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terça-feira, 14 de março de 2023

PERNAMBUCO TERÁ A PRIMEIRA POLICIAL VIRTUAL DO BRASIL.

Lançada esse mês Mari vai receber avaliações sobre o serviço prestado nas delegacias às mulheres vítimas de violência doméstica.
Com o objetivo de melhorar o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica nas delegacias de Pernambuco, o Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Defesa Social (SDS), lançou neste mês de março o robô Mari, primeira policial civil virtual do Brasil. 

Após a vítima prestar queixa na delegacia, receberá em seu celular uma mensagem de Mari. A policial virtual fornecerá o número do boletim de ocorrência e, em seguida, solicitará a avaliação da mulher sobre o atendimento. Ela poderá opinar escolhendo de "ótimo" a "péssimo". Se a vítima avaliar negativamente, logo depois recebe uma segunda mensagem e informará, selecionando entre oito opções, qual o motivo da insatisfação.

Dessa forma, o Projeto Mari ajudará a Polícia Civil a mensurar a qualidade dos serviços prestados a vítimas de crimes descritos na Lei Maria da Penha: Violência física, psicológica, moral patrimonial e sexual, no âmbito doméstico e familiar. A ação está voltada para as cidadãs atendidas tanto nas delegacias Especializadas nas Mulher quando em qualquer outro delegacia de polícia de Pernambuco. 

Com o auxílio desse dispositivo, serão observados os gargalhos no atendimento, o que permitirá aprimorar e tornar mais eficazes os serviços desempenhados pela Polícia Civil na proteção e defesa da mulher que sofre violência doméstica, familiar e afetiva.   

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

REMINISCÊNCIA
Daqui a pouco temo às pessoas de nossa cidade irão esquecer nossos eventos e personagens de outrora. Hoje, quase não se fala mais na Banda de Pífanos do Alto de São Francisco, que aos domingos animava e encantava a feira livre daquele povoado. E confesso, eu sempre foi um amante daquela Banda de Pífanos. Não esqueçamos os nossos bêbados folclóricos: Mané Cobra Preta, seu filho Laércio de Abé; Vai-e-Vem com o seu famoso bordão "Só Traçando a Massa"; Ofrásio e Lilito com seu bordão "Mininin". Que cachaça boa, que turma animada. E mossa irreverente Maria Fuba e o abusado Tonho Bucho de Ferra, era um festa animada. 
A ronda da cidade feita a pé, feita pelos policias Lúcio e Ferreirinha apoiado pelo guarda noturno Luiz Onça, todos os temiam.
Nós meninos pobres, sonhávamos com a chegada do circo, já os afortunados, tomavam um bom refrigerante com Cachorro Quente no Bar de Seu Onofre.
No período das políticas, tivermos grandes discursos dos políticos Cintra Galvão, Nilson Gibson e Manoel Ramos, os comícios eram uma festa.
Se é que vocês me entendem.  

     

segunda-feira, 13 de março de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

A crônica do meu sentimento 

OS SEIS 
Na parede da casa fechada, tá lá o retrato da família. 
Dos 6 da foto antiga, só restam 3 vivos. 
A mãe morreu aos 83 anos, todos os dias ela perguntava pelo o filho mais velho, que já havia morrido a 3 anos.
O pai, tá com quase 90 anos, conhece só os dois filhos que ainda estão vivos.
Raimundo tá em São Paulo, nunca mais veio contar suas façanhas nas noites de lua.
Constância sofre de amnésia, ficam em silêncio o tempo todo.
Juvenal o da esquerda, casou, teve 3 filhos, ficou viúvo morreu há 2 meses.
Olhando para o retrato amarelado pelo o corre corre da vida, nos dá saudade, lágrimas e choro. Nós 6, que tempo bom.
Às noites eram longas e os dias curtos.
Que Café forte! Que bolacha tão doce, e o candeeiro quase apagado, mas dava pra contar os 6 da foto, e apontando o dedo dizer nome por nome.
De manhã no curral, o leite bem quentinho, lá vêm o pãozeiro, que festa tão boa... e tudo ficou registrado naquele retrato.
Às pescarias quase não se tinham peixes, mas, a festa valia à pena.
Hoje são 6 no retrato, que sabe, que os 6 nunca mais existirão.
Não é notícia de jornal, más é algo muito importante, são fatos e fotos, de uma família, que agora está junta só no retrato.
Se é que vocês me entendem.