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sexta-feira, 6 de junho de 2025

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS. #260


RECORDAÇÃO DE CRIANÇA
Uma vez saímos daqui do Sítio Gavião a pé e fomos par a cidade.
Era fim de tarde, e já se via fogueira acesa em quase todas as casas. Era mês de junho, tempo de preparativos para as festas juninas. Os riachos ao longo da estrada corriam cheios, com uma água tão clara, tão fria... Parecia que borboletas e flores tinham uma só alma. Tudo era bonito. Tudo era bom.

Antes de chegar a Ibirajuba, parávamos no poço para tirar a poeira dos pés, calçar os sapatos, e ajeitar o cabelo, da um trato no visual.

Que colorido lindo tinha as luzes da cidade! Em cada casa, uma fogueira que queimava alegre. Corríamos direto para a barraca de Zé de Severinho - quantas fogos! Pobre dos cachorros, todos assustados com os estouros. As ruas, todas enfeitadas com bandeirinhas e balões, pareciam um céu de papel.

O som do triângulo, da sanfona e da zabumba ecoava por todo canto. Nas calçadas, o povo assava milho, carne, tomava uma cachacinha, tudo em volta da fogueira, e o café e aquela conversa não faltava.

Eu ainda menino, via os mais velhos fumando e sentia vontade de experimentar um trago. Lá no bar de seu Zé Jovino, a temperada era servida para todos. Meu pai bebia e dava risadas largas, de fazer gosto.

Ali, as pessoas se respeitavam. Lembro de uma vez em que dona Maria de Lulu saía da missa, e meu pai mandou que eu pedisse a bênção a ela. Havia consideração pelos mais velhos, e isso fazia parte de quem a gente era.

As quadrilhas juninas eram a grande atração. Certa vez, elas se apresentaram na quadra Alcides Justino - a velha quadra - e foi uma festa daquelas! As pessoas se espremiam nos muros para assistir. O casamento matuto era o mais esperado; o pai da noiva era um personagem engraçadíssimo.

E o que dizer das barracas? Milho assado, pipocas, bolinhos de goma... tudo junto, tudo cheiroso. Aquilo era um verdadeiro jardim do Éden! E quase nas cinzas das fogueiras, a volta para casa... Ah, meu Deus, que festa! Com alguns chicletes no bolso, os pés no chão e a felicidade estampada no rosto.
Que são João tão bom...
Se é que vocês me entendem!!!

DIREITA TEM VÁRIOS CANDIDATOS CONTRA LULA, MOSTRA PESQUISA.


A pesquisa Genial Quaest divulgada nesta quinta-feira (5/6) avaliou as intenções de voto para a presidência da República nas eleições de 2026 e apontou que o presidente Lula (PT) empataria numérica ou tecnicamente com cinco candidatos da direita.

No último levantamento, divulgado em março, o petista vencia todos os opositores e só empatava com Jair Bolsonaro (PL), dentro da margem de erro. Agora, além do ex-presidente, ele também foi alcançado pelo governador de São Paulo, Tarcício de Freitas (Republicanos), pela ex-primeira dama Michele Bolsonaro (PL) e pelo governadores do Paraná e do Rio Grende do Sul, Ratinho Jr, (PSD) e Eduardo Leite (PSD).

Contra Bolsonaro (PL), Lula aparece numericamente empatado num hipotético segundo turno entre eles. Cada um obteve 41% das intenções de voto. Mas vale lembrar que o ex-presidente está inelegível, embora ainda mantenha o discurso de que será condidato.

Na Sequência, aparece Tarcísio de Freitas, que frequentemente figura na liderança entre os nomes da direita contra Lula. O governador de São Paulo ficou com 40% das intenções de voto, contra 41% do presidente da República.

Em comparação com a pesquisa anterior, onde a distância entre Lula e Tarcísio era de seis pontos, o resultado foi significativo positivo para o governador de São Paulo, que reduziu uma gordura de cinco pontos que os dividia. Considerando os nomes elegíveis, essa foi a menor distância entre Lula e um opositor, representando o maior perigo para o petista, pela menos neste levantamento.

Michelle Bolsonaro ficou com 39% das intenções de voto, contra 43% de Lula. A diferença entre eles foi de quatro pontos percentuais, dando uma leve folga para o presidente, embora ainda estejam empatados no limite da margem de erro.

Já contra Ratinho Jr. a distância diminui para dois pontos percentuais - o governador do Paraná teve 38% contra 40% do presidente. Assim como aconteceu com Tarcísio de Freitas, a distância entre Ratinho e Lula, que era de sete pontos em março, diminuiu cinco pontos no levantamento atual.

Contra Eduardo Leite, que Obteve 36%, Lula ficou com 40%, mantendo os dois empatados tecnicamente no limite da margem de erro. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) aparece mais distante do petista marcando 34% contra 44% do presidente - são 10 pontos de diferença.

Assim como em outras pesquisas, os governadores de Minas Gerais e de Goiás, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), aparecem mais distantes, com 33% cada um.

Os números da pesquisa podem mostrar um cenário preocupante para a esquerda, que, diferentemente da direita, não consegue levantar um nome como segunda opção ao atual presidente, que deve buscar a reeleição sob rejeição, conforme mostrou a pesquisa.

A Quaest desta quinta-feira apontou que 66% dos entrevistados acreditam que o presidente não deveria se candidatar à reeleição, enquanto 32% defenderam mais um mandato do petista.

A pesquisa também mostrou que 57% dos entrevistados disseram que não votariam em Lula em 2026. Este número subiu oito pontos percentuais em relação a janeiro deste ano.

Em entrevista ao Jornal do Commercio, o deputado federal Carlos Veras (PT) afirmou que o bolsonarismo fez com que o debate ideológico se sobrepusesse às entregas do governo.

"Mesmo que as pessoas estejam com a qualidade de vida melhorando, mesmo com todos os investimentos, com todas as ações que estão sendo feitas, isso não repercute na decisão da pessoa em escolher seu candidato. A questão ideológica fala mais alto que o próprio debate econômico", declarou. 

Em relação ao alto número de opções contra Lula, Veras afirmou que pesquisas eleitorais são um recorte temporal do momento, e que ainda há muito tempo para reverter o cenário até a eleição de 2026, quando um único candidato deverá ser escolhido pela direita.

"Em pesquisas, todos os nomes têm potencial, mas a gente sabe que quando o processo eleitoral for caminhando, ele tem uma tendência a afunilar", apontou, completando que a eleição deverá ser polarizada entre o presidente e um bolsonarista.

"O candidato que conseguir absorver essa identidade mais forte com o bolsonarismo e tudo que eles defendem, vai ser o candidato que vai polarizar com o presidente Lula.

Será uma eleição novamente acirrada e decidida em dois turno", reconheceu o parlamentar.

Mesmo inelegível, Jair Bolsonaro foi considerado pela Quaeste e também teve rejeição apontada entre os eleitores. 65% dos participantes afirmaram que o ex-presidente deveria abrir mão da candidatura e apoiar um outro nome para o pleito de 2026. O preferido, com 17%, foi Tarcísio.

45% dos entrevistados também afirmaram que têm mais medo do retorno de Bolsonaro do que a continuação de Lula no poder. Ainda, 55% disseram que não votariam em Jari Bolsonaro para a presidência.

Para o deputado estadual Alberto Feitosa (PL) o entorno de Lula deseja que Bolsonaro seja o candidato, pois isso favorecia o petista. "Para lula, o melhor candidato é Bolsonaro. A pesquisa mostra essa história de que o brasileiro tem medo que Bolsonaro volte, então Lula só tem uma chance, e eles vão trabalhar para deixar Bolsonaro candidato", Disse.

O parlamentar avalia que ter muitos nomes à disposição, como mostrou a pesquisa, é positivo para o campo da direita. "É bom porque vai para o segundo turno. Ratinho Jr não vai apoiar Lula. Tarcísio não vai se candidato, porque ele teria que se afastar em abri, e ele não vai se afaste tendo uma reeleição certa como governador. E Michele só vai se candidata se Bolsonaro não for. Mas Bolsonaro só vai desistir se ele estiver morto", declarou. 

Segundo ele, o mau desempenho de Lual apontado no Quaest se dá por falta de entregas. "O governo Lula 3 é o pior que o Dilma 2, não acerta em nenhuma das áreas. Todo mundo está vendo que o Brasil calapsou, não está conseguindo cumprir os programas. A gente não sabe quem será o próximo presidente do Brasil, mas a gente tem certeza de quem não vai ser: Lula" disparou Feitosa.
Fonte: Jornal do Commercio 

terça-feira, 3 de junho de 2025

PETROBRAS CORTA PREÇO DA GASOLINA EM 5,6 % PARA DISTRIBUÍDORAS.


A Petrobras anunciou uma redução de 5,6% no preço médio da gasolina "A" para as distribuidoras, com vigência a partir desta segunda-feira (3). Com a mudança, o litro passará a custar R$ 2,85, o que representa uma queda de R$ 0,17 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A, a parcela da Petrobras no preço final ao consumidor será de aproximadamente R$ 2,08 por litro — uma redução de R$ 0,12 nas bombas.

Apesar da diminuição, especialistas alertam que o repasse ao consumidor final pode variar, já que o valor nos postos depende de outros fatores, como políticas de preço das distribuidoras, margem de lucro dos revendedores, custos logísticos e tributos.

Desde dezembro de 2022, a Petrobras acumula uma redução de R$ 0,22 por litro nas vendas às distribuidoras, o que corresponde a uma queda de 7,3%. Corrigido pela inflação do período, o recuo real chega a R$ 0,60, ou 17%.

A medida acompanha a queda nas cotações do petróleo no mercado internacional e reflete um cenário global mais favorável. No entanto, o impacto total da redução poderá ser atenuado ao longo da cadeia de comercialização.

A medida acompanha a queda nas cotações do petróleo no mercado internacional e reflete um cenário global mais favorável. No entanto, o impacto total da redução poderá ser atenuado ao longo da cadeia de comercialização.