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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

A ALEGORIA GIGANTE DO GALO DA MADRUGADA JÁ ESTÁ EM PÉ NO RECIFE.

Imagem: Divulgação Jornal do Commercio

A alegoria do Galo da Madrugada, maior bloco carnavalesco do mundo, foi erguida por volta das 22 horas desta quinta-feira (16/2) na Ponte Duarte Coelho, Centro da cidade do Recife.

Sua majestade, o Galo Ancestral, assinado pelo artista plástico Leopoldo Nóbrega, homenageia preto e pardos, pilares da cultura carnavalesca.

O levante do Galo Gigante foi animado pelo bloco Afro Daruê Malungo, baluarte e pioneiro na preservação e transmissão de saberes culturais de matrizes africanas.

Mais de sete toneladas de insumos foram utilizados na confecção da escultura, que tem 28 metros de altura, sustentada por um guindaste. O trabalho para colocar o Galo gigante de pé durou cerca de 20 horas.

"Em reconhecimento à história e toda riqueza do legado afrodescendente para a formação multiétnica nacional, evocamos a nossa ancestralidade africana e brindamos um novo tempo colorido, de paz, igualdade, inclusão e valorização das diferenças como potência cultural", explicou Leopoldo Nóbrega sobre o tema da bora de arte.

Assim como nas duas edições anteriores, também assinadas por Nóbrega, com a ajuda da designer e arquiteta Germana Xavier, a sustentabilidade e upcycling foram fundamentais no processo de confecção do gigante. A indumentária vem de descarte de tecidos como malhas e jeans coletados em cidades como Caruaru, e Toritama e Santa Cruz do Capibaribe e de revestimentos de pisos em eventos.

"A gente vem com um galo pós-moderno, inclusivo e que dialoga com a redução de impactos ambientais", ressaltou Nóbrega, que manteve o co-criação da escultura gigantes em parceria com mulheres artesãs de comunidades periféricas, como Bomba do Hemetério, Morro da Conceição, Santo Amaro e Ponto de Parada. 

A roupa do Galo Gigante traz tons quentes, como as tonalidades presentes na bandeira de Pernambuco. A exuberância de cores e texturas também faz referência a elementos do frevo e maracatu, como coroas, escudos e sombrinhas.

As pontas das asas são douradas, em referência a Oxum, orixá das águas, e no pescoço, um colar no estilo gargantilha africana. A cauda, por sua vez, traz todas as cores do arco-íris para destacar que o Carnaval é de todos. Mosaicos de espelhos confeccionados com descartes de DVDs iluminam a importância do consumo consciente.

Pinturas africanas em cor branca adornam o rosto do gigante, cuja crista passa a adotar dreadlocks, embelezados com fitas de múltiplas cores.
fonte: Jornal do Commercio.

CRÔNICA ESPORTIVA


ÀS CHUTEIRAS DO ARTILHEIRO
Vejam como foi engraçado: 
Faltando menos de meia hora, para o início do mundo, Deus fez a bola. E tudo absolutamente tudo, vive ou morre para a bola. 
Agora sim, iremos entrar no mérito do assunto que dá o título a nossa crônica. "Às chuteiras do Artilheiro"
Se ao criar o mundo (Planeta terra), fez ele também o homem, e deu-lhe umas chuteiras para que sua imagem e semelhança dominar-se o mundo. O Papa, Maomé, Buda e o próprio Cristo abençoaram os pés do artilheiro. Não só o pés, mas principalmente as CHUTEIRAS. 
Raciocinemos: logo após um gol, de qual tamanho será a alegria das CHUTEIRAS DO ARTILHEIRO? E nos títulos, ou até mesmo nas desgraças, como será a reação de tais chuteiras? No outro dia de um grande jogo, às páginas dos jornais deveriam estampar em suas capas, às chuteiras do melhor jogador em campo, ou as CHUTEIRAS DO ARTILHEIRO com a seguinte frase: "Graças te damos oh glorioso instrumento, e bendito seja o teu portador". 


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

A crônica do meu sentimento

ENCÔMIO
Quando Jânio Quadros entregou o governo, quebrou a cara. 
Menino Papa-angu, pegou um Tuim na porta da igreja matriz.
Nas páginas dos jornais, o vira e mexe das pesquisas, deram papinha a Matusalém, e tudo isso se passou na rua do  Cruzeiro.
Os peixes do rio da Chata lêem Camões e Guimarães Rosa.
No Manoel Moreira da Costa, o ditado de palavras, deu-me dois pés e duas mãos. Já às asas eu consegui no Cachorro quente de seu Onofre.
No Bang Bang do cine do Mercado Público, atirei para todo lado, mas fiquei preso no passado.
Nas filosofias desgastadas, o bicho Papão fez poemas na antiga Sede Social Municipal.
Ibirajuba de outrora, de hora em hora, é sempre a mesma de sempre em nossa mente, nos contos e prosas de Zé de Severinho.
Gameleira, dos contos de réis, dos fiéis que rezaram, e em suas orações pediram um milagre, e Deus nos deu Ibirajuba.
Se é que vocês me entendem.