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quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

A crônica do meu sentimento

SERÁ VERDADE
Quando Cristovão Colombo pisou na lua, e Matusalém vendia bolachas na Avenida Tenente Xavier de Araújo, e Mário Santos, Clemildo Galdino e Duda Sobral, foram à Roma, a terra divorciou-se do sol. Ai os rabos presos da política, juraram com a mão sobre à Bíblia, nunca mais venderem suas almas ao Diabo. Se Adão e Eva, tivessem feito seus votos a Deus na urna eletrônica, teriam evitado os mi, mi, mis do purgatório. Napoleão Bonaparte ao lado de sua esposa Cleópatra, se casarão oficialmente, sobre a ponte do rio da chata, ao som de Zé Felix. Depois de amanhã, o Rei Charles 3, anunciará sua vinda a feira livre do Mutirão. E dizem às boas línguas, que o Rei trará uma fábrica de algodão-doce. Oxalá fosse assim.
Se é que vocês me entendem. 


CRÔNICA ESPORTIVA


SEVERIANO GOMES O MELHOR LUGAR
Mesmo estando atracado ao radinho de pilha, ou ligando na televisão, isso tudo para acompanhar o futebol. Nada é mais forte, mais afrodisíaco, mais místico, do que está no estádio Severiano Gomes vendo o nosso futebol. Ali a torcida geme, chora, se rasga, ri, berra, aplaude e até planta bananeiras. O Severiano Gomes é a essência dos nossos atletas, é o chame e às orquídeas futebolísticas. E vos digo; o nosso campo municipal deveria ter status de lua, ou de sol, e porque não o declarar o coração dos Ibirajubenses? Se têm futebol no Severiano Gomes é igualzinho ao sal da terra, é chuva em plena seca, é o preto no branco, ou o 10 de Pelé. O Severiano Gomes é o melhor lugar do mundo! E a bola beija-lhe os pés e as mãos, e do declara um deus, um deus de cada um, ou de todos.   



terça-feira, 10 de janeiro de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

A crônica do meu sentimento

ENCONTRO
Numa manhã de terça-feira, minha alma sentiu-se como se fosse o Rio Chata caindo no Rio Una, e abraçados adentraram no mar. E eu, vos explico o porque de tanta glória.
Tive um prazer de encontrar na cidade de Lajedo, Zé do Pífano, ele que outrora morava no Alto de São Francisco. Falei que as casas daquela decente vila continuam todas iguais, e que às pessoas ainda bebem água e que elas ainda têm sede e fome de justiça.
Agora amigos, as ruas e praças e as calçadas, juntamente com as borboletas, choram e se rasgam de saudades da Banda de Pífanos do Alto de São Francisco. E Deus nos pergunta: Quem não chora?
Ora, essa banda de Pífanos do Alto de São Francisco, nos deu casa, nos deu água e o pão nosso de cada dia; e confesso, nada mais prazeroso, que aos domingos na feira livre daquela vila, tomar uma cachacinha com os amigos, vendo a banda de pífanos passar.
Naquele tempo tudo era bom. O algodão-doce, parece ser mais doce, as flores tinham mais perfume e eu, em meio ao corre-corre da vida, consegui falar com o meu ídolo Zé do Pífano numa manhã de terça-feira na cidade de Lajedo. Que coisa tão simples, que dia de glória, para além da vida e para além da morte.