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terça-feira, 31 de dezembro de 2024

CRÔNICA ESPORTIVA. #180

 

RETROSPECTIVA 

Durante todo o ano de 2024, nossas palavras foram honestas e verdadeiras. Nunca houve um pretexto fúnebre ou ateísta em nossa crônica. Pelo contrário, foram sempre louvações respeitosas, visíveis, ao nosso amado futebol. Tudo isso feito com paixão e dentro do mais puro espírito esportivo.
 
Elevamos o estádio Severiano Gomes e proporções faraônicos; transformamos as esquinas e os botecos em um berço esplêndido, onde a bola foi celebrada com caldo de nada e pão doce. A Crônica Esportiva de Mário Santos jamais deixou o torcedor ibirajubense sozinho, lambendo rapadura à margem da estrada.
 
Em nossa cidade, já contamos com três padarias, mas o verdadeiro pão nosso de cada dia, quem sempre entregou foi a Crônica Esportiva "CHUTANDO A BOLA". E, para sempre, cada chuteira (ativa ou aposentada) ecoará em uníssono: Amém! 

 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

CRÔNICA ESPORTIVA. #179

 

MODÉSTIA À PARTE

Glória a Deus nas alturas e paz aos homens de bom coração, que um dia já beijaram a mão de um líder religiosa no interior do estádio Severiano Gomes. Eis a verdade: nossa Crônica "CHUTANDO A BOLA" dedicou todo o ano de 2024 a consagrar o futebol da cidade, como uma verdadeira hóstia sagrada.
Mário Santos, mestre das palavras, nunca permitiu que a bola ficasse lambendo rapadura à margem da estrada. Nunca! Dos templos religiosos aos botecos mais simples, os nossos artilheiros sempre foram reverenciados, da cabeça aos pés. Sem falsa modéstia, desde os tempos da 2ª grande guerra mundial, ninguém fez mais pelo nosso futebol do que a crônica esportiva "CHUTANDO À BOLA".
É lamentável, porém, que alguns ingratos nunca tenham sequer oferecido um "obrigado' ao velho Mário Santos, Mas Deus, em sua infinita bondade, sempre abençoou o locutor esportivo do querido Sítio Gavião. Quanto aos bípedes que hoje bebem o sangue simbólico da bola, quem sabe, um dia clamarão pela tão sonhada metamorfose do futebol, um esporte que, eternamente, encontra vida nos pés habilidosos de nossos artilheiros e na filosofia sagrada inscrita no gramado do estádio Severiano Gomes.
Tenho fé que 2025 será o ano da redenção, quando até os mais endurecidos de coração e caráter serão transformados pelas linhas poéticas da crônica "CHUTANDO A BOLA".


 
 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

CRÔNICA ESPORTIVA. #178

 

INACREDITÁVEL
 
Diante das filosofias e dos contos minuciosamente garrinchianos, eu vos digo: "O Estádio Severiano Gomes concede aos cavalos e às ovelhas, que derramam sua essência viva naquele solo, as prerrogativas dos guardiões do tempo esportivo.
Raciocinemos: tudo está parado. Sem futebol, sem bola, sem alegria. E, ainda assim, aquele recinto esportivo permanece rosado, como se refletisse as bochechas de um bebê, de uma boneca de porcelana ou algo entre os dois. Em outras palavras, tudo ali tem vida.
Eu acredito no sobrenatural que emana daqueles animais. Talvez a bola, com cada gomo seu, traga inscritas profecias de equinos, de ovinos ou de algo inexplicável que renova, dia após dia, o vigor daquele campo municipal.
Atrevo-me a dizer: não há outro motivo para que assim seja. Cada torcedor ibirajubense que contempla o Estádio Severiano Gomes, e percebe sua euforia quase mágica mesmo na ausência de jogos, sente-se como se um passarinho repousasse em cada ombro, trazendo uma surpresa inesperada.