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quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

UFPE DISPÕE ESPECIALISTAS PARA RECUPERAR OBRAS DE ARTE E DOCUMENTOS VANDALIZADOS EM BRASÍLIA.

Empenhada em contribuir com a reconstrução de peças e documentos destruídos por terroristas bolsonaristas em Brasília, em 8 de janeiro, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) disponibilizou ais Três Poderes uma força-tarefa para ajudar no que for necessário.

O pessoal é qualificado nas áreas de Arquitetura, Patrimônio, Museologia, História, Arte e Cultura. A universidade pretende contribuir com a "imediata recuperação" do patrimônio público danificado, violentado e destruído pelos golpistas.

Um ofício assinado pelo reitor da UFPE, Alfredo Gomes, foi enviado na sexta-feira (13/1). Ele tem reunião marcada com o presidente Lula e reitores de outras instituições de ensino superior do País na quinta-feira (19/1).

O ministro da Educação, Camilo Santana, também estará na reunião, que deve ser realizada no Palácio do Planalto.

De acordo com informações da CNN Brasil, a lista de convidados inclui os 70 reitores de ensino superior no Brasil e dois diretores de CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica).

Segundo o documento enviado, a Universidade Federal de Pernambuco, "como instituição pública e democrática, zela pela defesa e respeito do Estado Democrático de Direito, e, assim, reitera sua integral disponibilidade de contribuir nos esforços nacionais voltados à recuperação do patrimônio do povo brasileiro". 
fonte: Folha de Pernambuco.

CRÔNICA ESPORTIVA

O ARTILHEIRO
Sem nenhuma modéstia, ele adentra o gramado. Todos os olhos estão fixados nele, que mais parece uma bailarina dançando "O cisne Negro". O sujeito não pisa no chão, masca chiclete, sacode o cabelo, é todo saltitante, tipo Gazela do deserto. E a torcida o declara santo, ou anjo, ou um profeta ou até mesmo um salvador. O artilheiro, que nunca precisara ir a um psicanalista, nem ao dentista, ou até mesmo a um banheiro público. A vida deu-lhe a prerrogativa, que é assim: se perde um pênalti decisivo, não se ouve uma escassa vaia, e se converte o pênalti em gol, é saudado com aplausos risos, e o próprio sente-se um Cristo, o sumo-sacerdote, fazendo a expiação de pecados. E tal semelhança, para os outros mortais jogadores, seria patética. Mas pare ele, é a realidade, o óbvio. Que a verdade seja explicitada, não se pode pedir humildade a um artilheiro. Porque ele é muito maior, que o feijãozinho com arroz, que sempre vemos nos quatro cantos do futebol.
O artilheiro, nunca é mártir em vida. 


terça-feira, 17 de janeiro de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

A crônica do meu sentimento

QUANTAS SAUDADES
Nasci no sítio Gavião, perto da casa da saudade. Ali o café era forte e bem preto. A açucareira ficava sobre a mesa, mas ninguém a usava, todos gostavam do café amargo. 
No relógio de parede, o tempo corria. E do café amargo, da mesa grande, da açucareira e do próprio relógio, só restou uma fotografia em preto e branco. Nessa mesma fotografia, vejo o rosto do leiteiro, a vaca de nome casaca-de-couro e o cachorro Liá. Minha mãe e meus avós morreram, deixaram-me de herança a saudade, e às vidas que nunca morrem. 
Outubro de 1974, de lá pra cá, no sítio Gavião, naquela casa amarela, ainda sinto cheiro do mato e do café preto e amargo.
Se é que vocês me entendem.