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terça-feira, 4 de julho de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

VOLTANDO PRA CASA

Muito melhor que beber um copo d'água quando se está com muita sede, é puder voltar pra casa. 
No caminho da volta, parar nas sombras da Jurema Preta, passar na bodega do vendedor que ainda hoje vende fiado. 
Quanta felicidade!
Conversar com os passarinhos, comer bolacha seca e tomar um bom café, depois um cigarro de palha para tirar a ansiedade.
Quando chegar em casa, quero sentar juntinho ao fogão de lenha, aliás, não se pode sentir a vontade de está em casa, sem que o fogo de lenha não esteja aceso.
Meu Deus! como eu sofri longe de casa. Sentir saudade do meu engraxate, e dos meus sapatos também, que pena, que minha mãe não está mais lá, meu pai agora distante.
Tudo dói muito, assim que eu chegar em casa, irei procurar o caderno das minhas anotações, quero saber, quando tempo faz que eu comprei meu realejo Pátria Formosa" e as datas das festinhas da escola.
Voltei para minha, tô em casa. Oxalá, eu só saio daqui, vencido pela força da morte.
Se é que vocês me entendem.


quarta-feira, 28 de junho de 2023

VEÍCULO TOMADO DE ASSALTO NA ZONA RURAL DE IBIRAJUBA

O crime aconteceu na manhã desta quarta-feira (28/6) num estrada vicinal no sítio Gavião zona rural da cidade de Ibirajuba/PE.

Segundo as informações, a vítima trafegavam no local quando foram abordados por quatro elementos armados de espingarda de grosso calibre e pistolas anunciaram o assalto e subtraíram um veículo Hilux placa KGK-8D42 cor prata.

Os ocupantes do veículo foram levados com reféns e liberados posteriormente numa área rural no município de Altinho. 

A polícia civil está investigando o caso. 

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS


DESEJOS E SAUDADES

Desejo às vezes voltar aquela casa, onde nasci. Correr no terreiro grande, depois entrar para dentro, e tomar uma água com um pedaço de rapadura. Antes do almoço sair para pescar, tomar um banho no poço, encher a boca com a água e depois jogar para cima.
A casa era grande, o bigode do meu pai também era grande, havia respeito. 
Quando chovia, corríamos nas estradas, que coisa tão singela, que simplicidade. 
O cavalo de pau, passava a noite inteira no quarto, juntinho da cama. 
No pé de goiabeira que ficava por trás de casa, os passarinhos cantando e se alimentando das frutas. O vem-vem, dava seu recado, mas por fim, não vinha ninguém.
Mas que coisa boa quando pãozeiro passava, o pãozinho com leite e café bem quentinho.
No domingo, às pessoas iam à igreja, o pão e o vinho era mais puro, tudo era abençoado, até quando um passarinho morria, havia sentimento de tristeza.
Na hora das refeições, todos oravam, havia gratidão, e Deus não estava tão distante de nós.
Que saudade da casa branca lá do sítio gavião, onde o suor e às lágrimas dos meus pais ainda eu encontro lá.
Entre tristezas e sofrimentos, ali fomos tudo e nada, mas vivemos, e isso foi como um pirulito premiado, na feira livre do Mutirão. 
Se é que vocês me entendem.