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segunda-feira, 25 de novembro de 2024

PERNAMBUCO FICA RESPONSÁVEL POR PREPARAR POSSÍVEL DENÚNCIA CONTRA BOLSONARO.

 
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, está receberá nesta semana um extenso relatório da Polícia Federal (PF), com mais de 800 páginas. O documento detalha a tentativa de golpe de Estado que foi revelada no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outras 36 pessoas. Após examinar as provas reunidas pelos investigadores, Gonet poderá optar por denunciar os indiciados, arquivar o caso ou solicitar novas diligências. 
 
A legislação determina que Paulo Gonet tenha 15 dias para se pronunciar sobre o relatório da Polícia Federal, embora não exista um prazo legal para decidir sobre a apresentação de denúncias contra os indiciados. A expectativa é que eventuais denúncias sejam apresentadas apenas em 2025, quando os casos de fraude em cartões de vacina e desvio de joias da Presidência forem analisados ​​em conjunto com a tentativa de golpe. Até lá, o procurador-geral contará com uma equipe especializada para examinar detalhadamente.
 
O Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos (GACC), formado por novos procuradores, será responsável por analisar o material produzido pela Polícia Federal para fundamentar as denúncias que poderão ser apresentadas pelo Procurador-Geral da República. A equipa é coordenada pelo procurador Joaquim Cabral da Costa Neto, que integrou o tempo de Paulo Gonet no Ministério Público Eleitoral durante a gestão do ex-procurador-geral Augusto Aras. O trabalho de análise dos indiciamentos da PF também contará com o apoio de servidores e assessores do Procuradoria-Geral. 

Integrantes do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos.
Joaquim Cabral da Costa Neto, coordenador - Procuradoria da República no Estado do Amazonas (PRM) de Garanhuns (PE). 
Catarina Sales Mendes de Carvalho - Procuradoria da República no Estado do Amazonas (PR-AM).
Cecília Vieira de Melo - Procuradoria da República no Estado do Amazonas (PR-AM).
Daniel José Mesquita Monteiro Dias - Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE)
Gabriela Starling Jorge Vieira de MEllo - Ministério Público de Goiás (MP-Go)
Lígia Cireno Teobaldo - Procuradoria da República no Pará (PR-PA)
Leandro Musa de Almeida - Procuradoria da República no Município (PRM) de Guarulhos (SP).
Pablo Luz de Beltrand - Procuradoria da República no Mato Grosso (PR-MT0.
 
O Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos foi instituído em janeiro de 2023 pelo então procurador-geral Augusto Aras, logo após as invasões aos prédios dos Três Poderes promovidas por apoiadores golpistas do ex-presidente Jair Bolsonaro. Até dezembro do ano passado, de forma cooperativa o grupo esteve a cargo do subprocurador-geral Carlos Frederico Santos, responsável por apresentar grande parte das denúncias contra os envolvidos nos atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro.
 
Carlos Frederico Santos deixou a cooperação do grupo após a nomeação de Paulo Gonet como procurador-geral da República pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante o seu período à frente do grupo, o subprocurador-geral fez diversas declarações sobre o andamento das investigações, incluindo a afirmação de que “uma pessoa conduziu” a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro.
 
Carlos Frederico Santos afirmou que a delação do tenente-coronel Mauro Cid à Polícia Federal, feita em novembro do ano passado, era, até então, apenas uma narrativa. Ele destacou que seriam necessárias diligências para verificar as acusações do ex-ajudante de ordens da Presidência durante o governo Bolsonaro. “Eu não trabalho como o pessoal da Lava Jato”, declarou. Eu trabalho com prova concretas para que as pessoas seja denunciadas com provas irrefutáveis.
 
Na última quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou a validade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, após um depoimento de horas três prestado pelo militar.
 
O sucessor de Frederico tem perfil mais discreto. Costa Neto não concedeu entrevistas desde que assumiu o cargo, mas o PGR tem divulgado os feitos do seu trabalho. Em boletim publicado na última terça-feira, (19/11), a instituição informou que 284 denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelas invasões golpistas de 8 de janeiros foram condenados.
 
O Grupo de Combate aos Atos antidemocráticos também tem investido em acordos de não-persecução penal, nos quais os acusados se comprometem a cumprir penas alternativas, como serviços comunitários e assistir a um curso de reeducação sobre a importância da democracia. Segundo o MPF, 476 presas em flagrante após o 8 de janeiro assinaram acordos.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

CRÔNICA ESPORTIVA.

 

A NOSSA CULTURA NAS CHUTEIRAS
 
O chute a gol, a rede balança, e o artilheiro, com certeza, estará também na festa do Carreiro.
O lançamento para a grande área, diz o zagueiro, sim, este zagueiro vai prestigiar a Festa das Debutantes. 
Bola perigosa, o goleiro defende, Assim como esse goleiro defendeu o seu gol, a bandinha de pífanos do Alto de São Francisco também nos defendeu um dia.
Agora, o técnico orienta seus atletas. Com sua experiência de vida, ele conhece os móveis que Seu Celestino um dia fez em nossa cidade. Os dois times jogam com total harmonia, fazendo alusão às violas de Chico Leite e Chico Chagas. 
Lá vem o gandula correndo com a bola. Menino gandula não perde a escola! O Manoel Moreira te chama, vai, menino, estudar, que a vida é cheia de dribles e gols contra; mas o lápis e o caderno te darão uma grande vitória. 
O nosso estádio Severiano Gomes também é palco do glamour das Festas de Santo Isidro.
E no último gol, nos acréscimos do jogo, teremos a pretensão de fantasias eternas sobre o nosso futebol e a nossa cultura.

 

UMA EM CADA QUATRO RODOVIAS DO BRASIL ESTÁ RUIM OU PÉSSIMA, APONTA PESQUISA.

 
A malha rodoviária do Brasil continua em condições precárias, conforme evidenciado novamente pela Pesquisa CNT Rodovias 2024, divulgada nesta terça-feira (19/11) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). 
 
Em síntese, uma em cada quatro estradas brasileiras apresenta condições ruins ou péssimas, deixando de oferecer o mínimo necessário para a segurança viária. Esse cenário reflete um problema grave em um país onde, no mínimo, 33 mil pessoas perdem a vida no trânsito anualmente, a maioria delas em rodovias.
 
O estudo avaliou 111.853 km de rodovias pavimentadas, abrangendo 67.835 km da malha federal e 44.018 km dos principais trechos de rodovias estaduais. A análise considerou aspectos como pavimentação, sinalização e geometria dos segmentos rodoviários.
 
A Pesquisa CNT Rodovias 2024 revelou que apenas 7,5% das estradas avaliadas apresentaram condições gerais consideradas ótimas, mantendo o padrão observado ao longo dos 28 anos do levantamento. Em comparação com 2023, houve uma queda nesse índice: entre os 111.502 km analisados no ano anterior, 7,9% receberam a mesma classificação.
 
A maioria das rodovias analisadas pela CNT foi classificada como regular (44,4%), enquanto 25,5% foram consideradas boas. Além disso, a maior parte das vias avaliadas no Brasil é formada por pistas simples de mão dupla, somando 94.848 km, o que corresponde a 84,8% da extensão total analisada.
 
A pesquisa CNT Rodovias 2024, realizada em parceria com o Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), revelou dados sobre a malha viária brasileira. Com uma extensão total de mais de 1,5 milhão de quilômetros, apenas 12,4% dessa malha é pavimentada, o que equivale a 213,5 mil quilômetros.
 
Recuperar as estradas brasileiras seria um desafio monumental, com um custo significativo. De acordo com estimativas da CNT, seriam necessários cerca de R$ 100 bilhões em investimentos para reverter o atual estado de deterioração.
 
O maior volume de investimentos seria necessário nas rodovias sob gestão pública, tanto federal quanto estadual. Isso se deve ao fato de que apenas 2,7% dessas rodovias, que representam 74% da extensão analisada, estão classificadas como em ótimo estado. Em contraste, nas rodovias concedidas à iniciativa privada, esse índice salta para 21,4%.
 
O presidente da CNT, Vander Francisco Costa, destacou os avanços feitos para melhorar o cenário rodoviário nacional, mas enfatizou a necessidade de aumentar os recursos e o orçamento destinados às rodovias brasileiras. “A melhoria da infraestrutura de transporte é um processo de longo prazo, que exige constância e comprometimento”, afirmou.
 
“Investimentos contínuos são essenciais para assegurar o progresso gradual e sustentável das rodovias. A CNT destaca a importância de manter e intensificar esses esforços, pois somente assim será possível garantir uma mobilidade mais segura e eficiente, impulsionar o desenvolvimento socioeconômico do país e atender às demandas de uma sociedade que busca uma infraestrutura de qualidade”, enfatizou.
 
De acordo com a Pesquisa CNT Rodovias 2024, apresentada em um relatório de 225 páginas, os 45.263 km classificados como regulares estão próximos de um estágio de deterioração mais grave, demandando intervenções imediatas de manutenção para prevenir o agravamento de suas condições.
 
A Confederação alerta que, sem intervenções imediatas e adequadas de manutenção, esses trechos têm grande probabilidade de serem reclassificados como ruim ou péssimo. Além disso, observa-se um desgaste predominante em 55,8% da extensão total avaliada, equivalente a 62.278 km.
 
A pesquisa aponta que a má qualidade da superfície do pavimento é facilmente percebida pelos usuários das rodovias, impactando diretamente o conforto durante o trajeto, frequentemente em razão da falta de manutenção adequada.
 
Ao longo dos anos, a pesquisa destaca que a expansão da malha pavimentada tem sido insuficiente para atender às crescentes demandas de escoamento da produção nacional e de abastecimento interno.
 
No topo do ranking está a rodovia Raposo Tavares (SP-270), especificamente no trecho de 272 km que liga Presidente Epitácio a Ourinhos, no interior de São Paulo.
 
Segundo o ranking da Pesquisa CNT, apenas oito rodovias são classificadas como ótimas. Todas elas estão localizadas na região Sudeste, sendo sete em São Paulo e uma no Rio de Janeiro, e todas são operadas pela iniciativa privada.
 
A única exceção é a rodovia Dr. Elyeser Montenegro Magalhães (SP.463), ne trecho entre Ouroeste e Clementina, no interior de São Paulo, que possui gestão pública e não foi concedida à iniciativa privada. Além disso, nenhuma rodovia federal está classificada como ótima.