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terça-feira, 14 de março de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

REMINISCÊNCIA
Daqui a pouco temo às pessoas de nossa cidade irão esquecer nossos eventos e personagens de outrora. Hoje, quase não se fala mais na Banda de Pífanos do Alto de São Francisco, que aos domingos animava e encantava a feira livre daquele povoado. E confesso, eu sempre foi um amante daquela Banda de Pífanos. Não esqueçamos os nossos bêbados folclóricos: Mané Cobra Preta, seu filho Laércio de Abé; Vai-e-Vem com o seu famoso bordão "Só Traçando a Massa"; Ofrásio e Lilito com seu bordão "Mininin". Que cachaça boa, que turma animada. E mossa irreverente Maria Fuba e o abusado Tonho Bucho de Ferra, era um festa animada. 
A ronda da cidade feita a pé, feita pelos policias Lúcio e Ferreirinha apoiado pelo guarda noturno Luiz Onça, todos os temiam.
Nós meninos pobres, sonhávamos com a chegada do circo, já os afortunados, tomavam um bom refrigerante com Cachorro Quente no Bar de Seu Onofre.
No período das políticas, tivermos grandes discursos dos políticos Cintra Galvão, Nilson Gibson e Manoel Ramos, os comícios eram uma festa.
Se é que vocês me entendem.  

     

segunda-feira, 13 de março de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

A crônica do meu sentimento 

OS SEIS 
Na parede da casa fechada, tá lá o retrato da família. 
Dos 6 da foto antiga, só restam 3 vivos. 
A mãe morreu aos 83 anos, todos os dias ela perguntava pelo o filho mais velho, que já havia morrido a 3 anos.
O pai, tá com quase 90 anos, conhece só os dois filhos que ainda estão vivos.
Raimundo tá em São Paulo, nunca mais veio contar suas façanhas nas noites de lua.
Constância sofre de amnésia, ficam em silêncio o tempo todo.
Juvenal o da esquerda, casou, teve 3 filhos, ficou viúvo morreu há 2 meses.
Olhando para o retrato amarelado pelo o corre corre da vida, nos dá saudade, lágrimas e choro. Nós 6, que tempo bom.
Às noites eram longas e os dias curtos.
Que Café forte! Que bolacha tão doce, e o candeeiro quase apagado, mas dava pra contar os 6 da foto, e apontando o dedo dizer nome por nome.
De manhã no curral, o leite bem quentinho, lá vêm o pãozeiro, que festa tão boa... e tudo ficou registrado naquele retrato.
Às pescarias quase não se tinham peixes, mas, a festa valia à pena.
Hoje são 6 no retrato, que sabe, que os 6 nunca mais existirão.
Não é notícia de jornal, más é algo muito importante, são fatos e fotos, de uma família, que agora está junta só no retrato.
Se é que vocês me entendem.


CRÔNICA ESPORTIVA

RECADO
Chega ser cafajeste, a ideia de se fazer futebol no Severiano Gomes, sem a presença do Escrete do Povo. Quando nem os pombos, sabiam que o nosso campo municipal existia, os rapazes da locução esportiva, proclamaram a república dos gênios e dos pernas de pau de Ibirajuba. Ou seja, eles deram caráter aos nossos jogadores. E não digo isso com orgulho, não. É bem verdade que, a Diretoria de Esportes, nos mostrou que para se fazer o futebol, não é preciso saquear casas ou furtar joias dos árabes, ou até mesmo andar de quatro. Pois bem, o futebol ibirajubense aprendeu que de Napoleão Bonaparte para cá, nunca, antes de Cristo ou depois de Cristo, ninguém fizera pelo o nosso futebol o que o ESCRETE DO POVO fez.
Vejam só, o que alguém disse hoje no Severiano Gomes: "Podem vê, até a bola só tem mais alegria, quando o Escrete do povo tá em campo". Levantai-vos canalhas ululantes, vocês que negam a soberania das vozes de Mário Santos, Clemildo Galdino e Duda Sobral. Arrependei-vos e clamai nas margens do açude dizendo. "Bendito seja o futebol e a nossa Equipe Esportiva para todo o sempre". 
Vocês lembram Didi, nos trapalhões domingo à noite? Saibam todos vocês, que o Escrete do Povo, deu muito mais glórias às tarde de domingo, do que qualquer realeza midiática. E Petinha e seus auxiliares, na Diretoria de Esportes rezam, e choram, e clamam, pedindo a volta do Escrete do Povo. Hoje quando nos reunimos, ou frequentamos os mesmos ambientes, às eternas chuteiras e os 8 mil ibirajubenses se consolam com o alarido da volta do futebol da cidade. E sem alguém ousa dizer, que haverá futebol no Severiano Gomes sem o Escrete do Povo, a grande maioria por uma só voz diz: É MENTIRA.