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quarta-feira, 31 de maio de 2023

CRÔNICA ESPORTIVA


NAQUELE JOGO

Eis a história:
Começa o jogo. 20 minutos do primeiro, o placar se encontrava morto, tão morto que os vivos dormiam em túmulos. De repente, o milagre aconteceu, não o milagre da multiplicação dos 5 pães e 2 peixinhos, foi bem maior. Os atacantes, que até então, não passava de uma Torres de Babel, falaram a mesma língua, e saiu o gol mais bonito do mundo, goleiro adiantado, bola por cima, e o grande momento do futebol (menos para o goleiro vitimado é lógico) e êxtase tomou conta das quatro linhas, um golaço. e Houve lágrimas de alegria, houve lágrimas de tristeza, naquele jogo. A partida esta quase no vim, e não houve mais o empate. O juiz pede a bola, aponta paro o meio de campo, acabou, 1 a 0. Os vencedores pareciam moleques, saltando, rindo e plantando Bananeira. Os perdedores, parados, hipnotizados, com se fossem antas empalhadas.



terça-feira, 30 de maio de 2023

SAÚDE:

SAÚDE MENTAL E ALTERIDADE
ANDRÈ NAVES
Defensor Público Federal, especialista em
Direitos Humanos e Inclusão Social;
Mestre em Economia Política.

A alteridade é um conceito importante quando falamos sobre saúde mental. Significa enxergar no outro não apenas alguém diferente de Nós, mas também que pode contribuir para o nosso próprio crescimento e realização pessoa. É perceber que ao conviver com pessoas diferentes, podemos aprender e nos enriquecer como indivíduos.

Quando enxergamos alguém com os olhos da alma, estamos indo além da simples visão física. Estamos reconhecendo o valor humano presente em cada pessoa. Enxergar dessa forma é sentir empatia, é se importar com o outro e valorizar a sua individualidade. É perceber o outro como a chave para o auto enriquecimento. Alteridade é, portanto, se alterar com a experiência da convivência.

A diversidade é um conjunto plural de pessoas com características, origens e experiências distintas. É importante reconhecer essa diversidade e respeitar as diferenças entre as pessoas. Porém, só a diversidade não é o suficiente. Precisamos garantir a inclusão, ou seja, trazer todas essas pessoas para posições de destaque e protagonismo. Ao promover a convivência e o aprendizado mútuo, a alteridade possibilita que cada pessoa compartilhe suas experiências e práticas, enriquecendo o todo. Cada indivíduo tem algo valioso para oferecer, e é por meio da colaboração entre as diferentes individualidades que o progresso acontece.

Nesse contexto, é fundamental desenvolver a sensibilidade humana. Isso significa compreender que o progresso não está na competição desenfreada, mas na colaboração entre as pessoas. Quando valorizamos a diversidade e trabalhamos em conjunto, temos a oportunidade de construir caminhos para o sucesso e criar uma sociedade mais justa. Esse é o espírito da coletividade: a exaltação das individualidades, unidas, para construir caminhos para o sucesso.

Vivemos em uma era maravilhosa de inovação e avanços tecnológicos, em que a inteligência artificial assume muitas tarefas técnicas. No entanto, a criatividade e a inovação continuam sendo atributos exclusivos dos seres humanos. A essência criativa da humanidade não pode ser reduzida a algoritmos. Portanto, a inclusão é essencial para o progresso social. Ela impulsiona a criatividade e as habilidades de interação entre as pessoas. Para construir uma sociedade sustentável, inclusiva e justa, é necessário que todos nós nos unamos nesse propósito. Juntos, podemos criar estruturas sociais que valorizem a diversidade, promovam a inclusão e permitam que cada pessoa seja protagonista de sua própria história.

CRÔNICA ESPORTIVA


ÚLTIMA CRÔNICA: 
ESTÁDIO SEVERIANO GOMES.

Lembro-me, dos nossos encontros nas tardes de domingo, eu ansioso, na espera do derradeiro apito. 
Já você (Estádio Severiano Gomes). feliz como criança em dia de aniversário, ou, menino pobre descobrindo o seu primeiro picolé premiado.
Aquele recinto esportivo, outrora já foi jardim das flores do muçambé, onde os pintassilgos felizes faziam faziam monólogos. Mas quis Deus, que a bola encontrasse casa, e nós ibirajubenses, divididos pelo o açude, pudéssemos  dá um drible na saudade, para alcançar a imortalidade de uma simples fotografia, do Estádio Severiano Gomes. Nosso campo municipal, têm a predestinação para fazer nossa gente sorrir e chorar, parecendo se uma simples cobrança de uma falta, ou talvez, um gol decisivo. No meu tempo de colégio Manoel Moreira da Costa, minha matemática, se resumia em contar os dias, ansioso para chegar o domingo. Domingo de jogo, ida perfeito para se chupar laranja nas sombras dos eucaliptos. Só você Estádio Severiano Gomes, é capaz de ouvir minhas confissões, e de maneira discreta, sussurrar 2 ou 3 linhas de minha última crônica. O tempo passou, e minha espera pelo o derradeiro apito chegou. Agora sem comprimidos antidepressivos, sem torcida, vendo às chuteiras penduradas na saudade, ofereço ao estádio Severiano Gomes, minhas últimas linhas frenéticas de agradecimento pela às tardes de domingo, que mesmo estando  triste, pude transmitir a alegria (nas narrações).
Talvez um dia, no último drible da vida, eu possa feito criança, no campo vazio chutar a bola, de uma barra para a oura, e em silencio, sair de Cena.