Carregando...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

CRÔNICA DE MARIO SANTOS

A crônica do meu sentimento

DITOS E NÃO DITOS
Bem antes do cafezinho das seis da noite, o Rádio informou que Napoleão bateu às botas. E daí? Todo morrem sem um vintém furado no bolso. A liturgia da hora do Ângelo tirou-me a manteiga do pão. Se Judas perdeu as botas, Bonaparte achou-as. No sermão do diabo o ditadorzinho cagão, distribuiu pipocas. 
O meu anjo da guarda vendeu-se ao Marxismo, as urnas dividiram o joio e o trigo e Jesus Cristo sofreu o Impeachment antes da novela da dez.
O homens contaminaram os livros, a biblioteca não passa de um purgatório da pré-história.
Um quadrúpede governou a terra, às pessoas babaram a gravata. Nos deram suco de paralelepípedos. A ciência dormiu de toca, morreram os inocentes e o dragão afogou-se em seu próprio vômito. 
Dois dias depois Zé Félix leiloou o seu capacete rosa. E só. 
Se é que vocês me entendem. 


CRÔNICA ESPORTIVA


DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO
Que os meninos de hoje, digam aos homens do amanhã, quem foi e quem sempre será o Estádio Severiano Gomes. O nosso campo municipal, nos deu glórias eternas. Ali, às mães amamentaram seus filhos, e os filhos dos filhos dessas mães, reinaram com suas chuteiras, com seus dramas, com suas façanhas. No Severiano Gomes, a Bola sempre foi a caneta, e os pés dos nossos atletas, foram as mãos, escrevendo às escrituras sagradas do nosso futebol. Uns chupavam laranja, enquanto outros berravam anunciando o gol do seu time. Sei lá, mas vos digo: A grama do Severiano Gomes, onde os bichos (ovelhas) matam a fome, e a mesma grama que um dia nos deu fantasias elásticas, e diante da baba humana, nasceu a ascensão do nosso futebol. O nosso homem, que se juntando a bola, nos dá gargalhadas neo-faraônicas. Um dia os mortos e os primitivos, farão do Severiano Gomes, o berço dos que fazem os jardins pra bola. Meninos do agora, avisai ao leiteira, ao pãozeiro, ao Papa e aos santos, que o Severiano Gomes viverá na posteridade dos filhos de Ibirajuba. Saibam vocês, de um dia o mundo for acabar, o último jogo do planeta terra, acontecerá nas entranhas do Severiano Gomes. E nunca mais haverá, um dia tão lindo e tão exuberante, quanto aquele. E todas às gerações futura, dirão. nunca houve nem na terra, e nem nos céus, um dia como aquele. 
E eu vos digo: Nunca! Nunca!. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

A crônica do meu sentimento

NOTÍCIAS
Essas notícias que eu trago, não vêm da prefeitura ou da igreja matriz, vem do sítio Gavião. 
Lá no sítio Gavião, os imbuzeiros estão carregados de frutas, os mulungus se vestiram de flores, e às cigarras agora cantam.
Talvez tenha chegado à primavera, ou o outono. É certo que naquele mesmo sítio, perdi várias pessoas que eu amava. Ora! Eu amava e amarei para sempre.
Outra boa notícia do sítio Gavião: Os filhotinhos do rouxinol da casa do meu avô, nasceram, e são 4 pobres almas inocentes.
E eis a última notícia vinda do sítio Gavião; meu primo Garibaldi, Duda Sobral e Clemildo Galdino, breve, breve, irão fixar residência, nas margens do Rio da Chata.
Se é que vocês me entendem.