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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS


PONTO, VÍRGULA E RETICÊNCIAS

Quando
Quando eu quis tapar o sol com a peneira...
Tornei-me mais amigo das borboletas. Senti o perfume de Deus, vindo dos lírios dos campos. Mergulhei no vento, dormi com os pássaros nos galhos do Ipê.
Quando eu quis tapar o sol com a peneira...
Fui mais amigo da lua e das estrelas. Aprendi mais de Deus olhando o entardecer, onde meus pensamentos saíram a galope, desfilando imponentes no dourado crepúsculo.
Quando eu quis tapar o sol com a peneira...
A cigarra preparou-me um belo quarto, no tronco da árvore mais pacata de toda a floresta. E o menestrel Uirapuru, entoou melodias angelicais, fazendo-me pegar o sol com a peneira.

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

PONTO VÍRGULA e RETICÊNCIAS

Pai nosso, que criastes a poesia.
Que destes os pensamentos ao pobre homem, que em seus versos da vida ao silêncio que está preso em sua alma.
Igual a racha que resiste o toque incansável das águas.
Flechas de ódio, nunca acertarão a poesia divinal do mais miserável contador de amarguras e doçuras, minuciosamente extraídas das letras do poeta.
Ó Senhor! Dai-nos fontes eternas, inspiração do Santo Espírito para que vossos contadores de cânticos suaves, vivam eternamente.
Livros são apenas muros gigantes, onde o seus autores libertam a essência de suas mentes. 
Qual pássaro que morre longe do seu ninho, sem poder votar. 
Voando entre as nuvens com os pés no chão, talvez assim, o poeta possa encontrar o alento, que hoje só vemos no algodão doce de uma linda criança inocente.  

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS - A ESCRITA

O progresso escancarou às portas para a tecnologia.  E com isso, perdemos muito em várias áreas. A que destaco hoje é a Leitura.  Éramos fascinados pelo o hábito de ler. Falo da leitura impressa, o Jornal, os bons livros, folhetos, gibis e a literatura de cordel... 

O mundo com a chegada da Internet tornou-se digitalizado, fazendo com que às pessoas perdessem o interesse pelo o bom conteúdo da escrita. A impressa que era a principal guardiã da informação, abandonou o velho e bom papel.  Enveredou pelas telas de TV e celular. 

De fato, os bons costumes e os velhos hábitos aos poucos estão desaparecendo.  Mas, não se enganem, tínhamos escritores, autores e compositores de alto nível.  Tudo porque, a leitura impressa fazia parte do nosso cotidiano. 
OBRIGADO AMIGOS.

 

 

terça-feira, 2 de novembro de 2021

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

 
PONTO, VÍRGULAS E RETICÊNCIAS
Quando eu morrer
Quando eu morrer, deixarei esse mundo tão efêmero, e de coisas tão banais. Serei jogado em uma cova fria, onde não lembrarei de nada mais. 
Os amigos terão uma tristeza irresistível, me levarão até a região do silêncio e saberão que morri definitivamente.
Naquela cova fria ficará junto comigo, os amores e os afagos, às crianças, às mulheres, às amizades. 
A saudade do meu pobre pai, a essência de suas palavras, seus conselhos, sempre estarão ali comigo. 
Quando a aurora irradiante, cortar o véu dos montes, saberás que não estou mais aqui.
Quando o vento dos bosques entoar sua canção entre os eucaliptos, saberás que morri. Aqueles que me amaram, farão um pranto profundo, mas com o passar do tempo, saberão que encontrei um outro mundo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS.


Vale a pena voltar a 2011 a 2014. 
Onde às multidões aos sábados e domingos, invadiam o Estádio Severiano Gomes. E o mais óbvio acontecia, a torcida eufórica, com gestos e palavras ovacionando os seus atletas. A cidade inteira era envolvida, num sentimento mútuo de alegria, afinal, tínhamos futebol, tínhamos laser mais democrático, para um público apaixonado. Hoje o Severiano Gomes é só silêncio, Ou melhor dizendo, o nosso estádio tá vivendo o oposto daqueles dias, onde assistíamos jogos memoráveis. Mas, o tempo que também é placar, sedento pela emoção de um gol, pode um dia nos dá o privilégio de termos outra vez a bola rolando.  

CRÔNICAS DE MÁRIO SANTOS.

QUADRADO DIÁRIO

O domingo foi uma ejaculação precoce. 
A segunda-feira, será  o dia dos encontros recheados do olá, bom dia e 2 pra 500, 1.000... 
O padeiro pode não ser o mesmo, mas, o pão será.
Banho, café, trabalho, contas pra pagar e o resultado da rodada do campeonato brasileiro de futebol. 
Segunda-feira, senhora preguiça, dia normal para os abastados no dinheiro, um verdadeiro Deus nos acuda para os que correm atrás do quase nada.