirão, um senhor alto, magro, aparentando ter seus 60 par 65 anos de idade, jogando 2 ou 3 palavras fora, o identifiquei pela voz. Voz que muito lembrava o locutor Walter Lima, da rádio Nacional de Brasília. Perguntei-lhe o nome, disse se chamar Jota Gomes, e sabe a sua profissão? Locutor do circo Progresso, que passou aqui em Ibirajuba nos anos 80. Rapidamente liguei para meu primo Garibaldi, que ligou para o Papa, que ligou para o sacristão, que ligou para Clemildo Galdino. Clemildo Galdino acionou os céus, e os anjos convidaram o senhor do algodão doce, o vendedor de pirulitos e o rapaz do caldo de cana com pão doce e devido a presença do locutor do Circo Progresso, todos se juntaram, e deram honrarias de glórias eternas a rua 26 de Março no Mutirão. Áh! E a segunda feira de carnaval, daqui a 3, 4 encarnações sempre lembrará, do dia em que o frevo e o samba, em pleno carnaval, deram um glamour nunca igual, ao locutor do Circo Progresso.
Se é que vocês me entendem.



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

A crônica do meu sentimento

HÁ 40 ANOS ATRÁS
Saí de Ibirajuba a pé, até chegar ao sítio Gavião.
Logo na saidinha da cidade, passei na casa dos Galdinos (João e Dedé Galdino), mais a frente conversei com seu Sigismunde Leite. Lá em seu Otávio, chupei mangas e laranjas tiradas na hora do pé. Em Mané de Mirocha, um programa de rádio saudava papai Noel, já era natal. Bom dia seu Antônio Domingos, feliz natal Zé Pereira.
Com destino ao Sítio Gavião fio pelo Sítio Boa Vista. Na bodega de Romão Rosa, pirulitos e pipocas. Na casa de Lélo Basílio, meninos brincavam no alpendre. Que cachaça tão boa na bodega de Zé Borges. Em João Onofre, bebemos água da quartinha, que água fria e doce.
Ai meu Deus, já tô no sítio gavião, que estrada tão grande, que saudade tão linda no meu coração.
Que estrada tão saudosa.
Se é que vocês me entendem  



A ALEGORIA GIGANTE DO GALO DA MADRUGADA JÁ ESTÁ EM PÉ NO RECIFE.

Imagem: Divulgação Jornal do Commercio

A alegoria do Galo da Madrugada, maior bloco carnavalesco do mundo, foi erguida por volta das 22 horas desta quinta-feira (16/2) na Ponte Duarte Coelho, Centro da cidade do Recife.

Sua majestade, o Galo Ancestral, assinado pelo artista plástico Leopoldo Nóbrega, homenageia preto e pardos, pilares da cultura carnavalesca.

O levante do Galo Gigante foi animado pelo bloco Afro Daruê Malungo, baluarte e pioneiro na preservação e transmissão de saberes culturais de matrizes africanas.

Mais de sete toneladas de insumos foram utilizados na confecção da escultura, que tem 28 metros de altura, sustentada por um guindaste. O trabalho para colocar o Galo gigante de pé durou cerca de 20 horas.

"Em reconhecimento à história e toda riqueza do legado afrodescendente para a formação multiétnica nacional, evocamos a nossa ancestralidade africana e brindamos um novo tempo colorido, de paz, igualdade, inclusão e valorização das diferenças como potência cultural", explicou Leopoldo Nóbrega sobre o tema da bora de arte.

Assim como nas duas edições anteriores, também assinadas por Nóbrega, com a ajuda da designer e arquiteta Germana Xavier, a sustentabilidade e upcycling foram fundamentais no processo de confecção do gigante. A indumentária vem de descarte de tecidos como malhas e jeans coletados em cidades como Caruaru, e Toritama e Santa Cruz do Capibaribe e de revestimentos de pisos em eventos.

"A gente vem com um galo pós-moderno, inclusivo e que dialoga com a redução de impactos ambientais", ressaltou Nóbrega, que manteve o co-criação da escultura gigantes em parceria com mulheres artesãs de comunidades periféricas, como Bomba do Hemetério, Morro da Conceição, Santo Amaro e Ponto de Parada. 

A roupa do Galo Gigante traz tons quentes, como as tonalidades presentes na bandeira de Pernambuco. A exuberância de cores e texturas também faz referência a elementos do frevo e maracatu, como coroas, escudos e sombrinhas.

As pontas das asas são douradas, em referência a Oxum, orixá das águas, e no pescoço, um colar no estilo gargantilha africana. A cauda, por sua vez, traz todas as cores do arco-íris para destacar que o Carnaval é de todos. Mosaicos de espelhos confeccionados com descartes de DVDs iluminam a importância do consumo consciente.

Pinturas africanas em cor branca adornam o rosto do gigante, cuja crista passa a adotar dreadlocks, embelezados com fitas de múltiplas cores.
fonte: Jornal do Commercio.