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quarta-feira, 13 de abril de 2022

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

 
Ponto, Vírgula e Reticências

DRAMAS DA CIDADE
Nesse destino errante, quantas ruas e avenidas devemos andar, para se chegar até a criança que chora com fome?
Os intelectuais, fazem discursos de ilusões. Esquecem do pai de família desempregado, da pobre mãe que esconde às lágrimas dos filhos na hora da Ceia.
O blá, blá, blá de Brasília, não passa de uma cortina de fumaça, para esconderem às vítimas desse capitalismo selvagem.
Nas palafitas e nos becos escuros, há um pedido de socorro, alguém chora mendigando por um pedaço de pão.
Nessa sociedade hipócrita, quem ouvirá os humildes? 
Religiosos do inferno, desfilam nos púlpitos dos ratos, entre bons perfumes e sorrisos satânicos, esses miseráveis nos dão um destino de páginas desertas.
Seduzidos pelas urnas, essa elite podre é capaz de vender a própria alma ao maligno.  


segunda-feira, 11 de abril de 2022

CRÔNICA ESPORTIVA.

SAGA DE UM CLÁSSICO
Foi assim...
Na dimensão de sua fé, Cláudio do Repolho (Técnico do Juventus), na véspera do jogo pediu a Deus: Senhor, dai-nos a vitória!. E não é que o Deus de Cláudio, lhe respondeu. 
Ontem no Severiano Gomes, na verdade não tivermos um jogo. Foi uma biografia mística de um jogador, seu nome, Edvaldo. E eu explico: enquanto a torcida do Mutirão perguntava: Cadê Ramon? Cadê Neném? e os dois faziam ouvidos de mercador, poia a 4 gerações passadas que eles estavam sentados em seus tronos, certos da Vitória. Mas, a fé de Cláudio do Repolho, ergue das cinzas da humildade, um deus de carne e osso, Sim, de ontem para cá, Edvaldo tornara-se um deus!!! Esqueçam técnica, tática e o lado físico. O deus Edvaldo é de baixa estatura, praticamente quase um anônimo diante da torcida. Mas foi ele (Edvaldo), que fez o único gol do jogo (Para o Juventus), e o mutirão não empatou. Na cidade não se fala mais em Ramon em Neném; o único assunto é só a fé de Cláudio do Repolho, e o gol de Edvaldo. A toda torcida, ainda, diz: foi algo sobrenatural. Mas Cláudio do Repolho, é só gargalhadas. E se lhe perguntam: O que foi aquilo ontem no Severiano Gomes? Ele aponta para o céu e dia: foi Deus. E eis agora a dúvida. O do Céu? Ou do terra Edvaldo.